17/10/2020
VÖLVA – A VIDENTE XAMÂNICA
Vǫlva ou Völva (nórdico antigo: vǫlva) era na mitologia nórdica uma mulher vidente, que em êxtase profético podia ver o futuro.
Uma dessas völvas nórdicas revelou ao deus Odin a criação e o fim do mundo (Ragnarök), segundo o poema Völuspá da Edda poética.
A palavra vǫlva, em nórdico antigo, significa "portadora da varinha" e, etimologicamente advém do protogermânico walwōn, derivado de uma palavra para varinha. Outro nome para Völva é fjölkunning (cheia de sabedoria), indicando que ela sabia as artes do seiðr, spar e galdr.
A Spákona ou Spækona é uma Völva especializada em vidência spa e significa: "Aquele que vê", de origem sânscrita spáçati páçyati (vê). Já um praticante de seiðr é um Seidkona (feminino) ou um Seiðmaðr (Masculino).
De uma forma mais geral, as Völur desenvolviam práticas que abordavam o xamanismo, a feitiçaria, a profecia e outras formas de magia indígena primal. Representações históricas e mitológicas das Völur mostram que elas possuíam alta estima entre os povos pagãos do norte e, acredita-se que possuíam poderes até mesmo sobre o deus supremo, Odin.
Algumas Sagas (Flateyjarbók, Landnámabók, prólogo da Edda em Prosa) mostram que se uma bruxa viesse visitar algum lar, o senhor e senhora da casa iriam desistir do trono em honra a ela, uma forma muito poderosa de indicar que a bruxa tinha autoridade e superioridade aonde quer que estivesse. As fontes também descrevem como a bruxa poderia ou não falar com alguém simplesmente por capricho, o que significa que ela estava fora e acima da hierarquia normal da sociedade.
As Völur eram conhecidas por sua arte na sedução, o que foi uma das razões pelas quais foram considerados perigosas. Em umas das estrofes do Hávamál (As palavras do Altíssimo), adverte-se contra a relação sexual com uma mulher que é habilidosa em magia, porque quem faz isso corre o risco de ser pego em uma ligação mágica inquebrável, ficando a mercê dos poderes femininos, além do risco da enfermidade. Um dos métodos para seduzir homens pode ter sido o uso de dr**as naturais.
Nos rituais de vidências, as völur poderiam empregar tambores durante as sessões, como os xamãs primitivos. Por meio da prática