17/10/2014
UM CONTO DE JIU JITSU.
- uma história fictícia com personagens fictícios.
Era uma vez 3 porquinhos, ambos lutadores de jiu jitsu (digo lutadores porque pra mim jiu jitsu é LUTA, mas esta convenção não vem ao caso), cada um deles tinha uma visão de treino e da arte em geral.
O primeiro treinava em uma grande equipe com um grande nome. Na verdade ele nem ia muito nos treinos mas tinha tudo da equipe como boné, camiseta, adesivo, calça, meia, caneca, chaveiro, etc. Sobretudo o que mais chamava a atenção era a sua cara de mau.
O segundo já era mais de boa, gente fina, treinava bem, em uma boa equipe onde aprendia muitas coisas legais. Ele estava muito feliz com um novo movimento que havia aprendido. O berimbolo voador, ele só não gostava muito de treinar as técnicas básicas como o armlock dq guarda por exemplo. Achava perda de tempo treinar uma coisa tão simples.
O terceiro não era muito pop, o seu jiu Jitsu estava baseado justamente no que o segundo negligenciava e o primeiro nem sabia que existia. Gastava seu tempo na academia tentando corrigir os seus erros. Nunca se irritava quando ao invés de aprender 20 passagens diferentes ele se focava em 20 detalhes para tornar a mesma passagem quase indefensável.
Chegou o dia do campeonato e um quarto elemento chega na história. Um cara extremamente casca grossa, campeão várias vezes, com vitórias no MMA na carreira, cogitado para lutar no Metamoris. Além de contar com uma equipe especializada para cada segmento do seu treino. Ele era conhecido como Lobo.
Ambos caíram na mesma categoria , primeiro porquinho foi o primeiro da lista do Lobo. Antes de botar o pé no tatame ele já estava derrotado mentalmente. Bastou o Lobo fazer a primeira pegada para o porquinho ver que estava ferrado. O Lobo tinha uma reputação a zelar e tratou de esticar o braço do porquinho.
O segundo porquinho estava bem porque vinha de uma vitória com seu inovador berimbolo aéreo, aliás, voador. Na sua luta com o Lobo e tratou logo de tentar o seu melhor golpe. Por azar errou a pegada e o Lobo defendeu. Tentou de novo, desta vez a distância que não estava exata e deu errado. Tentou mais uma vez, e o lobo mudou a distribuição de peso e novamente defendeu. Depois de quatro minutos de erros ele já sentia o peso da exaustão e via o quanto o lobo estava melhor do que ele. Bastou um segundo após este momento para que o Lobo voasse nas costas do porquinho e "pow" mata Leão, ou mata porco.
A platéia estava eufórica com a luta genial entre o segundo porquinho e Lobo e nem prestou atenção nas lutas "mornas" do terceiro porquinho.
Chegou, a hora da grande final, o intrépido terceiro porquinho contra o arrasador Lobo. O Lobo chamou de guarda para pegar mas o porquinho que não era bobo fez boa base, postura e abriu a guarda. O Lobo levantou rápido e derrubou o porquinho. Que por sua vez se fechou e aguardou o momento exato de sair do mau tempo. E a luta corria pau a pau até o porquinho chegar nos 100kg. O Lobo explodia para todo o lado e se exbaforia. O porquinho ali só na pressão por cima, ele era acostumado a ser amassado e já tinha percebido que o Lobo não. No auge do desespero o lobo supinou de qualquer jeito. Desta vez o porquinho emudeceu a plateia ao estirar o braco do lobo que sem ter pra que recorrer apelou para os 3 tapinhas.
Depois do campeonato, diferente da história original, ninguém foi morar com o terceiro porquinho. O primeiro voltou pra os seus amigos nq crista da onda porque a sua equipe foi campeã nos pontos pela 6a vez. O segundo agradou p público com seu estilo e ganhou um patrocínio uma linha de suplementação para aumentar o seu gás e tentar a sua tecnica por horas sem se cansar; para ele era melhor o Lobo se cuidar da próxima. O Lobo que não era de falar muito, botou a troca na diferença de fuso. Já o porquinho campeão continuou na dele, independente de perder ou vencer, ele continua treinando até hoje lapidando a sua técnica bloqueando as saidas, encontrando novas rotas, etc. E a seu modo todos viveram felizes para sempre.