22/09/2025
"Algo está faltando"
Sem respostas fáceis para perguntas difíceis. Mas o futebol brasileiro é equilibrado. Claro, o Flamengo tem sua parcela de culpa em não fazer os gols que deveria fazer, mas devido as condições do nosso futebol, ainda que seja melhor que os outros, a distância não poderá ser tão grande. É uma espécie de handicap (desculpem se não foi a melhor analogia, não jogo FIFA). Mas ontem, Flamengo 1-1 Vasco, o Fla explorou duas vezes algo que deveria ser mais usado. Duas bombas de fora da área que explodiram no travessão.
Contra o Flamengo, os times e às vezes, até mesmo os árbitros deixarão o jogo mais travado. Blocos na frente do gol e faltinhas aqui ali que vão desestabilizando a equipe. O Fla tem que melhorar a finalização de dentro da área, claro. Pedro não pode perder dois gols como o de quinta passada contra o Estudiantes (que também não vou tirar o mérito do goleiro) e contra o Vasco domingo que ele se jogou na bola, mas chutou por cima. Só que a finalização de fora da área, com precisão, é claro, é uma forma de tirar o conforto dos adversários, porque eles se sentem bem no jogo sujo, truncado. Pela qualidade individual que nós temos, aqui ou ali alguém vai achar um passe, um drible, mas não é só disso que podemos depender para furar bloqueios. E para concluir, não é todo jogo que vai ser 8-0, mas não justif**a o volume que temos, não ser traduzido em mais gols. Flamengo tem que ter mais sede de matar o jogo, e com os jogadores que tem, experientes e classe internacional, não cair tão facilmente na armadilha dos adversários de truncar o jogo.
Jorginho: este homem faz muita falta, ele dita o ritmo do time. Quase onipresente. De La Cruz faz isso, mas Jorginho é outro nível de jogador. Além da questão técnica, a liderança dele também faz extrema falta, pois ele é um segundo técnico dentro de campo, além de capitão sem faixa. Jorginho e mais 10.
Saul: craque, mas tenhamos calma. Ele é muito bom jogador, frio e faz o jogo fluir, mas não é o cara que vai decidir ou que é imprescindível (até o momento). Hoje, titular ao lado do Jorginho, se completam. Mas com certeza é craque.
Pulgar: vai brigar forte por essa vaga quando voltar, pode não ser tão refinado quanto Saul, o que não quer dizer algo ruim, mas tem poder de marcação e entendimento do futebol sul-americano, de como se portar em situações de alto estresse, que ainda não vimos o Saul nessa situação. Provavelmente na próxima quinta será o primeiro teste de fogo, e tenho confiança que que se sairá bem, mas não vamos esquecer de Erick Pulgar.
Ayrton Lucas: entendo que o Filipe o vê bem, pois, com a saída do Wesley, o Ayrton é o único lateral ofensivo que temos, de extrema velocidade que pode atacar o corredor com alto volume e intensidade. Alex Sandro, Viña (esse um pouco menos), Royal (sem ritmo ainda) e Varela são mais defensivos e/ou construtores, e sendo assim o time f**a com dois laterais "espelhados", de características ligeiramente semelhantes, quando o Ayrton Lucas não está em campo, mas a fase dele não é das melhores, é verdade.
Esse texto é mais uma reflexão do que uma análise. Fiquem à vontade para comentar, rebater, concordar...