10/05/2026
Eu tinha 25 anos quando a vida me convidou a ser morada.
Eu ainda morava com minha mãe, vivia um grande amor e, de repente, lá estava: o positivo, a ultrassom, a alegria transbordando na família dele e nos nossos planos. Mas, confesso: eu sentia medo. Olhava as mulheres na rua e me perguntava se algum dia eu estaria realmente pronta.
Meu corpo começou a mudar, a barriga ensaiou crescer, mas o destino tinha um tempo diferente do meu. Em uma noite difícil, entre a pressa do hospital e o silêncio do meu pai que ainda não entendia o que acontecia, eu vi a vida partir.
Lembro da frieza dos médicos, mas lembro, acima de tudo, do calor da minha mãe. Ela passou a noite ao meu lado, sentindo em cada fibra do corpo dela o que eu estava vivendo só mais tarde entendi que ela já conhecia aquela dor. Ela estava ali como sempre esteve: sendo o meu chão.
Hoje, aos 45 anos, eu olho para trás com uma paz profunda. Entendi que aquele bebê não “desistiu”, ele apenas teve uma passagem breve para me batizar como mãe. Porque a gente se sente mãe no momento em que a vida pulsa dentro, não importa o tempo que ela decida f**ar. A sensação f**a gravada nas células, na alma e na nossa história.
E o mais bonito de tudo é saber que o fluxo não para. Hoje, eu vivo sob uma promessa. Eu sei que para Deus nada é impossível e que a vida pode florescer de formas que a lógica humana não explica. Minha esperança não é ansiosa, ela é serena. É a certeza de quem já foi colo e continua com o coração aberto para o que Ele assinar.
Feliz Dia das Mães para você que guarda um amor invisível, mas eterno. Para você que, como eu, entende que a maternidade é um estado da alma.
E um beijo para minha mãe, que me ensinou que, mesmo nas noites mais escuras, a gente nunca caminha sozinha.
Feliz dia para todas nós!!🤰