Jandyra Lucheze - Personal Trainer

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06/04/2016
29/06/2015

Os benefícios do exercício físico para portadores de Diabetes Tipo II
De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), estima-se que cerca de 5% da população mundial entre 20-79 anos sofra de diabetes tipo II e projeções da Federação Internacional de Diabetes prevê que os números de casos dobrem até o ano de 2025.

No Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, estima-se que cerca de 14 milhões de pessoas sofra da doença. Os dados preocupam já que grande parcela dos pacientes não sabe que possuem a doença, uma vez que o diagnóstico pode demorar até sete anos.
O Diabetes Tipo II é caracterizado, principalmente, por uma dificuldade de o organismo responder a ação do hormônio insulina. Tal fato tem como consequência o aumento dos níveis de glicose na corrente sanguínea. “Ao contrário dos portadores de diabetes tipo I, as pessoas com o tipo II produzem insulina, porém o corpo cria resistência a o hormônio”, explica o fisiologista do exercício do Instituto Pulmonare, Alexandre Gonçalves.
Quando uma pessoa é diagnosticada com diabetes tipo I, provavelmente terá que conviver com a doença por toda a vida. O que não acontece com os portadores do tipo II que desenvolvem a doença devido a uma série de fatores de riscos como idade acima de 45 anos; evidência de tolerância à glicose comprometida; falta de atividade física; a obesidade e principalmente, a concentração de gordura na região abdominal do corpo humano.
Para prevenir a doença é importante optar por hábitos alimentares saudáveis e evitar o sedentarismo. “Assim, o exercício físico se apresenta como uma das formas bastante ef**az para melhoria da resposta do organismo a ação deste hormônio e consequentemente controle da glicose sanguínea”, afirma dr. Alexandre.

27/01/2014

Conforme os anos vão passando, é possível perceber mudanças no corpo, nas funções fisiológicas e na força física. Com isso, inúmeros idosos acabam por modif**ar a rotina e a alimentação por se sentirem menos dispostos e pela alteração no paladar.

No entanto, a prática de atividade física é benéf**a nessa fase da vida e a alimentação equilibrada também auxilia na manutenção da saúde.

Depois dos 65 anos há tendência para redução da massa muscular, problemas no aparelho locomotor, no equilíbrio e propensão ao surgimento de doenças cardiovasculares, osteoporose, entre outras. Esse conjunto de fatores leva o idoso a diminuir a prática de atividade física. No entanto, nesta faixa etária, atividades de lazer, como jardinagem e caminhada; tarefas domésticas e locomoção já podem ser considerados exercício físico.1,2

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, recomenda-se a prática regular de 120 minutos de exercícios aeróbios, como caminhadas e natação, e três treinos de força muscular por semana, como pilates, musculação ou ginástica localizada para a população idosa.1 A combinação de atividades aeróbias e anaeróbias de intensidade moderada e respeitando os limites de cada pessoa, melhora o equilíbrio, fortalece os músculos e auxilia na mobilidade.1,3

A alimentação não pode f**ar de fora. A ingestão de proteínas é essencial para o organismo devido a importância dos aminoácidos nas funções metabólicas, imunológicas e hormonais. Assim, o aporte proteico deve acontecer em quantidade suficiente para ajudar na diminuição da perda muscular decorrente da idade. Enquanto para adultos saudáveis é recomendado o consumo de 0,8g de proteína/ kg de peso corporal por dia, para idosos esse valor vai para 1,0g de proteína/ kg de peso corporal por dia, de modo a garantir a capacidade funcional e saúde do idoso. Essas quantidades podem ser atingidas por meio de alimentos como: iogurtes, bebidas à base de soja, carnes (de preferência brancas), entre outras fontes.4

Além disso, o consumo de carboidratos e gorduras também precisa estar em níveis adequados para garantir a boa nutrição desse público. Dar preferência aos grãos integrais, cereais e às gorduras boas, como azeite de oliva, creme vegetal, entre outros, são alternativas para complementar a alimentação dos idosos. Também é necessário lembrar das vitaminas e minerais, provenientes principalmente de verduras, legumes e frutas, e que auxiliam para uma alimentação completa.4,5

O respeito pela limitação e individualidade dos idosos é essencial para entender o tipo de exercício físico adequado e a melhor escolha de alimentos para cada pessoa. Ficar atento a esses detalhes pode ajudar os adultos da “melhor idade” a terem mais disposição e saúde para realizar as atividades diárias.

REFERÊNCIAS:
1. World Health Organization. Global Recommendations on Physical Activity for Health. 2009.
2. Anderson MIP et al. Saúde e Qualidade de vida na Terceira idade. Textos envelhecimento. 1998;1(1).
3. Ferreira M et al. Efeitos de um programa de orientação de atividade física e nutricional sobre o nível de atividade física de mulheres fisicamente ativas de 50 a 72 anos de idade. Rev Bras Med Esporte. 2005;11(3).
4. Caselato de Sousa,VM et al. Protein requirements for the elderly population: review. J Brazilian Soc Food Nutr. São Paulo. 2009;34(1): 199-209.
5. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Alimentação saudável para a pessoa idosa: um manual para profissionais de saúde. Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 1ª edição, 2009.

08/01/2014

Pesquisas demonstraram relação inversa entre atividade física e risco de doenças, principalmente nos exercícios de intensidade leve e moderada.

Em 1 de janeiro de 2014 ao assumir a presidência do Departamento de Ergometria, Exercício, Esporte e Reabilitação da Soc. Bras. de Cardiologia, defini uma missão clara junto com meus colegas, tornar rotina do cardiologista, o estímulo para as atividades físicas e esportivas saudáveis dos seus pacientes.

Tanto os cardiologistas, como os outros profissionais médicos e não médicos, tem se preocupado em alertar e orientar sobre a prática sadia de exercícios físicos, sempre focando SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA.

A cura e controle das doenças foi uma das causas de aumento da longevidade no mundo e mesmo no Brasil, porém o envelhecimento trouxe um problema para o qual os governantes ainda não se mexeram. Como dar qualidade de vida para os que envelhecerem? Uma das saídas que a medicina mostra é a atividade física regular.

Várias sociedades médicas divulgaram seus dados estatísticos sobre as vantagens dos exercícios regulares para a saúde. No Brasil o evento científico “BRASIL PREVENT”, discutiu ser tarefa também do governo, facilitar o acesso da população às atividades físicas e esportivas.

A redução dos riscos das doenças degenerativas principalmente circulatórias, como também do câncer, por meio da atividade física atingiu 51%, e surpreendentemente, ocorreu maior redução em mulheres que em homens (33 x 22%).

A quantidade de atividade física foi calculada em função de minutos por semana, onde foi chamada de básica, a atividade de 150 minutos por semana, e atividade avançada o gasto semanal de 300 minutos, reforçando o conceito que qualquer atividade é benéf**a (critérios do “US 2008 Physical Activity Guidelines”).

Os resultados demonstraram uma relação inversa entre atividade física e risco de doenças, principalmente nos exercícios de intensidade leve e moderada, com redução adicional de risco, associada a exercícios de alta intensidade.

A conclusão é que 150 minutos semanais de atividade física moderada é benéf**a à saúde e que melhoras adicionais são obtidas com 300 minutos por semana, devendo o médico estimular sempre, qualquer intensidade de exercício, de acordo com as condições clinicas obtidas na consulta ou na avaliação médica de pré-participação.

Eventos até fatais e acidentais podem ocorrer, porém a atividade física por si não é a principal causa desses problemas e sim o uso de substâncias ilegais e mesmo as legais, mas proibidas (anabolizantes), excessos físicos descontrolados e principalmente doenças não diagnosticadas ou não valorizadas.

Matéria publicada no site Globo esporte.

05/08/2013

apetite
Escrito por Por Jornalismo Portal EF
Dormir uma horinha a menos pode fazer uma diferença imensa no dia - e para melhor. Na teoria parece fácil e é bem simples também na prática – a dica é ter como a primeira tarefa do dia o treino na academia.
Além de conseguir reservar aquele tempo precioso para ter mais saúde, essa mudança pode trazer inúmeros benefícios, tanto para o corpo, quanto para regular o apetite. É o que diz uma recente pesquisa feita pela Universidade do Texas (EUA). Segundo o estudo, ter a rotina de exercícios logo pela manhã pode diminuir a fome durante o dia inteiro.
Praticar atividade física logo cedo também ajuda a ter disposição de sobra ao longo do dia. Isso acontece porque o cérebro manda mais oxigênio para todos os músculos e tecidos, fazendo com que o sistema cardiovascular trabalhe com mais eficiência, o que aumenta a disposição. Com isso, o organismo já começa o dia a todo v***r, diminuindo a tensão durante a jornada inteira. Além disso, escapar do treino f**a bem mais difícil, já que as desculpas como estresse e cansaço do final do dia podem ser postas de lado. Assim, as obrigações dos dias não farão com que a atividade física seja deixada de lado por falta de tempo ou disposição. Não podemos esquecer que o nível de estresse diminui, graças à atuação dos hormônios como a endorfina e a serotonia. Porém, fazer a atividade física logo cedo não é razão para dormir pouco. Para o exercício trazer os reais benefícios, é preciso que a noite de sono dure, pelo menos, 6 horas. Com tudo programado, só não se pode esquecer-se de fazer uma refeição bem leve antes do exercício físico. O ideal é comer uma fruta, uma barra de cereal ou até um iogurte. Já depois, é importante repor todos os nutrientes que estão faltando para o metabolismo se recompor com um bom café da manhã!

06/07/2013

Transplante cardíaco - benefícios da reabilitação cardíaca.

A insuficiência cardíaca (IC), também chamada de
insuficiência cardíaca congestiva, é uma condição grave na qual a quantidade de sangue que o coração é capaz de bombear a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as necessidades de oxigênio e nutrientes de todo organismo.A insuficiência cardíaca tem muitas causas, incluindo as doenças cardiológicas ou doenças de outros órgãos que afetem o funcionamento do coração.
Atualmente com as opções de tratamento possíveis, os indivíduos com IC podem viver muitos anos. No Brasil, segundo os dados do DATA-SUS, a IC é a principal causa de hospitalização em nosso país.
O transplante cardíaco, apesar das limitações relacionadas aos número reduzido de doadores, é uma opção concreta e bem estabelecida para o tratamento dos casos graves de IC que não respondem bem a outras modalidades de tratamento. A técnica do transplante cardíaco é amplamente conhecida, e as dr**as para evitar a rejeição do orgão transplantado são inúmeras.
O papel da reabilitação cardíaca em pacientes transplantados
Programas de reabilitação cardíaca com duração de 8 a 12 meses podem aumentar em até 50% a capacidade funcional de pacientes submetidos a transplante cardíaco, através do desenvolvimento de adaptações centrais e periféricas que melhoram a extração de oxigênio pelos músculos e o desempenho hemodinâmico.
Para esse grupo de pacientes, os programas formais de exercício parecem ser mais proveitosos do que somente a prática da atividade física domiciliar, pois, além de recuperarem a capacidade funcional, eles beneficiam-se do suporte educacional, nutricional e do apoio psicológico disponíveis em programas estruturados de serviços de reabilitação cardíaca.
Fonte: Diretriz Brasileira de Reabilitação Cardíaca.

06/07/2013

Exercícios físicos podem melhorar sua vida sexual
Dom, 21 de Fevereiro de 2010 21:00 Categoria S**o e Coração

Você deve conhecer vários razões para ser uma pessoa fisicamente ativa, no entanto, existe um motivo que é especial: praticar regularmente exercícios físicos pode melhorar a sua vida sexual.
Ser fisicamente ativo aumenta a sua energia, força e o interesse sexual (libido). Estes quesitos são fundamentais para uma vida sexual saudável.Os exercícios físcos também diminuem o estresse, elemento que pode bloquear o apetite e desempenho se***is. Os músculos utilizados durante o ato sexual também podem ser estimulados e fortalecidos.
Uma recente pesquisa demonstrou que os exercícios físicos aumentam a excitação sexual das mulheres. Esse efeito é mais intenso cerca de 15 minutos após o término de uma sessão de exercícios físicos.
Os exercícios físicos podem ajudar a aumentar o seu interesse e prazer sexual:
Os exercícios aeróbicos, como caminhar, dançar, pedalar, nadar ou correr, melhoram o fluxo sanguíneo para a região ge***al, aspecto fundamental para aumentar a excitação sexual.Também aumentam a capacidade pulmonar e a resistência cardíaca, permitindo que você mantenha suas atividades se***is com a intensidade que deseja.
Exercícios realizados no chão ajudam a melhorar a sua flexibilidade e resistência. Deitado(a) de costas no chão, eleve apenas a parte inferior do seu corpo e estenda as suas coxas. Mantenha-se nessa posição por alguns minutos. Repita este exercício 5 vezes por dia, 3 a 5 vezes por semana.
É importante que você seja capaz de suportar o seu próprio peso durante o ato sexual.Para ser capaz de fazer isto, deite-se no chão de barriga para baixo, mantenha as suas pernas dobradas sobre o tapete, e realize um total de 15 flexões com os membros superiores.Repita este exercício 5 vezes por dia, 3 a 5 vezes por semana.
Evidências recentes sugerem que o Pilates e as práticas do Yoga podem melhorar a atividade sexual.Um recente estudo realizado no início deste ano demonstrou que o Pilates melhora a força da musculatura pélvica, que está diretamente envolvida na atividade sexual.Recentes pesquisas demonstraram que a prática do Yoga, ao longo de 12 semanas, melhorava signif**ativamente as funções se***is das mulheres nos seguintes quesitos: desejo, excitação, lubrif**ação, orgasmo e dor durante a relação sexual.
Fonte: www.queroviverbemcom.br

A necessidade de uma atividade física muitas vezes é desconhecida.A prática deste exercicio reduz níveis de colesterol r...
30/06/2013

A necessidade de uma atividade física muitas vezes é desconhecida.
A prática deste exercicio reduz níveis de colesterol ruim (LDL e VLDL) e aumenta o bom (HDL).

A caminhada ajuda a evitar ansiedade, depressão, osteoporose, artrose, acidente vascular e câncer de intestino, auxilia no tratamento de diabetes, provoca a oxigenação do cérebro por ser uma atividade aeróbica, e se praticada rotineiramente, libera endorfina que são hormônios capazes de tranquilizar e dar a sensação de bem estar.

Caminhar é uma atividade democrática, excelente para socialização, que pode ser praticada por qualquer pessoa de qualquer idade, desde que alguns cuidados sejam tomados.

Conforme o Dr. Kenneth Cooper (o criador do “Cooper”), caminhar três vezes na semana, em ritmo acelerado por trinta minutos, reduz em 58% o risco de doenças cardiovasculares, que causam morte.

A alimentação, como em qualquer outra atividade física, é importante para um bom resultado. Caminhar sem se alimentar não é adequado, pois o organismo precisa de muitos nutrientes para acionar os músculos, por isso é primordial manter uma alimentação balanceada.

Outro aliado para a caminhada é a ingestão de água. Durante a prática do exercício, a temperatura do corpo eleva, e naturalmente perde-se líquidos, sendo assim, é recomendado a ingestão de no mínimo dois litros de água, durante a depois do exercício.

As passadas devem ser curtas para evitar torções e quedas e se desejar mais rapidez, diminua o intervalo entre cada passo, a pisada deve começar pelo calcanhar e depois aterrisar a planta dos pés no chão. A postura é importante, deve-se caminhar com a cabeça na altura dos ombros olhando aproximadamente vinte metros a frente contraindo o abdome, os membros devem ser sicronizados, quando o pé esquerdo vai a frente o braço direito também vai e vice versa.

O alongamento é fundamental tanto antes como depois da prática do exercício. Antes para o aquecimento dos músculos e depois para evitar dores.



Roupas e tênis adequados são essenciais. A roupa deve ser confortável, preferencialmete em tecidos de algodão e o tênis deve ter um solado que amorteça os impactos no joelho e tornozelos.

Para uma caminhada saudável, comece com passadas moderadas e um tempo de 45 minutos na primeira semana, na segunda semana, passe para 60 minutos.

A frequência deve ser de quatro a cinco vezes na semana no mínimo para melhora de peso e condicionamento físico , sendo o ideal 7 vezes na semana.

Fontes:
http://www.cenafe.com.br/personal/artigos/caminhar_faz_bem.htm
http://www.ortopediaesaude.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=252&Itemid=51
http://www.via6.com/topico.php?tid=92515

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28/06/2013

No inverno, os atletas necessitam de cuidados extras na preparação para as atividades físicas, já que no frio o corpo leva mais tempo para atingir a temperatura ideal para os exercícios.

Algumas pessoas apresentam pré-disposição para lesões durante o frio devido à realização de alongamentos superficiais. É imprescindível fazer aquecimento com exercícios aeróbicos de baixa intensidade, como corrida leve, trote e alongamentos estáticos, antes do início das atividades.

Isso mantém a temperatura do corpo elevada e as articulações preparadas. A recomendação é para que o aquecimento seja leve, porém contínuo para não forçar a musculatura e os tendões, que f**am mais sensíveis com o frio. A intensidade dos movimentos pode aumentar gradativamente, sendo que o tempo do aquecimento deve ser proporcional à prática da modalidade escolhida. Além disso, vale prestar atenção na respiração; como o objetivo é apenas aumentar a temperatura do corpo, estar ofegante logo no início do aquecimento mostra que o ritmo está mais acelerado do que o ideal. Roupas adequadas para a prática esportiva também são fundamentais.

O ideal é vestir roupas térmicas para manter a temperatura corporal elevada. Ao final do exercício físico o alongamento também é importante para evitar outras lesões. Deitado ou sentado, é importante fazer alongamentos de recuperação para eliminar microlesões nos músculos que foram forçados. O frio não é mais desculpa para não se praticar atividade física!

18/06/2013

Pesquisa mostrou que comer meia porção de carne a mais por dia pode, depois de quatro anos, elevar o risco da doença em quase 50%.

O consumo de carne vermelha já foi associado a uma série de problemas de saúde, especialmente ao maior risco de doenças cardiovasculares e de tipos de câncer, como o renal. Agora, um extenso estudo feito na Universidade Nacional de Singapura, com base nos dados de quase 150.000 pessoas, mostrou que aumentar o consumo do alimento pode causar o diabetes tipo 2. A pesquisa foi publicada nesta segunda-feira no periódico JAMA Internal Medicine.

Segundo os autores do trabalho, outros estudos já haviam apontado para a relação entre carne vermelha e diabetes tipo 2, mas eles foram feitos durante um curto período de tempo. Isso, acreditam os pesquisadores, acaba limitando os resultados, já que os hábitos alimentares das pessoas estão em constante mudança.

A nova pesquisa foi feita a partir dos dados de três estudos sobre hábitos alimentares feitos na Universidade Harvard, Estados Unidos, que avaliaram, ao todo, 149.143 homens e mulheres. Os autores concluíram que aumentar o consumo de carne vermelha ao longo de quatro anos já é suficiente para elevar o risco de diabetes tipo 2.

Especif**amente, comparadas a pessoas que passaram quatro anos sem alterar o seu consumo de carne vermelha, aquelas que aumentaram a ingestão do alimento em meia porção a mais por dia apresentaram um risco 48% maior de ter diabetes tipo 2. Diminuir meia porção da quantidade total de carne vermelha consumida em um dia, por outro lado, reduz em 14% as chances da doença em um período de quatro anos.

Como o estudo foi observacional, porém, não foi possível que os autores descobrissem de que forma a carne vermelha age no organismo, elevando o risco do diabetes tipo 2. "Nossos resultados confirmam a solidez da associação entre carne vermelha e diabetes tipo 2 e adiciona evidências de que reduzir o consumo do alimento durante o tempo confere benefícios à prevenção da doença", escreveram os autores na conclusão do estudo.

Matéria publicada em portal Revista Veja São Paulo

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