Frango Com Queijo Sport Club

Frango Com Queijo Sport Club O time de pelada mais festeiro do Rio de Janeiro, quiçá do Brasil varonil! Porém no dia seguinte o mesmo local se encontrava as moscas. Por quê? Sorte? Why? Luck?

História: no dia 7 de agosto do ano de 2008 foi servido na Escola Técnica Estadual Adolpho Bloch um almoço, porém não qualquer tipo de comida. Acostumados a comer ovos mexidos verdes, linguiças fritas temperadas com suor e carnes que se podia ouvir o boi mugir, os alunos se depararam com frango desfiado ao creme com queijo gratinado. Não obstante a qualidade do cardápio, a comida era de lamber os

beiços, muitos até repetiram. Simplesmente os alunos e funcionários que se deliciaram com o quitute encontravam-se num estado de diarréia que nem se quer conseguiram descolar a bunda do vaso pra se deslocarem ao colégio. Entretanto, meus caros, três jovens de classe média comeram o fatídico prato e nada tiveram. Estômago forte? Quem sabe...

Frango com Queijo Sport Club, na cagada a gente ganha. History: On August 7 of 2008 was served on the Technical School Adolpho Bloch lunch, but not any kind of food. Accustomed to green scrambled eggs, sausages, fried meat seasoned with sweat and you could hear the cow mooing, students were faced with shredded chicken in cream with grated cheese. Despite the quality of the menu, the food was licking his chops, many even repeated. But the next day the same location was the flies. Simply students and staff who were delighted with the delicacy were in a state of diarrhea that could not even take off the butt of the vessel to move to college. However, my dear, four middle-class youth ate the fateful plate and did not. Strong stomach? Who knows ...

Frango com Queijo Sport Club, the s**t we get.

NÓS SOMOS FRANGOO Coletivo vs. O Individuo  Seis anos atrás, em um lugar entre a Mangueira e a Quinta da Boa Vista... Es...
09/08/2014

NÓS SOMOS FRANGO
O Coletivo vs. O Individuo

Seis anos atrás, em um lugar entre a Mangueira e a Quinta da Boa Vista...

Essas são as histórias da equipe do Frango com Queijo. Uma história de batalhas, amores e amizades.

Desde que essa história começou a ser contada, em 2008, diversas pessoas fizeram parte dela. Algumas vieram e passaram, outras f**aram, algumas marcaram nossa equipe, muitos foram marcados por ela. Assim como uma equipe das histórias em quadrinho, com diversas formações, cada um tem a sua preferida. Aquela clássica, a primeira formação. Ou talvez aquela que é a considerada a melhor. Uma nem tão boa, mas guardada com carinho por ser a primeira que você conheceu.

Na última semana fui com alguns amigos do Frango assistir a Guardiões da Galáxia nos cinemas. Para além dos outros méritos do filme, em sua cena mais emotiva, protagonizada pelo personagem mais monossilábico, vislumbrei aquilo que dá sentido ao nosso grupo. Não somos esse ou aquele. Assim como a equipe do Frango não é essa ou aquela. Nós somos Frango. Quando a árvore Groot, do filme da Marvel, explica o motivo de seu sacrifício desmancha-se o véu da hipocrisia individualista, que parecia dominar as “personalidades” dos membros de sua equipe. Não há força individual maior que a coletiva, não há vitória ou alegria, paixão ou sacrifício que se justifique sem se apoiar no coletivo. Não importa quem seja, sempre que se tratar de Frango com Queijo, todos são importantes. Todos que aqui passaram fazem parte de nossa história, assim como aqueles que no futuro já o fazem sem ainda saber.

Nessa nossa história de seis anos os nomes são muitos para serem ditos e escritos aqui, recordando àqueles que por um momento haviam se esquecido, colocando um sorriso no rosto. Infelizmente eles são tantos que o pecado de esquecer alguém ruiria a tentativa de lembra-los. A todos aqueles que lerem este texto, sintam-se parte dele e da nossa história e parabenizados pelos seis anos da mesma. Vocês são o Frango.

Avante!

Não é de hoje que o Frango com Queijo apoia a causa palestina. Aqui está nosso pedido para que o estado terrorista de Is...
11/07/2014

Não é de hoje que o Frango com Queijo apoia a causa palestina. Aqui está nosso pedido para que o estado terrorista de Israel cesse o bombardeio em Gaza! FREE PALESTINE!

PARA ONDE VAMOS O Espelho da Bola  Antes de qualquer coisa, há muito tempo não escrevo para a página do Frango. Diversas...
10/07/2014

PARA ONDE VAMOS
O Espelho da Bola

Antes de qualquer coisa, há muito tempo não escrevo para a página do Frango. Diversas foram as tristezas e infortúnios que me impossibilitaram de tal. O Frango, embebido de todos os infortúnios que ocorreram durante a copa, sofreu com a zebra e foi eliminado nas quartas de final da Liga Zona Norte. Cada derrota tem sua dor particular, algumas não são superadas apenas com o “bola pra frente”. Os pesares estão com seus lugares reservados na reflexão de cada um e não serão apagados facilmente, mas somos um time de crescente imponência e sabemos a importância transformadora das derrotas.

Eu não vivi a copa do Brasil de 1950, mas com toda certeza sou um filho de suas consequências. Todos nós somos. Em 50 perdemos uma final com um gol no fim do jogo. Criamos uma chaga profunda em nosso povo. O grande mestre Nelson Rodrigues, gênio como sempre foi em retratar o povo brasileiro, cunhou o termo “complexo de vira-lata”. Depois daquela derrota o país não seria o mesmo, assim como o futebol. Uma dicotomia nos tomou de forma febril, quase alucinógena. O nacionalismo diluiu-se e o futebol cresceu. Nos tornamos o país do futebol, vencemos em 58 e 62. Tínhamos o melhor do mundo – Garrincha. Na política sofreríamos um duro golpe poucos anos depois, o que não impedia o ímpeto do amor pela bola. As décadas da ditadura assombraram todos os cantos de nossa alma, menos a alma futebolística. Crescíamos de forma colossal. Vencemos novamente em 70. A década de 80 mostrou um futebol ainda mais cheio de brio. Não vivemos isso, mas podemos ver por toda parte. Escuto histórias de parentes e amigos que contavam como era o futebol nessa época de ouro. Disso podemos entender a importância desse esporte para nosso país, não é pouca coisa. Não é só futebol. Escolhemos o futebol em detrimento de outras paixões. Erramos e acertamos com essa escolha. Fizemos da bola nosso espelho. Nosso palco é o gramado. O futebol é nossa ópera italiana, nosso balé russo. Se os outros têm seu Shakespeare, seu Mozart, Van Gogh, nós temos Garrincha, Zico, Romário. Não excluo nossos pintores, escritores e músicos, todos igualmente gigantes. Mas nosso Avant, nossa Linha de Frente, nossa Escola sempre será o futebol.

Não pretendo me alongar na análise a ser feita sobre o jogo desta terça-feira, 8 de Julho de 2014, que já está na história. Acredito que só saberemos suas consequências com o tempo. Assim como era muito cedo tentar explicar o que aconteceu em meados do ano passado. E não separo estes acontecimentos. Olhando tudo da forma que se apresenta não há como pensar em acasos. Este é o momento impar em nosso país. Ele aconteceu a pouco mais de 50 anos. O caminho que iremos escolher hoje poderá criar os próximos 50.

Não vejo mais o tempo em sua linearidade burocrática e burra. Acredito que vivemos o passado e já estamos ultrapassando o futuro a todo tempo. Assim como entendo que tudo que vivemos também é política, também é ciência, também é crença. Acho que devemos ter uma sensibilidade para reatar os laços que tínhamos a falsa compreensão que conseguíamos distinguir. Todos percebemos que há uma energia no ar, um cair de véus, uma transparência de fatos. Sabemos que essa copa do mundo não foi apenas um torneio de futebol. Foi política, paixão, religião, negócio, crime... Tudo ao mesmo tempo. Temos argumentos para defendê-la e execrá-la, por vezes os mesmos. Essa riqueza de detalhes que elas nos ofereceu, e nos oferecerá até domingo, lhe confere uma força interpretativa absurda que, como havia dito, não conseguiria expressar aqui.

Dentro do futebol os sete gols sofridos pelo Brasil é explicável e vergonhosamente explícito. E como é representativo que seja a Alemanha, um país que teve no fim da sua divisão o marco do inicio do fim de tudo, a que nos desse o golpe de realidade. A queda do muro de Berlim representava o fim da Guerra Fria, a vitória do capitalismo e o começo de um mercado globalizado. O mercado então passou a tocar tudo com sua distorção de conceitos. O decair do nosso futebol, dos anos 90 até hoje é um fato indiscutível. O futebol mercado levou nossos jogadores, desvalorizou nossos campeonatos, ruiu nossos clubes. Hoje os grandes vivem atolados de dívidas e os pequenos... Bem, não nos importamos mais com eles. Os cartolas se tornaram protagonistas, passamos a nos preocupar com os empresários e os gestores do futebol, o último campeonato terminou nas mãos de advogados. No caminho inverso a Alemanha investiu em seu campeonato, em sua formação, na legislação quanto aos pequenos clubes. Como não entender os sete gols?

Não poderia haver hora mais propícia. Os deuses do futebol conspiram a nosso favor. Este sabor amargo que experimentamos já estava sendo mastigado há muito tempo sem que o notássemos. Nossa política precisa mudar, assim como nosso futebol. Temos mais uma vez a nossa frente a bola como espelho esperando saber para onde vamos desta vez.

DE CANHOTA

Neste último fim de semana perdemos Assis e também Di Stéfano. Para alguns argentinos Stéfano foi o maior de todos os tempos, e ser melhor para alguns é ser melhor. A unanimidade é burra. Assis também já foi o melhor de todos os tempos para um garoto que viu seus dois gols nas finais de 83 e 84 contra o Flamengo, quando o carioca era o maior campeonato do mundo. O garoto no caso era meu pai. Recordar é viver...

Sobre a copa, gostaria de deixar minha admiração pela seleção da Argélia. Criada na década de 50 como instrumento político de libertação do povo argelino, pátria de um dos maiores jogadores de todos os tempos, Zidane, a seleção argelina entrou no mapa. Que os garotos de suas escolinhas não migrem mais para a França. A Argélia fez contra a Alemanha o melhor jogo da copa a meu ver. Emocionante. Só não mais emocionante que o ato de sua delegação de doar o prêmio em dinheiro para os palestinos em Gaza. Os deuses do futebol agiram ai também. Hoje, enquanto ainda remoemos uma partida de futebol e espalhamos ódio e revolta pela classif**ação de nossos irmãos argentinos através dessa mídia falida que temos, o estado de Israel bombardeia Gaza covardemente. O prêmio dado pelos argelinos pode salvar vidas. Futebol nunca é só futebol.

16/06/2014

Nesse domingo, dia 17, o Frango entrou em campo pela repescagem - oitavas de final - da LZN. A partida contra o Santo Eliense foi dramática. A equipe começou perdendo, virou o jogo com os sempre decisivos, Ramom e Léo Silva, mas cedeu o empate no fim.
A disputa foi para o Shoot-out. E a estrela de Ismael brilhou. Ele que havia sido infeliz no lance do primeiro gol, pegou a primeira cobrança do Santo Eliense deixando o trabalho mais fácil para nossos batedores, os frios Perô, Ramom e Robinho - aniversariante e chorão do dia -, que converteram todas as cobranças.

E mudando todas as regras, porque a lei quem faz é nós, Ismael pede música hoje! Ele dedicou a canção ao nosso goleiro titular, Higor, que está lesionado. Confira aqui a música

Domingo o Frango entra em campo pelas oitavas de final da Liga Zona Norte, duelo contra o Santo Eliense às 14h na Praça ...
13/06/2014

Domingo o Frango entra em campo pelas oitavas de final da Liga Zona Norte, duelo contra o Santo Eliense às 14h na Praça Manet. Rumo a Segunda Divisão! Avante Frango!

Uma homenagem ao aniversariante da rodada: Robinho, o polivalente.

A COPA QUE NÃO VAMOS TERPARTE I Estamos a poucas horas da abertura da copa do mundo da FIFA no Brasil. Não há como enten...
12/06/2014

A COPA QUE NÃO VAMOS TER
PARTE I

Estamos a poucas horas da abertura da copa do mundo da FIFA no Brasil. Não há como entender o “não vai ter copa” como uma piada com a certeza da realização do evento. Impedir o evento seria improvável e também perigoso ao país e não acredito que alguém sensato desejaria uma tragédia deste tamanho. Poucas horas antes da abertura temos a certeza, que se mostrará cada vez mais presente até o fim da competição, que a copa que será realizada no país não é a copa que os brasileiros queriam ter. Uma pena, já que se passaram décadas antes que tenhamos a oportunidade de sediar novamente uma copa para tentar fazê-la aos brasileiros. Não há crime maior do que fazer esta copa como ela vem sendo feita e como ela será realizada. Não há dimensão para apontar o desastre que essa copa será, quando a conta chegar, para o país.

Não entenda este pesar como um desmerecimento da copa do mundo em si e muito menos do futebol. Sou um amante do futebol, adoraria acompanhar a copa do mundo do Brasil, se ela fosse realmente isso. O que temos na mão é representativo justamente por isso. Há a oportunidade do sacrifício, e esse meus amigos só será possível para os apaixonados, aos outros não terá a força e o sentido que tem para nós. Entendo a revolta de alguns com os ativistas que não gostam de futebol e vociferam contra a copa. Realmente, abrir mão de algo que não lhes interessaria, que não lhes fará falta alguma, é muito fácil. É por isso que em nossas mãos, nas mãos dos apaixonados pelo esporte, sacrif**ar a copa será algo realmente representativo. Ao abrir mão de algo que nos valha, ao rejeitar a festa, estaremos ressignif**ando nosso papel na decisão do andar da carruagem deste país. Estaremos fortif**ando a ideia do público, da força popular à cima das decisões vindas de cima. Da condução da nação por meio de acionistas, empresariados, elites políticas, das grandes empresas, marcas e construtoras. Para eles, que levaram os lucros do evento, ter o público no bolso é essencial aos negócios. E a opinião pública se forma por uma mídia igualmente interessada em seus lucros, do público consumindo copa e futebol, sem pensar quem realmente desfrutará do espetáculo. Não se engane essa não é a copa de todos. Não somos um só.

Gostaria de falar de dois pilares que sustentam esse evento até aqui, a mafiosa e inescrupulosa FIFA e o governo desastroso da presidente Dilma. Mas como são assuntos que precisam ser tratados de forma mais prolongada, deixaremos para os próximos textos. Esta primeira introdução, neste emblemático dia D, desse fatídico marco de perda, gostaria apenas de passar o sentimento de tristeza em relação a essa copa, a copa que teremos é bem diferente daquela que queríamos ter.

Não há festa e comoção geral nas ruas. Você conseguiria imaginar uma copa no Brasil sem festa e comoção, sem mobilização? Temos a ideia bem clara que de o público não aderiu ao evento. O evento que foi pensado não levou em conta o público. Existe, e isso ficou claro desde as primeiras ações para a realização do evento, uma elitização da copa. E pior ainda, uma proposta de elitização do futebol do país. Isso sem antes trazer para essa “elitização” os espectadores, os torcedores, aqueles que viviam o futebol. Tirar o esporte destes e renega-los à TV que eles agora podem comprar parceladamente é uma afronta! A elitização do futebol poderia ser apenas um fantasma evocado pelos pessimistas. Mas como vimos no exemplo do Maracanã desde o ano passado, o fantasma é bem real.

As remoções são outro ponto claro de como essa copa vai ser a copa da insensibilidade. A copa do disfarce ao invés da copa do abraço. Os moradores do metro mangueira não mereciam, com a precariedade de vida que tem, desfrutar da única vantagem que teriam, a de estar perto do Maracanã e da festa do futebol? Os convidados para essa festa não são os brasileiros. Estão nos incentivando a fazer festa pra gr**go ver. Pedem de nós uma cordialidade cultural. A cordialidade é gratuita, por que no fundo o brasileiro, mesmo corrompido diariamente por esse descompensado mercado de interesses particulares, tem entranhado em si a noção do público. Porém, não confundam cordialidade com docilidade. Não sorriremos por inanição. O sorriso virá junto com o grito de repúdio.

Meus amigos, sabemos que os estádios e essas festas cercadinhas da FIFA não foram feitas para nós. Nós que procuramos os lugares baratos da cidade para beber, que jogamos campeonatos de pelada como se fossem campeonatos internacionais, nós que debatemos o futebol todos os dias sem propagandas, o futebol mítico das figuras engraçadas e de tudo aquilo que não faz parte do espetáculo que vamos ver nos próximos dias. Aceitar e celebrar essa copa seria ir contra ao que nós entendemos por futebol.

Claro que iremos ver os jogos, claro que iremos comemorar uma jogada de efeito, um jogo inesquecível (Uruguai e Gana de 2010 que o diga) e a vitória do Brasil. Não devemos nos apoiar na hipocrisia, esta pertence a estes outros. Não devemos sair na caça as bruxas, procurando culpados em outros apaixonados que estarão vestidos com a camisa da nossa seleção torcendo. Não é este o caminho, mas devemos comovê-los, isso sim, a entender que uma marcha, uma negação que for, um gesto de repúdio ao evento já será signif**ativo pra dizer que abrimos mão da festa por que nos roubaram a festa. Não nos deram o direito de comemorar a copa que gostaríamos de ter.

A abertura patética com a presença sempre desnecessária da cantora pau-pra-toda-obra da mídia, Cláudia Leite, promete ser um show de celebração a exclusão desse país. Essa será a copa da desigualdade parte II, assim como foi na África do Sul. Somos apenas uma continuação de um golpe de investimentos. Arruma-se um país excludente, com políticos escusos, com alto nível de repressão, com inanição popular, com vasta possibilidade de exploração e alto índice de crescimento econômico e faz-se um caixa gordo para aqueles que vão curtir a própria festa da qual vão lucrar. Mas fizeram no país errado, aqui existem apaixonados pelo esporte, e não estamos nem um pouco felizes em ver o futebol ser tratado como um produto e não com o peso que ele tem para nós. Iremos azucrinar o evento, iremos incomodar.

A copa pra poucos é uma afronta aos boleiros e nós do Frango Com Queijo deixamos nossa nota de repúdio. Lá no estádio, em um camarote bem no alto, cercado de torcedores anestesiados pela festa, estará o Luciano Huck com sua esposa modelo. Ele vai acenar para todos com a sua habitual cara de bom samaritano, os bolsos explodindo de dinheiro alheio que ele corrompe vendendo a própria figura de simpatia. Enquanto acena sorri, não acreditando como a vida é boa, ganhando dinheiro e fazendo parte da festa. Assim como ele, a maioria terá o mesmo sentimento. Sentimento sustentado nas dores dos excluídos da festa, de nós que estaremos acompanhando a distancia. Essa, com toda certeza, não é a copa que queríamos ter.

ASSISTAM ESSA ENTREVISTA DO JUCA KFOURI NO RODA VIVA, MUITO ESCLARECEDORA SOBRE O QUE SERÁ ESSA COPA:
http://tvcultura.cmais.com.br/rodaviva/roda-viva-juca-kfouri-09-06-2014

Sábado o Frango entrará em campo pela última rodada da primeira fase da terceira divisão da LZN.A equipe de jornalismo d...
06/06/2014

Sábado o Frango entrará em campo pela última rodada da primeira fase da terceira divisão da LZN.

A equipe de jornalismo do clube, o Ge_Frango, afirmou que que os atletas planejam um Danone após o termino da partida.

SENSO COMUMOs jogos universitários e a permissividade da discriminação    Antes de qualquer coisa, gostaria de parabeniz...
20/05/2014

SENSO COMUM
Os jogos universitários e a permissividade da discriminação

Antes de qualquer coisa, gostaria de parabenizar o time mais eficiente do Brasil no momento. Mais um show da equipe Frangalática. Tríplice artilharia de dois gols com Robson, Léo Silva e Perô. E tríplice assistência do craque Ramom. A vitória do fim de semana foi a melhor forma de homenagear a chegada de Ana Júlia, filha do nosso eterno mestre do meio de campo, um cara com uma visão de jogo diferenciada –José Carlos, o Zeca, eterno “Chaves”. A primeira herdeira do Frango vai ter pela frente muitas felicidades, já que teve a sorte de nascer no pós anos de chumbo. Seja bem vinda e parabéns ao primeiro “jogador pai” do Frango.

Voltando agora para as vacas frias... Percebe-se no ar um clima de mudança. É fácil notar que uma “onda” diferente de pensamento vem tomando não só o esporte, como o país e o mundo. Sem entrar particularmente na questão da mudança política que presenciamos desde o ocupa Wall Street, primavera árabe e etc. No esporte temos casos de racismo surgindo em profusão, atos machistas como o comentário de um dos dirigentes do Cruzeiro que disse que a bandeirinha, por ter errado um lance e ser bonita, deveria deixar a profissão e posar para uma revista masculina. Sim, isso foi dito com naturalidade e não houve protestos como os dos casos de racistas. Ninguém comeu a banana. Ninguém tirou uma foto sensual com a mensagem “ ”... O machismo, já sabemos, é demasiado naturalizado no país da exportação de abundância. Mas pelo menos estamos discutindo essas coisas, e esse é o melhor panorama para a mudança.

E como pavimentar o caminho para ela? Primeiro, tirando de cena tudo aquilo que entrava sua passagem. Os conservadores e naturalistas do preconceito. Aqueles que, ao invés de confrontar os problemas, os tratam como naturais e parte de uma verdade insolúvel. O cientista político Antonio Gramsci, grande entusiasta de uma intelectualidade orgânica, contra uma postura elitista e segregada da mesma, tinha grande apreço pela formação do senso comum. Pode parecer controverso quanto ao discurso científico e político, mas o que Gramsci procurava era uma democratização, uma igualdade com respeito ao conhecimento. O senso comum é o conhecimento que permeia a sociedade e que rege boa parte de suas ações e opiniões. É o tipo de conhecimento necessário para a interação do hábito diário, da rotina. Então, se o senso comum aponta para um lado negativo, não devemos ir contra o senso comum, nosso dever é reformulá-lo. É deste momento que estou falando.

Dois eventos quase simultâneos deixaram bem claro uma urgência de dar um primeiro passo para essa ação de reformulação do senso comum vigente. Ambas aconteceram nos jogos universitários, evento que reúne estudantes de diversas universidades representando seus cursos em disputa com os mesmos cursos de outras universidades. Os jogos são organizados separadamente, cada um com seu nome e procedimento singular, mas com uma coisa em comum: as ofensas aos adversários. Os dois jogos em questão foram os de comunicação e os jogos de direito. Não busco com isso estigmatizar os dois curso, apenas dar nome aos bois é necessário quando se trata de colocar as cartas na mesa.

Nos jogos de comunicação, estudantes da FACHA deixaram na arquibancada uma boneca inflável com o nome da PUC no peito da mesma. As músicas cantadas para as “puquianas” descreve atos se***is com as mesmas. Já nos jogos de direito, uma música direcionada a atlética da UERJ, feita por alunos da PUC, chamada Congo (nome que a própria UERJ acata o que não signif**a permissão ao racismo) tem na letra o racismo, o preconceito com cotistas e novamente a figura da mulher sendo deplorada.

Muitos amigos blindaram esses dois casos com uma ideia de naturalização desses atos. Sendo eles normais dentro do ambiente esportivo da disputa, e que fora dali aquilo não se concretizava em uma distinção. Não acredito nisso. E não acredito nem um pouco que seja natural a nós, como sociedade, nos ofendermos dessa forma e mantendo uma relação de opressão com certos grupos. Como se essa “natureza” fosse irrevogável. Não é natural. O senso comum diz que sim, e o que vemos, tanto no ambiente dos jogos universitários quanto nos profissionalizados, é uma permissão de fazer isso naquele espaço. Como se nesses lugares chamar alguém de “viado”, “preto”, “pobre”, “mulher burra” fosse não só legal, mas um devir. O que fazer quanto a isso? Mudar esse senso comum. Reformulá-lo, colocando um basta nessa intransigência de gênero, raça, status social. Precisamos que isso comece em algum lugar, e nada mais justo que os alunos universitários, compromissados com uma formação e um questionamento de uma sociedade que vão ajudar a construir façam isso. Não lhes cabe mais se divertir “como se não houvesse amanhã”, agarrados em suas garrafas de vodka importada e aos seus pensamentos mesquinhos. Não podemos mais ouvir um “puquiana dá o cu” nem uma ofensa aos cotistas de uma universidade pública. Nós, jovens, universitários ou não, temos como compromisso pavimentar o caminho para a igualdade e o respeito. Nós do Frango com Queijo devemos ajudar a construir um ambiente melhor para a Ana Júlia (e todas as futuras crianças que estão por vir), dentro e fora do futebol. Podemos ser vitoriosos nesse jogo, ou sermos lembrados como os idiotas dos jogos universiotários.

DE CANHOTA:

- Depois de fechar o texto, eis que surge mais um fato que reafirma o machismo e a discriminação que regem os jogos universitários. A matéria fala sobre uma ilustração feita por alunos da UERJ, onde seu mascote força uma mulher (representando a UFRJ) a praticar s**o oral nele. A coincidência não está nos acontecimentos, mas na evidenciação dos mesmos. Segue o link: http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/jogos-universitarios-ilustracao-com-apologia-ao-estupro-revolta-alunos-12532583

Seguindo uma linha extrovertida, simpática e folclórica, William de Abreu cativou diretoria e jogadores. O treinador tem...
20/05/2014

Seguindo uma linha extrovertida, simpática e folclórica, William de Abreu cativou diretoria e jogadores. O treinador tem 100% aproveitamento como técnico do time Galináceo. Nossa equipe viajou até Japeri, sua terra natal, para entrevistar o técnico, que em nenhum momento deixou o copo de cerveja de lado.

Confira a rápida entrevista na íntegra:

GE_Frango: Você sempre foi um atleta do basquete - E dos bons! Como foi a mudança das quadras pro gramado? Existiu algum preconceito dentro do clube por não ser oriundo do futebol?

William de Abreu: Minha adaptação não foi tão difícil quanto parece. Consegui adaptar inclusive usando coisas oriundas do basquete ao futebol do Frango. Defesa e ataque, formação e por ai vai. Acho que esse futebol hibrido tem dado bons frutos. Nunca sofri nenhum tipo de preconceito no clube, muito pelo contrário! Sempre fui querido e bem quisto por todos. Da tia do cafezinho até a alta cúpula Galinácea.

GE: Quando surgiu o convite para treinar o Frango?

WA: O convite surgiu logo após a queda do Ricardo Lemos. Na LZN eu já estava ajudando o Ricardo como auxiliar. Apendi muita coisa com ele.

GE: O Frango com Queijo sempre foi visto como uma piada, com o acesso para a 3ª divisão no último ano e as boas atuações dos últimos jogos isso vem mudando. Qual o caminho a se tomar para profissionalizar o futebol sem perder esse espírito engraçado do clube?

WA: Se profissionalizar sem perder o amor. O Frango sempre foi uma piada, um time fantasioso e cheio de histórias para contar, hoje estamos fazendo história com nossos pés, mãos e gritos. Isso é lindo demais e pode f**ar tranquilo que o Frango nunca vai deixar de ser engraçado. É inerente a qualquer um do Frango, está no DNA e isso nunca vai acabar, vai passar de geração em geração. Assim como a beleza do Pedro Delgado ou a calvície do Pedro Aleixo.

GE: Como administrar uma relação profissional no meio de tantos amigos?

WA: No começo confesso que foi complicado, porque é aquela história "amigos, amigos. Negócios a parte". Fomos na base da conversa e de toque contornando alguns problemas de amizade a cima de tudo ... As pessoas foram percebendo também né? Vai caindo a ficha. Foi como algum poeta de esquerda contemporâneo e festivo disse uma vez "O frango é muito maior do que você" (sic) [Risos]

GE: A que se deve ao fato do Frango ter quatro vitórias desde que assumiu o cargo?

WA: Acho que o respeito que passo aos meus jogadores. Como disse, sou jogador também e cria da casa, conheço todo mundo e sei o que cada um pode oferecer ao Frango. Coloquei minha serenidade unida a minha leitura de jogo em prol do Frango e os meus meninos comparam a minha filosofia de jogo. Isso é importante.

GE: Como consegue administrar os egos dos atletas do banco e titulares?

WA: Na base da conversa mostrei que ali em campo cada um representa a instituição Frango com Queijo. Morre o nome do RG e nasce o jogador Frango. O nome f**a do lado de fora do jogo. Além de mostrar a minha total confiança no elenco que tenho. Quem tá no banco não é por falta de futebol ou outra coisa, é porque infelizmente só posso escalar 7. [Risos]

GE: Dois atletas chegaram agora no elenco e já vem mostrando seu valor. Comente sobre Gaspar e Ismael.

WA: Gaspar e Ismael, dois nomes que me agradaram em muito quando foram passados a mim, quando exercia a função de diretor de futebol. Fiz o que pude para tê-los conosco. E vem mostrando que valeram a pena. Jogadores que já se mostraram importantes em jogos da LZN.
Ismael tem o sobrenome “segurança”. É um multijogador, atua na zaga, no meio e até no gol. Depois da contusão do nosso titular, Higor, assumiu a responsabilidade e tem a confiança de todos.
Gaspar é incrível. Todos viram no nosso último jogo. É como nosso capitão o chama, “Gaspar’einsteiger” [Em alusão ao meia alemão Schweinsteiger]. Este corre o campo inteiro. Quase onipresente.

GE: Por que acha que o meia Vladimir teve uma caída tão grande nessa temporada?

WA: Isso é psicológico. Acho que o peso de ser o 10 do Frango em uma época sem concorrência o relaxou. Hoje temos craques em todas as posições, seja titular ou banco, e ai que pega o menino Vladmir, creio eu. Ele vem se cobrando bastante para se igualar ao resto da equipe. Futebol ele tem, e muito, só precisa recuperar a confiança. O Rei da Granja, nunca vai perder sua majestade.

GE: A direção do Frango tem se mostrado muito politizada. E no vestiário, como são os atletas?

WA: Nossos atletas em sua maioria são preocupados com os quesitos sócio-políticos mundiais, no vestiário não é raro se ver uma conversa acalorada sobre os rumos da guerra popular na índia, os reflexos do neocomunismo venezuelano ou sobre os sequestros do grupo Boko Haram... É interessante de se assistir. Outro ponto muito bom nessa equipe é a democratização, a rela ocorre antes do jogo começar e sempre sendo levado o bom tom e um esquema que batizamos de "rodizio de banco." No Frango ninguém tem holofote como bem disse nosso diretor de direção, Kauã. Somos vaga-lumes buscando voos mais altos.

GE: Comentando sobre outro texto dele, qual sua visão sobre o baixo número de treinadores negros no país?

WA: É uma situação que acho curiosa, a quantidade de gênios que tivemos no passado que são negros que dariam técnicos no mínimo ótimos. Mas o que aconteceu para eles não tentarem essa área? As diretrizes racistas dos cartolas mandatários dos clubes de futebol? Falta de interesse? No futebol de areia o nosso querido Junior Negão tem feito um belo trabalho, inclusive, com a seleção brasileira de beach soccer. No Brasil parece que negro não pode exercer função de chefe... É uma situação incomoda demais. Quando vamos ter um técnico negro na seleção principal?

GE: Com o seu trabalho no Frango, o que você espera para o futuro dessa equipe e do clube como um todo?

WA: Deixar um legado positivo para os outros que vão vir e para os nossos jogadores, colaboradores e adeptos. Tanto no futebol como em outras áreas administrativas, marketing e afins. O Frango tem muito o que crescer ainda, e é muito bom ajudar agora como técnico. Quero ver o Frango na primeira sempre, disputando e mantendo títulos, fazendo escola no futebol amador carioca. Vejo nosso clube num futuro próximo crescendo sempre e expandido a marca Frango com Queijo, sem nunca deixar o sabor do amadorismo de fora. Pô, fala sério, isso tudo acontece porque nós do Frango amamos demais a instituição e antes disso, o futebol. Se não fosse pelo amor, acho que ninguém estaria aqui.

18/05/2014

Ontem, dia 17, o Frango com Queijo bateu o time do Tour de Mônaco por 6 a 2 [Gols de Robinho(2), Perô(2) e Léo Silva(2)], mas, além dessa vitória, o Frango obteve outra. O ídolo da camisa 7, Zeca, se tornou papai pela primeira vez. E como não poderíamos deixar passar essa data, Ramom, que deu passe pra três gols na partida, foi o escolhido para dedicar uma música e mandar um recado pro mais novo papai da praça e sua filhinha - Ana Julia! E adivinhem qual canção o R20 escolheu...

QUEM MANDA, QUEM OBEDECEDia 13 de maio não representa o fim de nada Essa coluna inicialmente me foi dada para que pudess...
14/05/2014

QUEM MANDA, QUEM OBEDECE
Dia 13 de maio não representa o fim de nada

Essa coluna inicialmente me foi dada para que pudesse escrever sobre o que eu quisesse, sem restrições. Algo que desde o início não concordei. Apesar da liberdade quanto ao que escrevo, acredito que não deva me aventurar a fugir do escopo do assunto dessa página, que é o futebol. Logo, assumo a responsabilidade de escrever o que quero, mas sempre partindo do futebol.

Pois bem. Hoje, 13 de maio, a “celebração” da abolição da escravidão no Brasil ficou em segundo plano por conta da greve dos rodoviários. Tanto a greve (a qual demonstro total apoio) quanto as celebrações de 13 de maio tem tudo a ver com o momento atual do futebol. Por isso, falar das duas é me manter fiel a minha promessa inicial. As greves, como a dos rodoviários, estão se espalhando nesses dias, próximo do início da copa. O que devemos apoiar e aderir se possível. A paralização dos trabalhadores na copa pode ser a única forma de se fazer valer o grito de “não vai ter copa”.

Quanto à abolição dos escravos, bem... Comecei essa coluna falando sobre o incidente da banana do Daniel Alves e decididamente não acredito, como alguns redatores de uma infame revista que prefiro não citar o nome, que esse incidente desencadeou uma grande mudança em relação ao racismo no futebol. E como a história gosta de dar seus exemplos em horas propícias, tivemos um crasso nesse fim de semana em um dos maiores clássicos do país. O Fla x Flu de domingo foi, pela primeira vez, disputado tendo dois técnicos negros no comando dos dois times. Jayme, que pegou uma equipe de mediana pra baixo e conquistou a Copa do Brasil do último ano e o Carioca desse, e Cristóvão, que em pouco mais de 5 jogos arrumou um time que, no último ano, havia sido rebaixado, tendo esse time agora o melhor começo de Brasileiro dos últimos 8 anos. A cor de ambos não distingue em nada o talento dos dois para comandar suas equipes.

No entanto, tirando Jayme e Cristóvão, tendo a série A e B do Brasileiro como base, descobrimos que não há mais um técnico negro em atividade. Um que seja. O jogo histórico de domingo tinha uma relevância ainda maior: discutir o papel do negro em cargos importantes no país. E fora do esporte a história se repete. O número de negros em grandes cargos de poder é baixíssimo. Isso diz muito sobre o que representa comemorar esse dia 13. Como acreditar que as coisas vão bem?

Ontem, logo após o clássico, Jayme de Almeida foi demitido do Flamengo. Os números estavam ao seu favor, mas mesmo assim foi mandado embora, sem ao menos ser informado antes que a mídia fosse ao seu encontro, sedenta por polêmica. Muitos vão bradar “isso é normal”, “cultura do futebol brasileiro”, “sempre acontece”... Bem, nos números de técnicos negros em atividade, essa normalidade representa uma derrota de 50%.

Nadando contra a corrente, o Frango Com Queijo tem hoje seu primeiro técnico negro. William de Abreu, assim como Jayme e Cristóvão, tem o número e a eficiência ao seu lado. Anda de namoro, como o mesmo costuma dizer, com a tal de vitória. Em 3 jogos, 3 vitórias. Nunca antes o time havia conseguido uma sequência tão positiva.

No entanto, ainda está longe de uma conquista derradeira. A luta é constante. Por isso, espero que não tenham celebrado este 13 de maio, a não ser ao lado dos bravos rodoviários da greve. 13 de maio não representa o fim de nada. Os negros continuam renegados nos cargos importantes. O manda e obedece da escravidão não foi abolido.

Endereço

Engenheiro Pedreira, RJ

Site

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