19/11/2012
A Coruja
Os olhos da coruja,
De tão grandes
Quase um só,
Espreitam a piscina.
Mas, não!
Não é bem assim.
Seus olhos
Nada querem ocultar.
Não estão desconfiados,
Nem dissimulados.
São olhos
De quem pensa,
Indagadores, contemplativos,
Fixos em um ponto
E muito além dele.
Esguia, como
A garça;
Imóvel, qual
Estátua,
Ela está na cidade,
No telhado de uma
Agitada academia.
E mais parece
Compor uma vitrine
Esculpida pelas mãos
De um habilidoso
E sensível artista.
Nem mesmo o vento
Tem coragem de tocá-la
De onde veio?
Pra onde vai?
Constrangida,
Por sentir-se assim-
Ora temida, ora admirada-
Salta,
Alcança as alturas,
E envolta em seu
Enigmático voo
Desaparece naquele
Mágico entardecer,
Sem nada dizer
De onde chegou,
Sem nada dizer
Para onde foi.
Mundo pequeno.
Descobri tempos depois;
Ela é uma buraqueira do cerrado
E mora ao lado.
Lêda T. C.Bandeira Gyn/fev/2011.
Um Poema da nossa querida e talentosa aluna
Ledinha.
A Coruja
Os olhos da coruja,
De tão grandes
Quase um só,
Espreitam a piscina.
Mas, não!
Não é bem assim.
Seus olhos
Nada querem ocultar.
Não estão desconfiados,
Nem dissimulados.
São olhos
De quem pensa,
Indagadores, contemplativos,
Fixos em um ponto
E muito além dele.
Esguia, como
A garça;
Imóvel, qual
Estátua,
Ela está na cidade,
No telhado de uma
Agitada academia.
E mais parece
Compor uma vitrine
Esculpida pelas mãos
De um habilidoso
E sensível artista.
Nem mesmo o vento
Tem coragem de tocá-la
De onde veio?
Pra onde vai?
Constrangida,
Por sentir-se assim-
Ora temida, ora admirada-
Salta,
Alcança as alturas,
E envolta em seu
Enigmático voo
Desaparece naquele
Mágico entardecer,
Sem nada dizer
De onde chegou,
Sem nada dizer
Para onde foi.
Mundo pequeno.
Descobri tempos depois;
Ela é uma buraqueira do cerrado
E mora ao lado.
Lêda T. C.Bandeira Gyn/fev/2011.
Um Poema da nossa querida e talentosa aluna
Ledinha.