10/03/2018
Vou de magrela!
Vou ser sincero com vocês, hoje em dia, em meio a tanto trânsito, não consigo mais abrir mão das praticidades da minha magrela para fazer qualquer coisa, basta um tanto de disposição e organização que você consegue chegar em qualquer lugar. Transcendendo limitações, modificando o caminho de acordo com as adversidades a hora que quiser, estando livre de qualquer barreira e congestionamento.
Andar de bicicleta está se tornando cada vez mais uma atividade comum entre os brasileiros. Eleita pela ONU (Organização das Nações Unidas) como o transporte ecologicamente mais sustentável do planeta pode ser uma alternativa para ir trabalhar, ou estudar, ou uma atividade benéfica para praticar nos finais de semana pelos parques ou ciclofaixas das cidades.
Também, ao pedalar, o nosso corpo exerce uma força que auxilia no fortalecimento de grandes grupos musculares, como das pernas, coxas e abdominais. Tudo isso me faz querer, cada vez mais, que a bicicleta seja um dos principais meios de ação. A ideia de ainda poder elevar os índices da aptidão do meu corpo com um transporte ecológico e sustentável é linda. Pedalar é estar livre e estar presente, presenciando cada momento, cada curva e cada pedra no caminho.
Hoje, no mundo, existem vários meios de transporte e dentro de um sistema de vias e estradas, todos os meios devem respeitar um sistema exposto para controlar o fluxo, a sinalização do transito faz tudo isso acontecer, que controla o sistema de veículos de cada cidade. Carros, ônibus, caminhões, motocicletas, bicicletas e assim por diante, cada um com suas especificidades e limitações. Por exemplo, uma moto pode até ter uma autonomia maior, mais mobilidade em relação aos outros veículos, mas, ainda assim tem que respeitar e se encaixar na sinalização e nas regras do sistema para poder trafegar.
A bicicleta, assim como os outros meios, também está exposta a algumas regras, no entanto, tem um livre arbítrio e possibilidades muito maiores. Ela foge um pouco do sistema, e foge a regras, representando a liberdade de estar liberto das correntes do fluxo da multidão: andar nas ruas, nas calçadas, na grama, transcendendo obstáculos.
Porque no final das contas existem vários caminhos que a vida te leva e alguns meios podem te levar mais além, dependendo somente da sua aptidão e energia, e do quanto você acredita ser capaz.
Seja livre das limitações do sistema, ande de bicicleta e seja a bicicleta.
Sobre uma nova paixão: Pedalar
É como se o vento me abraçasse
É como se estivesse nas nuvens
É a liberdade dizendo: Olá!
Sou eu respondendo: como é bom viver!
Gratidão!
Foto e poema por: Arieli Ledur Martins