01/06/2026
Para quem tem me acompanhado por aqui, sabe o quanto a era o meu grande objetivo. Foram meses de entrega, abdicação e uma meta audaciosa: completar os 42.195 m com um ritmo médio de 15 km/h. Quem me via treinar sabia que não era um sonho distante; era algo totalmente palpável baseado em tudo o que eu vinha entregando dia após dia.
Mas maratona é uma caixinha de surpresas... e o corpo cobra o seu preço.
A explicação detalhada do que aconteceu eu deixo para outro post (prometo), mas, resumindo: eu “quebrei”. Aquela pane no sistema que todo corredor teme, onde o rendimento despenca e o corpo parece não responder mais. Teve um momento em que precisei caminhar. E, no silêncio daquele esforço, a mente pesou e eu estive muito, muito perto de desistir.
Foi aí que o jogo virou. No meio daquela batalha interna, eu vi a .suzane e a Cecília, elas me acompanharam por um tempinho e a Ceci, do jeitinho dela, falou tudo o que eu precisava ouvir. Ali, eu entendi que não estava mais correndo só por um relógio ou por um ritmo; eu decidi que ia terminar por elas.
Reajustei as metas na marra, engoli o orgulho, fiz uma força que nem sabia que tinha e continuei. O resultado? Contra todas as probabilidades e dadas as circunstâncias, ainda consegui entregar um sub-3h.
Hoje, esse tempo no cronômetro é o que menos importa. O que f**a é o orgulho de ter transformado a iminência da desistência em uma das chegadas mais extraordinárias e cheias de signif**ado da minha vida. Obrigada por serem minha força quando minhas pernas falharam. 🤍