16/07/2019
Época de férias, de aproveitar o tempo livre, nada melhor que uma praia ou piscina, não?
Em primeiro lugar, gostaria de lembrar que piscina ou praia com crianças pede constante e incessante supervisão. Por mais que seu filho(a) já pratique natação, já esteja num nível mais avançado e já atravesse distâncias razoáveis, ainda assim se faz necessário um olhar atento. Se seu filho(a) ainda não nada, o cuidado é redobrado. E nesse cuidado, tendemos a "proteger" da maneira mais comum: uso de bóias para manter a flutuação do tronco, e alguns ainda utilizam óculos ou máscaras de mergulho para as brincadeiras. Mas tia Licia, qual o problema?
O problema mora em dois pequenos fatores: nos despreocupamos um tanto com o uso da bóia, na ilusão de que ela manterá o tronco de seu filho fora da água. Gostaria de ressaltar a todos, que da mesma forma que flutua, pode ser um grande vilão em manter o rosto da criança imerso em água numa posição em que ela não consiga reverter. Já vimos vários vídeos circulando pela internet que nos mostram exatamente estes momentos. Para além disso, cria na criança a falsa expectativa de que ela tem domínio do meio líquido, e pra ela, a bóia virará uma muleta. Ou só vai querer entrar na piscina/praia de boia, ou vai esquecer que não está de boia e quere realizar a mesma flutuação sem a mesma.
Sobre o óculos de natação: muita gente questiona dizendo estar prevenindo irritações e processos alergênicos graças ao cloro/sal. Mas saibam: criança que aprende a nadar de óculos não se salva. Em um possível episódio em que ela caia na piscina sem o óculos, ela não abrirá os olhos, desta forma não saberá para onde nadar, dificultando o seu salvamento, caso no momento não tenha um adulto que veja a situação acontecer. Afogamentos acontecem diariamente, e ainda é uma das causas alarmantes de mortalidade infantil. Quer prevenir qualquer um desses riscos? Me chama no whatsapp e marca já a aula experimental do(a) seu(a) filho(a). Vou até sua casa!
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