05/09/2019
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Sarms: perspectivas
O desenvolvimento e o uso clínico potencial de moduladores de receptores de andrógenos seletivos aos tecidos (SARMs) avançaram consideravelmente nos últimos anos. O que mais atrai nos SARMs é a capacidade de diferenciar claramente as atividades anabólicas e androgênicas e isso abre um grande leque de possibilidades do seu uso na medicina. Resultados promissores foram obtidos em investigações pré-clínicas e em ensaios clínicos iniciais, mas ainda são necessários estudos de longo prazo sobre segurança, tolerabilidade e eficácia em pacientes. Por isso devemos tomar bastante cuidado ao fazer uso sem um acompanhamento médico.
Os SARMS se ligam ao receptor de andrógeno e demonstram atividades anabólicas em uma variedade de tecidos. No entanto, diferentemente da Testosterona e de outros esteroides anabolizantes, esses agentes não esteroides são capazes de induzir o crescimento ósseo e muscular ao mesmo tempo que possuem atividades neutras ou levemente antagônicas sobre outras estruturas como a próstata, pele, clitóris, etc. Isso criaria oportunidades terapêuticas em uma variedade de doenças como a perda muscular associada a queimaduras, câncer, doença renal terminal, osteoporose, sarcopenia da idade e hipogonadismo. Aliás, na minha opinião os SARMs poderiam ter um potencial valor terapêutico no tratamento de doenças relacionadas a idade e vislumbro um futuro próximo onde eles poderão ser de grande valia dentro de especialidades como a geriatria, onde muitas vezes a melhora da força, do quadro ósseo, sem o acometimento de outras estruturas como a próstata ou o útero são desejáveis!
Mais trabalhos são necessários porém não vejo tais substâncias como algo que proporcione somente um efeito estético importante (apesar da melhora da força). Idosos não buscam um abdomen cheio de gominhos ou um bíceps gigante, mas podem ser beneficiados com algo que melhore sua força, que resgate sua independência e, consequentemente, sua qualidade de vida!