31/08/2026
Quando a dor aparece, diminuir alguns movimentos por um período pode ser uma resposta natural de proteção.
O problema começa quando essa proteção se transforma em uma regra: abaixar parece perigoso, girar gera insegurança, caminhar aumenta a preocupação e qualquer esforço passa a ser evitado.
Com o tempo, evitar tudo pode reduzir força, tolerância, coordenação e confiança no próprio corpo. A pessoa passa a se movimentar menos não apenas pela dor, mas também pelo medo de piorar.
Isso não signif**a ignorar os sintomas ou forçar movimentos dolorosos.
Signif**a reconstruir capacidade de forma gradual:
• escolher movimentos toleráveis;
• ajustar amplitude, velocidade e carga;
• observar a resposta durante e depois;
• progredir quando o corpo demonstrar adaptação.
O objetivo não é provar que a dor “está na cabeça”. A dor é real. O objetivo é evitar que o medo determine permanentemente aquilo que o corpo pode ou não pode fazer.
Movimento bem orientado não é uma ameaça. Pode ser parte da recuperação da confiança e da capacidade.
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