16/06/2018
“ÔÔooooooôô
Quanta loucura eu já viviiiiii
Mas nunca parei de cantaaaar
E esse Coma no meu peitoooo
Que a tequila eu vou levaaaaaar"
Sob os gritos impregnados de fuligem, de pulmões tabagistas com DPOC, de álcool e de nariz escorrido, a torcida incansável da Nação Comatosa coloriu a noite do dia 15/06 de Azul e Amarelo. O gigante veio mostrar pra Medicina UFSC, mais uma vez, pra que veio a esse mundo.
Mas essa história não começa aqui, não. Uma aura negra de incertezas permeava a equipe nos últimos tempos. Após a fratura de rádio do nosso atleta Jose Vitor Tondo que, segundo o professor Mário, é de tanto "fazer isso aqui ó", a entorse de tornozelo do nosso frangueiro Miguel Angelo Fabrin e o pós operatório da cirurgia de redução pe***na do atleta David Willian, nosso manager Glauco Stephan Vicenzi estava preocupado com o estado da equipe para a competição.
Confira o depoimento dado por esse inútil na coletiva de imprensa do dia 30 de fevereiro de 2018:
"Tamo aí né, na resenhinha, preparando pro Futelokas. O time tá uma m***a, mas tá melhor que os outros... Ah, não pode falar m***a? Fo***se então."
Nessa situação, decidimos investir pesado na preparação dos nossos atletas. Nosso clube de sócios, COCOPA, patrocinou a concentração e o preparo físico dos nossos atletas, que consistia em cerveja, carne, pão, baralho de truco, 38 carregado e maços de Marlboro vermelho. Essa receita, recomendada pelo preparador Janderson Dornellas, surtiu efeito milagroso e curou todos os jogadores, além de melhorar todos os atributos físicos e o rendimento em campo.
Com um time sólido, chegou a data da competição.
Torcida presente em peso, com Gabriela Mautone, Margrit e Vitória Radichewski levantando a moral dos jogadores em uníssonos cantos, como:
"Bruno Goulart, bota devagar"; "Terra passa a bolaaaa"; "Hey, Terrinha, tira minha calcinha"; "Renan Batalha, levanta minha saia!"
A vuvuzela, inconfundível, sendo tocada de maneira suave e nada irritante pelo energúmeno Leandro Medeiros, a buzina que o estúpido Stevan Schüelter Patel não parava de tocar e de fazer remix e as bandeirinhas da Sara Marques foram o destaque fora de campo.
Já dentro de campo, por pouco, não nos desfalcamos. Julio Cordeiro ficou preso no engarrafamento com sua magrela, sorte que, com tiros de 38 para o alto, os caminhos estavam se abrindo milagrosamente.
Concentração extrema, foco total. A tequila nos olhava, nós olhávamos pra tequila. A mão da abstinência chegava tremer. Precisávamos daquilo pra nutrir nossos hepatócitos.
Primeiro jogo: "Tá na hora, tá na hora! Tá na hora do plantão. Internato, vai à m***a! Coma Juniors Campeão"
Coma x Internato. Sem segredo. Fizemos nosso jogo e, por 2x0, vencemos a primeira etapa. Confira no depoimento de Guilherme Bordan do sul da frança:
"Hé hé hé a gentxi fo lá néah, todo solto, moleque malemolentxi, fizemos nosso joguinho e deu boa hé hé hé"
Na longa espera para nosso próximo jogo, nossos atletas se hidrataram com o Chopp do Sobotteco e fizeram seu tratamento de asma com palheiro, o que deu o gás que precisávamos para a próxima partida.
Segundo jogo: "Có có córicó, do Galo eu tenho dó!"
Time que já vem de um histórico lamentável, perdendo finais por 9x2 para o Campeão, tentou resistir à habilidade dos nossos garotos, coisa que foi, no mínimo, vergonhosa. Tava mais difícil f**ar ouvindo o Bruno Gartner Bitencourt gritar do que jogar contra o Galo. Não teve jeito não. Coma passou por cima dos galinhos com o New Holland do Stevan. 3x0 para o futuro campeão".
Terceiro jogo (FINAL BOSS): "Ôooooooooo
O Coma Juniors vem aííí
Agora o bicho vai pegaaaaar
A Borussada toda choraaaaaa
Porque a tequila eu vou levaaaaaar”
Um clássico da Medicina, o jogo mais esperado da noite. Torcida em peso, ânimos exaltados, álcool na mente, Torvi mais louco que o Batman pelado de capa com a mão no bolso, enfim, complete pack Futequila.
As jogadas não estavam saindo, a bola não entrava. Chances de gol, defesas do Pagani ("O Pagani é a bolaaaaa"), acrobacias do goleiro reserva Fabrin, que deu lugar ao titular David por 2 minutos, pra pensar no cantinho do castigo. Enfim, uma zona do ca***ho.
Até que a porteira se abriu...
E assim que a porteira abre, ela não fecha nunca mais. Até o Terrinha fez gol, pra ter ideia. 3x0 pra cima deles. O Tato até tentou abandonar o Borússia e jogar sozinho, mas não pra cima da nossa zaga. Rezam boatos que ele foi encontrado no bolso de Renanzito ao final da partida.
Juiz apita, fim de papo.
E a tequila? A TEQUILA É DO MAIOR DA MED!!! A TEQUILA TEM AS CORES AZUL E AMARELO. A TEQUILA É DA NAÇÃO COMATOSA!
PELA SEGUNDA VEZ.
E MAIS LINDO AINDA: SEM TOMAR NENHUM GOL.
O resultado foi o já esperado: o favorito venceu e, até quando Neymar queira, vencerá de novo, e de novo, e de novo...
O Coma Jrs. agradece todo o carinho da torcida, dos amigos e, principalmente, da 17.1, turma do ca***ho! A Tequila é nossa, e isso nos deixa orgulhosos.
Ah, e pras Tijoludas de plantão: muito cuidado, Coma Feminino vem com tudo pras próximas edições. A vontade de arrancar vocês do trono só cresce.