01/09/2026
Uma coisa importante que a gente aprende na prática quando vira líder, é que nem toda decisão deveria chegar na sua mesa. E nem toda decisão que chega deveria terminar nela.
Tem decisão simples, do dia a dia, que precisa ser tomada e pronto. Se o líder pede autorização para cada detalhe, ele vira quase um mensageiro de problema. E liderança não é isso. O cargo já pressupõe um certo nível de autonomia.
Agora, tem decisão que começa a f**ar mais cabeluda. Envolve outras áreas, dinheiro, pessoas, prazo, risco. Aí não adianta querer bancar o herói e decidir sozinho só para parecer firme. Nessa hora, maturidade é buscar informação, ouvir quem precisa ser ouvido e entender o impacto antes de bater o martelo.
E existem aquelas decisões que podem mexer com o negócio inteiro. Reputação, estratégia, cliente importante, equipe, resultado financeiro, risco jurídico. Nesse nível, chamar quem está acima não é falta de autonomia. É inteligência política e responsabilidade.
No fim das contas, um líder maduro precisa saber responder três perguntas: isso eu decido sozinho? Isso eu preciso discutir? Ou isso eu preciso escalar?
Parece simples, mas muita confusão na liderança começa exatamente aí: gente escalando o que deveria resolver e gente decidindo sozinha o que deveria alinhar.
E talvez essa seja uma boa pergunta para o café de hoje: você está usando a autonomia que o seu cargo já te deu ou ainda está esperando autorização para liderar?
Reflexão forte e importante!
ALÊ KREMER
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