15/01/2013
Nota de Esclarecimento
É com muito pesar que venho através desta, comunicar ao torcedor da Sociedade Atlético Ceilandense o afastamento e o rompimento do Marcelo da Adega, ex Presidente do time Rubro Negro Candango com o time. A Sociedade Atlético Ceilandense, conhecida também por Atlético Ceilandense ou apenas Ceilandense é um time que ganhou adeptos de vários partes do DF. O time conseguiu vários jogadores de outros times do Distrito Federal e se classificou para a segunda fase do Candangão. Enfrentou o Unaí (MG) na primeira partida no estádio Abadião em Ceilândia, e diante de mais de 2.300 pessoas, goleou o time mineiro por 4 x 1, ficando bem perto da vaga. No dia 10 de outubro 2009 enfrentou o Unaí no estádio Urbano Adjunto e após estar perdendo por 3 x 1 conseguiu o empate jogando com muita disposição e a inédita vaga para a primeira divisão do Campeonato Candango, junto com o Botafogo-DF.
O Ceilandense jogou a final do campeonato fora de casa, tendo o estádio lotado pelas duas torcidas. O Botafogo só precisava do empate, mas quem saiu na frente foi a Ceilandense, gol de Geraldinho. Quase no final do jogo, veio o empate que daria o título aos botafoguenses. Entretanto, no último minuto de jogo, Iron fez o gol salvador. Ceilandense campeã da segunda divisão do DF de 2009. Nesta partida, o Ceilandense utilizou um uniforme rubro-negro, numa descarada alusão ao Flamengo, que havia ganhado o Campeonato Carioca em cima do Botafogo, homônimo do rival dessa final. Pouco tempo depois, o clube firmou uma parceria com o Atlético Goianiense, e ficou decidido o novo nome do clube, Atlético Ceilandense, e as cores estipuladas em preto e vermelho.
Foi com esse projeto que Marcelo da Adega, assim conhecido, conseguiu fazer que o torcedor candango tivesse mais uma opção para torcer, adotando o Atletico Ceilandense como o time mais querido de Ceilândia. Rubro Negros do clube carioca passaram a acompanhar o time em todos os estádios, daí surgiu à idéia de montar uma Torcida Organizada para o time, nada melhor e mais propício logo após aquela final, onde torcedores invadiram o Guará, no estádio do Cave com oito ônibus lotados para acompanhar aquela final inesquecível em cima do arque rival Botafogo-DF. Foi uma verdadeira invasão Rubro Negra. Daí, o surgimento da Torcida Raça Ceilandense, que passou ir a todos os jogos do mais querido de Ceilândia. Mas, infelizmente interesses empresariais falaram mais alto! E uma agremiação que incentiva a prática do esporte e que acredita ser ele um importante instrumento impulsionador de transformação social poderia manter a seriedade e comprometimento com o clube e com os torcedores cercados de gente com interesses pessoais e não coletivos? No mundo, o futebol é considerado um grande negócio, apresentando crescimento contínuo e valores vultosos de receitas com patrocínio, salários de atletas e rendas de jogos divulgados amplamente nos meios de comunicação. Observam-se, ao longo do tempo, diversas transformações no ambiente das organizações esportivas que têm influenciado suas formas de gestão.
A modernização que se espera para o futuro dos clubes que comandam o futebol profissional deve influenciar os vários níveis organizacionais dessa indústria de lazer e, principalmente, um melhor entendimento dos seus verdadeiros papéis social e econômico.
Muitos dizem que a busca pela maximização de retorno financeiro, através de constituição de monopólio em determinados segmentos, ou especialização em nichos de mercado é indesejável. Clubes com desempenhos erráticos ao longo de anos não perdem seus mercados cativos de torcedores instantaneamente, como nos demais setores.
O futebol é extremamente estável, mas não é o caso do Atlético Ceilandense que com essa nova formação da atual diretoria que informamos o fim da Torcida Raça Ceilandense com o time e o afastamento do mentor que botou em prática o projeto bem sucedido que poderia dar-se continuidade se não fosse o interesse de empresários que pouco sabe lhe dar com o Futebol, passam então, assumir caráter simbólico de ineficácia administrativa e desvalorização de seu produto ou marca, E é com pesar e com muito orgulho, que Marcelo da Adega agradece à todos os torcedores que acompanharam o time mais querido de Ceilândia, assim como todos torcedores da Torcida Organizada Raça Ceilandense.
Atenciosamente
Danielton Lima