27/02/2021
Repost de . A enxaqueca é uma condição potencialmente debilitante que envolve fortes dores de cabeça e afeta mais mulheres que homens. O tratamento da enxaqueca ainda é pouco eficiente em grande parte dos casos, então sempre é válido buscar auxílios não farmacológicos, como é o caso do exercício. Mas aí sempre vem a questão de “como” fazer o exercício, já que há relatos de exercícios que ajudam ou pioram o quadro.
Para ajudar a elucidar o tema, Eslami et al. (2021) dividiram 45 mulheres com enxaqueca em 3 grupos: controle, baixa intensidade (13-15 da percepção subjetiva de esforço, 60-80% da FCmax) e alta intensidade (15-17 da percepção subjetiva de esforço, 65-95% da FCmax). Tanto a intensidade quanto a duração dos treinos aumentaram progressivamente ao longo das 8 semanas de intervenção. .
De acordo com os resultados os dois grupos que fizeram exercícios tiveram redução na intensidade e duração da dor, sendo que as reduções foram maiores para o grupo que treinou em intensidade moderada. A frequência das crises também reduziu nos dois grupos, mas não houve diferença entre eles. Aqui vale destacar que tanto a intensidade quanto a duração das dores reduziram para menos da metade no grupo que fez exercício moderado, indo de 7,38 vs 3,73 para intensidade e de 8,68 para 3,6h/mês na duração. Já a frequência das crises caiu para menos de um terço do que era inicialmente (7,54 para 2,27/mês). .
Portanto, f**a aqui a dica para quem sofre de enxaqueca ou mesmo para quem tem crises eventuais. Quando isso ocorrer, nada de f**ar parado! Reduza a intensidade da atividade física, mas se mantenha ativo! Vai caminhar, pedalar, fazer uma musculação mais tranquila ou qualquer atividade que seja viável e prazerosa! Como sempre, exercício é remédio! .