11/02/2026
Revelado pelo Internacional em 2018, Guilherme Nicolodi soma 16 partidas como profissional. Segundo o site oGol, jogou entre 2020 e 2021 por Itabaiana, Boca Júnior-SE e Sapucaiense. Em 2022 e 2023, não há registro de jogos. Dois anos, ao que tudo indica, sem atuar.
Em janeiro de 2024, ele apareceu na Ponte Preta. O ge.globo publicou que o lateral treinava no clube em um período de avaliação. Ele foi contratado.
Entre janeiro de 2024 e maio de 2025, não disputou uma única partida oficial. Apenas foi relacionado para dois jogos em 2024, contra o Corinthians, no Paulista, e o Dérbi na Série B. Ficou no banco nos dois duelos.
Segundo o jornalista Lucas Rossafa, o contrato oferecido pela diretoria da época foi de quase 16 meses, com salário de R$ 15 mil por mês.
Agora, em 2026, o jogador processa a Ponte e cobra R$ 436.624,54 por salários, férias, 13º, FGTS, multas, danos morais e aviso prévio.
Vamos organizar a conta: um atleta com apenas 16 jogos na carreira, que estava possivelmente parado por dois anos, recebe um contrato de quase 16 meses, e mesmo após a avaliação, não atua por um minuto sequer com a camisa do clube. Para melhorar, dois anos depois, aciona o clube pedindo quase meio milhão de reais.
Quem foi o gênio que aprovou isso? Quem olhou o atleta e disse “é esse”? Quem assinou? Quem validou? Quem achou razoável pagar R$ 15 mil por mês por um jogador que não conseguiu jogar um minuto?
E depois a culpa é sempre da herança, do passado, da gestão anterior.
Tem coisa que não é herança. É decisão. E decisão tem responsável.