22/08/2026
Vídeo Feres Chaddad Neto, MD, PhD .
Texto Victor Lima
Atividade física não é apenas sobre estética. É uma das intervenções mais importantes para a saúde.
Quando pensamos em atividade física, ainda é comum associá-la à perda de peso, aparência ou desempenho. Mas seus efeitos vão muito além.
Maiores níveis de atividade física estão associados a menor risco de mortalidade prematura, doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e alguns tipos de câncer, além de benefícios para saúde mental, cognição, sono e capacidade funcional (WHO, 2020).
E existe um ponto particularmente importante: não é necessário se tornar um atleta para obter benefícios.
Em uma meta-análise com mais de 30 milhões de participantes, Garcia et al. (2023) encontraram uma relação inversa e não linear entre atividade física e diferentes desfechos de saúde. Os maiores ganhos relativos ocorreram justamente na transição entre não realizar atividade física e fazer alguma quantidade.
Em níveis de atividade física equivalentes às recomendações mínimas para adultos, o risco relativo foi cerca de 31% menor para mortalidade por todas as causas e 29% menor para mortalidade cardiovascular, em comparação com a ausência de atividade física moderada a vigorosa.
Mas fazer menos também pode trazer benefícios.
Ekelund et al. (2019), utilizando dados de acelerômetros, observaram que maiores níveis de atividade física, inclusive de intensidade leve, estavam associados a menor risco de mortalidade.
A WHO recomenda para adultos 150–300 minutos semanais de atividade aeróbia moderada ou 75–150 minutos de atividade vigorosa, além de fortalecimento muscular em pelo menos dois dias da semana.
Esses números, porém, não deveriam ser uma barreira para começar.
Para quem faz pouco, fazer mais importa. Para quem não faz nada, começar pode representar proporcionalmente um dos maiores ganhos para a saúde.
Atividade física não garante saúde. Mas modifica de forma relevante as probabilidades de adoecer, perder capacidade funcional e morrer prematuramente. 📚