03/05/2026
Por muito tempo, dormir pouco foi tratado como um detalhe de estilo de vida, algo que o próprio paciente precisava resolver.
O que a fisiologia do exercício nos revela é que essa lógica é incompleta, e que ignorar o sono como variável clínica compromete diretamente o resultado do treino, da dieta e de qualquer intervenção que você esteja conduzindo.
Durante o sono profundo, o organismo libera o pico de GH responsável por ativar o reparo tecidual.
🚨 Uma única noite com restrição de sono pode elevar o cortisol em 21%, reduzir a testosterona em até 24% e derrubar a síntese proteica muscular em 18%. Com esse perfil hormonal, não importa quanto de proteína foi ingerida, o sinal para ativar a síntese via mTOR já está comprometido.
Para evoluir, o organismo precisa sair do modo inflamatório e entrar no modo de reconstrução. Essa transição depende de sinais liberados durante o sono profundo. Sem eles, o tecido não repara, independente do quanto foi treinado ou ingerido.