11/08/2026
Treinar com a carga que maximiza a potência parece intuitivamente superior para melhorar o sprint.
Mas o que aconteceu quando essa hipótese foi testada?
Harris et al. (2008) acompanharam 18 jogadores bem treinados de rugby league durante 7 semanas. Os atletas foram divididos em dois grupos de volume igualado: um treinou agachamento com salto a 80% de 1RM; o outro utilizou cargas individuais que maximizavam a potência, entre 20% e 43,5% de 1RM.
Nos sprints de 10 m, o grupo pesado melhorou 2,9% e o grupo Pmax melhorou 1,3%. Nos 30 m, as melhorias foram de 1,9% e 1,2%, respectivamente. Ambos os grupos melhoraram, mas a diferença entre eles foi considerada incerta.
O grupo de 80% de 1RM apresentou maior aumento de força relativa à massa corporal. A conclusão prática não é que uma carga seja universalmente melhor. É que potência, força e sprint são capacidades relacionadas, mas não idênticas.
A carga deve responder ao objetivo da sessão, ao perfil do atleta, ao exercício e ao contexto do esporte, e não a uma regra fixa retirada de um único estudo.
Salve este carrossel para revisar no próximo planejamento e envie para um treinador que ainda escolhe carga sem definir a capacidade que quer desenvolver.
Você prioriza força, potência ou transferência para o sprint? Comente SPRINT.
👉Referência
[1] Harris, N. K.; Cronin, J. B.; Hopkins, W. G.; Hansen, K. T. “Squat Jump Training at Maximal Power Loads vs. Heavy Loads: Effect on Sprint Ability.” Journal of Strength and Conditioning Research, 2008, 22(6), 1742–1749. DOI:
🔰Nota de rigor
O estudo foi realizado com jogadores de rugby league, não com jogadores de futebol. Portanto, os resultados não devem ser generalizados automaticamente para todas as modalidades, níveis ou indivíduos. O carrossel resume os resultados do estudo e não constitui prescrição individual.
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