01/06/2016
Hoje é treino de quê? Contratação de um personal trainer/treinador ou puxador de treino.
Por vezes o personal trainer/ treinador pode questionar ao aluno qual é a sessão de treino naquele momento. Com a correria diária, facilmente as pessoas podem ter lapsos momentâneos de memória. Mas também é muito fácil nos deparamos com a falta de planejamento antecipado por parte de muitos “profissionais”, mesmo que o aluno tenha como objetivo socialização, algum plano de treino é necessário fazer. Para este tipo profissional que têm esta postura displicente, chamarei de puxador de treino.
Como diria o mestre Confúncio “não são as ervas más que afogam a boa semente, e sim a negligência do lavrador”. Mais do que tudo, o serviço de personal trainer/treinador pessoal visa o planejamento estratégico através da sistematização dos exercícios, implementação e controle das variáveis que compõem o programa de treinamento em consonância ao comprometimento do cliente.
Embora no mercado de trabalho atual o profissional capacitado venham se destacando, a escolha ainda acontece de forma precipitada e por conveniência pela maioria dos clientes que anseiam contratar o serviço de treinamento personalizado. Por fim, seleciona muito mal, investindo na condição mais “acessível” ao bolso. Do que vale economizar ao entregar sua saúde nas mãos de qualquer pessoa?
O puxador de treino é capaz de prescrever um amontoado de exercícios aleatoriamente sem nexo algum. No caso das mulheres, pode só existir treino para membros inferiores. Na segunda feira são aproximadamente oito exercícios para parte de frente da coxa(quadríceps). Terça-feira não tem treino, porque é dia de membros superiores. Quarta-feira podemos ter mais sete exercícios para membros inferiores, mas desta vez, priorizando a parte posterior de coxa(isquios). Quinta-feira novamente não tem treino. E finalmente na sexta feira, os demais exercícios para glúteos que faltaram incluir nos dias anteriores. Caso você seja homem, a configuração muda um pouco, o treino se resume bem aos membros superiores, peito e bíceps são os músculos prediletos. Na segunda feira, por exemplo, o dia mundial de peito, podemos encontrar a configuração de cinco exercícios para essa musculatura, acompanhado de quatro para ombro e para finalizar mais três exercícios para tríceps. Sem contar que para cada exercício pode vir acompanhado de umas 4-5 séries. Está bom? Ou seria mais sensato 3 séries para cada exercício. Fiquei em dúvida.
Ah! Aquela celebre frase na hora de recepcionar o aluno “hoje é treino de quê?” Conforme seja a resposta do aluno, nem preciso falar que a elaboração do treino se faz de conformação muito rápida. Equivalente ao macarrão instantâneo, em questão de minutos, a programação diária é estabelecida, sem qualquer respaldo dos princípios do treinamento desportivo. Não existe garantia de aplicabilidade neste tipo de treino fast-food, por possuir uma configuração genérica e duvidosa. E mais uma vez “o que é barato, sai caro, e o que é bom, custa dinheiro. ” Pense direitinho, não haja por impulso, vai acabar perdendo tempo que poderiam trazer resultados favoráveis.
Apesar disso o puxador de treino tem características de atuação bem peculiar. Atende de um aluno até mais de três ao mesmo tempo, tornando um treino coletivo ao invés de personalizado. É concentrado nos ponteiros do próprio relógio. De cabeça baixa ou olhando para o teto ecoa comandos de “mais rápido”, “para não”, “vamo-vamo-vamo” e “mais força”. Posicionado há quilômetros do aluno conta as repetições de 1 até 10 ou pede para o aluno realizar movimentos infinitas vezes. Aspecto bastante habitual de ludibriar a intensidade do treino. Acompanha o ensino de execuções com baixa qualidade técnica de movimento. Negligencia a postura do aluno. Após um treino insano desses, é possível que o corpo esteja acometido por dores, apenas uma sensação fraudulenta de ter realizado um “bom” treino. Quem garante que seja realmente eficiência? Não é só, isto!
O corpo humano é uma máquina impressionante que se adapta, de modo progressivo, à quantidade e ao tipo de trabalho que se exige dele, tanto físico como mental. Para tirar o máximo de proveito daquela hora que correspondente a sessão de treino, é importante entender como seu corpo responde às demandas físicas impostas. Também é preciso compreender que ao longo da progressão se adquire novas habilidades e responde melhor aos desafios propostos para atingir o desempenho máximo.
Para ter sucesso nos objetivos almejados pelo aluno, o personal trainer/treinador tem de realmente querer ensinar, trabalhar muitas horas extras na concepção e administração do programa de treinamento. Ter o controle de todas as variáveis na ponta do smartphone, com intenção de detalhar ao máximo as informações, anotar as possíveis intercorrências, de fato, escrever um verdadeiro relatório de treino que vão dar embasar e fornecer os subsídios para alcançar as metas de curto e longo prazo. O resultado disso será chegar ao nível mais adequado, não necessariamente o mais alto – essa é arte de orientar.
Outra questão pertinente que preciso mencionar, algumas pessoas tem a perspectiva de ir academia de uma maneira enfadonha de praticar atividade física. Procuram o serviço personalizado ordenando que o programa de treinamento seja de acordo com suas vontades. Não se esqueça que o treinamento também pode ser divertido e adaptável as suas características pessoais. É nesse ponto que quero frisar! O profissional capacitado faz toda a diferença neste sentido. Porque exigirá que seus objetivos sejam alçados através de um programa de treinamento condizente com suas características físicas e psíquicas. Ao ponto de que o planejamento proponha desafios e agregue novas habilidades que correspondam ao máximo de desempenho.
E agora? A escolha agora é sua. Quem vai te orientar daqui para frente? Espero que você opte pelo personal trainer/treinador.