O Social Futebol Clube é um clube brasileiro de futebol, da cidade de Coronel Fabriciano, Vale do Aço, no estado de Minas Gerais. Desde 1981, o Social adota o Saci como mascote. História
Formação
Em 1920, o antigo Calado, hoje o centro de Coronel Fabriciano, sediava escritório de duas empresas, a Estrada de Ferro Vitória a Minas e a Cia. Belgo-Mineira. A Belgo-Mineira tinha suas tradições na cor
azul. A pintura de seus veículos e de suas casas eram nessa tonalidade. A E.F.V.M, por sua vez, tinha como cores o verde, o vermelho e o amarelo, que estavam estampados em suas locomotivas "maria-fumaça". Assim, surgiram duas equipes de futebol, sendo um time amarelo da ferrovia conhecido como Ferroviário e um time azul sendo o da Belgo-Mineira. Por volta de 1935, o povo de Calado resolveu juntar os dois times. O primeiro nome escolhido foi Sociedade. No início da década de 1940, surgiu a idéia de Social Futebol Clube, nome registrado e oficializado em 1 de outubro de 1944. Seu primeiro presidente foi o superintendente da Belgo-Mineira, Joaquim Gomes. As cores preto e branco da camisa substituíram os tons azul e amarelo. A nova camisa era inspirada nas cores do Santos FC. Inclusive, o modelo do escudo do Social originou-se também do escudo do Santos, aproveitando as iniciais SFC. O escudo seria substituído mais tarde. Fase Amadora
Durante as décadas de 1950 e 1960 o Social desponta como uma forte equipe no futebol amador regional, fazendo frente ao Acesita EC e à USIPA, equipes que contavam com grande apoio das siderúrgicas de Coronel Fabriciano. Em 1964, a emancipação de Timóteo e Ipatinga acirra a rivalidade entre os times. Neste período a diferença entre amadores e profissionais não era tão grande quanto atualmente e o Campeonato Mineiro estava praticamente restrito à Região Metropolitana de Belo Horizonte. O Futebol Amador na região que viria a ser o Vale do Aço era, portanto, forte e popular. O Social disputou torneios e amistosos contra grandes clubes da época, como o Siderúrgica de Sabará e o Metalusina de Barão de Cocais, vencendo muitas vezes. Jogou contra diversas equipes, principalmente do Leste e Centro de Minas, mas também do Espírito Santo e do Rio de Janeiro. A partir da década de 1970 o futebol profissional ganha força, ofuscando o amador. Surge então o projeto de levar o Social ao profissionalismo, embora tal projeto só viesse a ser duradouro a partir de 1995. Profissionalismo
O clube manteve-se como amador até a década de 80, tendo uma frustrada participação no Torneio de Acesso de 1981. Depois de outra frustração em 1991, quando disputou a Segunda Divisão, o Social paralisou quase totalmente suas atividades, mesmo amadoras, para se concentrar na reforma de seu estádio e só retornou ao profissionalismo em 1995. Foi campeão com uma campanha tranqüila, superando equipes como Ribeiro Junqueira, Ipiranga de Manhuaçu, Ateneu e o Montes Claros. Em 1996, disputou o Módulo II do Campeonato Mineiro. A classificação para o Módulo I do Campeonato Mineiro foi conquistada com vitórias sobre o Ideal FC, o CA Patrocinense, o Araxá EC e o Tupi FC. A vitória mais marcante foi o 2 a 0 sobre o Uberaba SC, em pleno Uberabão, no Triângulo Mineiro. Logo depois, carimbou o passaporte para a Primeira Divisão com uma sensacional vitória sobre o Montes Claros FC, por 2 a 1, em Coronel Fabriciano. Em 1997, o Saci fez uma campanha memorável. Ficou em quarto lugar na primeira fase. Passou pelas quartas de final e chegou às semifinais, onde disputou o jogo mais emocionante de sua história, contra o Villa Nova AC. A partida ficou marcada por permitir que um clube do interior disputasse a final após mais de 30 anos. No final, o Social ficou à frente do Atlético Mineiro, em terceiro lugar. O técnico da equipe era José Ângelo "Preca". Ainda no mesmo ano, o Saci disputou seu primeiro Campeonato Brasileiro da Série C. Apesar da eliminação na segunda fase, resultados históricos foram obtidos, como a vitória de 2 a 1 sobre a Inter de Limeira, campeã paulista de 1986, e 4 a 0 sobre o Villa Nova AC, vice-campeão mineiro do mesmo ano.