22/06/2026
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O Núcleo Regional de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, denunciou criminalmente quatro pessoas investigadas por participação em um suposto esquema de exigência de repasses de parte dos salários de servidores comissionados vinculados a um gabinete parlamentar da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).
Entre os denunciados estão três homens e uma mulher, esposa do deputado estadual Ricardo Arruda. As acusações envolvem os crimes de concussão e lavagem de dinheiro, com fatos que teriam ocorrido entre 2018 e 2023 e movimentado aproximadamente R$ 132,8 mil, segundo o Ministério Público.
De acordo com a denúncia, o deputado estadual já havia sido denunciado pelo mesmo caso em 2024 e, por isso, não integra a nova ação penal. Conforme a investigação, servidores comissionados teriam sido obrigados a repassar parte de seus vencimentos, enquanto os recursos eram movimentados por meio de mecanismos destinados a ocultar sua origem e destino.
A denúncia foi recebida pela 2ª Vara Criminal de Curitiba, que também determinou o afastamento das funções públicas de um dos denunciados, que ainda ocupava cargo comissionado na Assembleia Legislativa. A medida busca evitar possíveis interferências na apuração dos fatos e garantir o andamento regular do processo.
Em resposta à reportagem, Ricardo Arruda afirmou que rejeita as acusações contidas na denúncia. O deputado declarou confiar na análise da Justiça do Paraná e sustentou que, ao final do processo, ficará comprovado que os investigados não cometeram as irregularidades apontadas pelo Ministério Público.
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