30/03/2020
POTENCIAL DE MOTIVAÇÃO E CRESCIMENTO DO FUTEBOL: 4 ÁREAS DE TRABALHO para refletir sobre.
Como é fácil encontrar motivação fazendo o que gostamos.
Preferimos investir energia no que nos dá força vital, mas também no que nos faz sentir fortes, competentes. No entanto, o espaço para o crescimento, quando falamos de futebol, é provavelmente também onde começa o tédio, onde espreita a fadiga física e mental de exercícios e atividades repetitivas.
Durante um treinamento semanal, um jogador de futebol frequentemente entra em contato com 4 áreas de atividade:
> Quem gosta e do qual obtém feedback positivo em termos de sucesso (por exemplo, a partida).
> Aqueles que não se divertem, mas em quem são fortes (por exemplo, táticas).
> Aqueles que se divertem, mas que produzem feedback negativo sobre o nível de desempenho (chute na baliza com o pé "fraco").
> Aqueles que não gostam e nem sequer produzem resultados imediatamente apreciáveis em termos de eficácia e eficiência (por exemplo, parte atlética).
- Se o jogador treina só o que gosta e faz bem, ele sempre será capaz de regenerar energia continuamente, alimentando entusiasmo, paixão e alegria no trabalho. Na prática, fortalecendo a motivação de alguém para o trabalho.
- Se ele trabalhar naquilo que não gosta, mas é bom, poderá "tocar com a mão" ao longo do tempo o quanto é possível melhorar, mesmo na ausência de entusiasmo no aqui e agora do trabalho.
- Se um jogador de futebol se dedica ao que gosta, mas não se sai bem, provavelmente terá maior persistência nos treinos justamente porque sente prazer em repetir um gesto divertido que ele ainda não consegue com perfeição.
- Se o treinamento se concentrar no que você não gosta e não está indo bem, provavelmente treinará sua capacidade de resistir à frustração e fadiga (portanto, melhore sua resiliência).
O aspecto mental do trabalho exige que o atleta esteja ciente do que o impede de treinar, procurando instintiva e continuamente a adrenalina e o feedback positivo.
Às vezes, no entanto, ele parece pouco atento ao valor oferecido pela repetitividade, pela abnegação e também pelo indício de desconforto decorrente do senso de ineficácia em um aspecto particular do desempenho de uma pessoa, o que o leva a desistir, a argumentar ou talvez desanimar.
A conscientização dessa dinâmica pode incentivar o jogador a perceber o quanto ele pode melhorar sua abordagem ao trabalho diário, desenvolvendo a cultura do “esforço certo”.