Marcella Blume

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05/06/2026

Muitas gestantes procuram saber se podem continuar correndo, fazendo CrossFit, musculação, pilates ou qualquer outra atividade que já praticavam antes da gravidez.

Mas a questão mais importante não é apenas o que você faz.

A pergunta deveria ser:

👉 Como essa atividade precisa ser ajustada para atender as atuais necessidades do seu corpo durante a gestação?

A gestação traz mudanças cardiovasculares, hormonais, musculoesqueléticas e respiratórias que exigem ajustes no treinamento.

Isso não signif**a parar. Também não signif**a treinar exatamente da mesma forma.

Signif**a entender que o objetivo agora mudou: saúde materna, desenvolvimento fetal e preparação para o parto e o pós-parto.

Por isso, mais importante do que discutir se um exercício específico pode ou não ser feito, é entender se ele está adequado para o momento que você está vivendo.

E é isso que um especialista em exercício na gestação faz.

Agora compartilha aqui comigo a sua experiência com a atividade que você continuou fazendo durante a gestação!

03/06/2026

Durante a gestação, seu abdômen precisa fazer algo extraordinário: crescer para acomodar o bebê sem deixar de oferecer suporte ao seu corpo.

E um dos músculos mais importantes nesse processo é o transverso do abdômen.

Ele funciona como uma espécie de cinta natural, ajudando no suporte da parede abdominal, na estabilidade da coluna e no gerenciamento da pressão dentro do abdômen.

Mas ativar o transverso não signif**a apenas encolhera barriga.

O objetivo é aprender a perceber, controlar e integrar essa musculatura aos exercícios.

Porque, na prática, o que realmente importa não é apenas conseguir ativar um músculo, mas usar esse controle durante o movimento.

Esse trabalho pode contribuir para:

✔️ Melhor suporte abdominal durante a gestação
✔️ Maior estabilidade do tronco
✔️ Melhor gerenciamento das pressões intra-abdominais
✔️ Preparação para as demandas do pós-parto
✔️ Mais consciência corporal durante os exercícios

Seu abdômen não precisa f**ar “travado”. Ele precisa aprender a trabalhar em equipe com o restante do corpo.

Você já tinha ouvido falar sobre o transverso do abdômen?

01/06/2026

Quando você se exercita, especialmente em intensidades moderadas a mais elevadas, ocorre uma redução temporária da disponibilidade de oxigênio em alguns tecidos.

Essa “hipóxia fisiológica” é um estímulo para que o organismo se adapte.

Uma das respostas é o aumento da sinalização de fatores angiogênicos, como o VEGF, que participam da formação e do crescimento de novos vasos sanguíneos.

Na gestação, esse mecanismo desperta grande interesse porque a angiogênese é fundamental para o desenvolvimento da placenta, promovendo o fornecimento adequado de oxigênio e nutrientes ao bebê, além da redução do risco para desenvolver pré-eclâmpsia.

Entender esses mecanismos ajuda a explicar por que o exercício físico deixou de ser visto apenas como uma ferramenta para controle do peso e passou a ser considerado uma estratégia importante para a saúde materna e placentária.

Assista ao vídeo e entenda esse processo de forma simples.

Você já tinha ouvido falar sobre angiogênese?

29/05/2026

Quando ela engravidou, já existia hipertensão crônica.

Depois vieram mais desafios:
colo curto.
diabetes gestacional.
Medos e incertezas!

Mas em nenhum momento o objetivo foi “parar”. O objetivo foi “como continuar cuidando”.

Cuidando do corpo.
Da saúde física e mental.
Da autonomia.
Da confiança.

E foi assim, com adaptações e acompanhamento, que ela atravessou toda a gestação em movimento.

A diabetes foi controlada sem insulina.
A hipertensão não evoluiu para pré-eclâmpsia.
E o colo curto não foi uma barreira.

E ela chegou ao final da gestação se sentindo capaz, não limitada pelo medo.

Esse vídeo não é sobre performance.
É sobre suporte.
Sobre acolhimento.
Sobre mostrar que, muitas vezes, o movimento também faz parte do cuidado em uma gestação com desafios.

Nem toda gestação precisa parar. Muitas precisam apenas de direção, segurança e adaptação.

28/05/2026

O problema não é o exercício. Mas a forma simplista como o corpo feminino ainda é tratado na gestação e no pós-parto.

É que ainda estão fazendo a pergunta errada. Não é sobre abrir ou fechar a diástase.

O papel do abdômen vai muito além de “juntar músculos” ou buscar estética. O abdômen participa da estabilidade, da transferência de força, da respiração, da postura e da capacidade do corpo lidar com as demandas do dia a dia.

E às vezes f**ar apegado ao que um determinado estudo diz, te limita tecnicamente.

Nós precisamos olhar com mais carinho para a prática. Observar como a gestante se adapta às alterações e como a mulher no pós-parto se movimenta.

Quando a gente tem esse olhar mais técnico, f**a bastante claro e óbvio, o que funciona e o que não funciona para este grupo de mulheres.

Se esse vídeo já começou a fazer sentido pra você, f**a aqui com a gente que a resenha foi boa e ainda temos muitos cortes para postar aqui.

27/05/2026

Se você é uma gestante bem treinada e te disseram que não poderia fazer elevação pélvica com carga, saiba que isso não é verdade.

Conforme a barriga cresce, é claro que a barra ou o halter precisam ser posicionados de outra maneira.

É aí que entram os ajustes!

Nesse vídeo eu mostro uma forma simples de executar o movimento sem apoiar a carga diretamente na barriga, deixando o exercício mais confortável.

Ainda assim, se você não se sentir confortável em fazer com carga, você pode optar pela elevação pélvica unilateral. É um ajuste super bem-vindo. Além de fortalecer o glúteo, esta variação contribui para a estabilidade da lombar e da pelve, importante para a manutenção de uma marcha mais eficiente durante a gestação.

Agora me conta, você tem feito a elevação pélvica? E como tem feito?

22/05/2026

Existe uma preocupação muito comum entre gestantes que querem manter a prática de exercício físico:

“Será que aumentar a intensidade ou a carga pode prejudicar o bebê? Pode diminuir o oxigênio para ele?”

E a resposta é “não”. O corpo da gestante não funciona de forma tão simples assim.

Durante o exercício existe uma redistribuição de fluxo sanguíneo, e a placenta possui mecanismos de adaptação justamente para preservar o aporte de oxigênio e nutrientes para o bebê durante o treino em gestações sem complicações.

O problema é que, por medo, muitas mulheres acabam reduzindo demais a intensidade, perdendo força, condicionamento e capacidade física ao longo da gestação, quando, na verdade, o exercício bem monitorado pode trazer benefícios importantes e melhores desfechos tanto para mãe quanto para o bebê.

E monitorar não signif**a “treinar leve”. Signif**a saber ajustar intensidade, carga, percepção de esforço, respiração e recuperação de acordo com cada fase da gestação e com a individualidade de cada mulher.

No vídeo eu mostro formas mais seguras e coerentes de monitorar intensidade cardiorrespiratória e carga durante o treino na gestação.

Endereço

Gonçalves, MG

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