06/08/2023
Sou da 2ª geração do mountain bike brasileiro. Falo isso porque apesar do esporte ter começado no Brasil na parte final da década de 80, quando nasci, a maior parte dos competidores tinham migrado da estrada. Os verdadeiros mountain bikers 100% criados na terra, foram os nascidos no fim de 70 pra inicio de 80, portanto jovens e adolescentes nos anos 90, quando esse esporte explodiu no país. Bom a introdução serve pra dizer, com propriedade, que nossos ídolos eram caras que forjaram este esporte, como e . Quando começou a aparecer, com seu jeito compenetrado, que faziam muitos o terem como arrogante, um moleque que nunca tinha trabalhado na vida, muitos assim diziam, ainda por cima batendo de frente com caras como o Rubinho valeriano, carismático, que foi servente de pedreiro até os 21 anos, alguns de nós torciam o nariz pra sua figura. O tempo passou, e mesmo ele mudando literalmente o esporte no país e até no continente, porque tenho certeza que ele também tem fãs na América Latina afora, muitos que o criticavam tiveram que se render perante seus feitos. Sua história por trás veio à tona, e ficou claro que as coisas nunca são fáceis como alguns pensam. Ele é F…. Não existe outro jeito de o definir. Tenho orgulho em dizer que já pude, mesmo que por pouquíssimas vezes, largar com ele, em tempos de juvenil. Se hoje temos provas, bikes, atletas e todo um mercado em ascensão no país é por causa dele e todo o movimento que ele iniciou a pouco mais de uma década. Hoje escreveu mais um brilhante capítulo em sua história iluminada. Bi-Campeão do mundo a bordo de uma marca também brasileira. PARABÉNS. E a você que crítica, saiba que em 33 anos de mundiais de mtb, são pouquíssimos que ficaram entre os tops por tantas temporadas. Um pouco mais de respeito.