20/05/2026
🥊 O recorde do Alex Poatan no PowerKube foi uma farsa da física ou ele realmente bate como um peso-pesado?
Se você viu o vídeo dele estraçalhando a pontuação do Tom Aspinall, deve ter se perguntado: como um peso-meio-pesado consegue gerar tanta força de impacto? A resposta está na ciência do esporte!
Como cientista do esporte, preciso te contar uma verdade: o PowerKube calcula o impacto combinando força e energia. E é aqui que o Poatan brilha, mas não pelo motivo que a maioria pensa. O segredo dele não é apenas a velocidade mecânica do braço, mas sim um conceito biomecânico chamado Massa Efetiva.
De acordo com o estudo “Effective mass of a punch” (Lenetsky et al.), a força de um soco esmagador não vem isolada dos músculos do membro superior. O que define uma pontuação absurda em te**es de impacto é a capacidade do atleta de tensionar o corpo INTEIRO (pernas, tronco e braço) exatamente no milissegundo do contato. O Poatan faz isso com perfeição: o corpo dele vira uma parede de concreto sólida, transferindo toda a sua massa contra o alvo.
Se usássemos apenas acelerômetros na luva (sensores de velocidade pura), como aponta o “Biomechanical analysis of striking in combat sports”, lutadores com socos mais “chicoteados” e velozes pontuariam alto no pico de velocidade, mas poderiam perder em impacto real se não souberem usar o solo para gerar torque e força de reação.
O Grande Desafio dos Pesados:
Agora, Poatan está ganhando massa muscular para subir de categoria. Pela física tradicional ($F = m \cdot a$), mais massa signif**a mais força. Porém, a ciência do esporte alerta para a curva Força-Velocidade (“The relation between force, velocity and power in elite combat athletes”): se o ganho de massa não for acompanhado de um treino específico de potência para fibras do tipo IIx, a velocidade máxima diminui.
E você? Acha que o Poatan vai virar uma marreta imparável nos pesados ou vai perder o tempo do chicote? Comenta aí! 👇
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