23/11/2021
Em 2011, quando gravamos o filme sobre o centenário do Guarani, o clube se encontrava na série A2 do Paulista e na série B do Campeonato Brasileiro. O elenco permaneceu com boa parte dos salários atrasados durante o campeonato, e só conseguiu se livrar do rebaixamento para a terceira divisão nas últimas rodadas
Em 2014, quando o filme foi lançado, o Guarani se encontrava na série A2 do Paulista e na série C do Brasileiro. Num dos capítulos mais vergonhosos de sua história, o elenco liderado pelo Fernando Fumagalli ficou sentado no vestiário esperando que o presidente quitasse 3 meses de salários atrasados para ter condição de continuar trabalhando no clube. O presidente renunciou e deixou os jogadores na mão. Um grupo de empresários levantou um dinheiro para que o Guarani não ficasse sem um time para disputar os campeonatos. Constrangedor.
Em 2015, o estádio Brinco de Ouro da Princesa foi a leilão para que o clube pudesse quitar as dívidas trabalhistas proporcionadas por dirigentes incompetentes e maléficos.
Muita, muita gente me perguntou se o Guarani ia acabar. Se esse clube que tanto fez, que tanto esteve presente na cultura do futebol brasileiro não teria mais condições de continuar
2021. O Guarani disputou as quartas de final do Campeonato Paulista da primeira divisão. Vai chegar na última rodada da série B com chances para subir para a série A do Brasileirão. Conquistou uma vaga na Copa do Brasil em 2022. E mais do que tudo isso, mostra que está organizado, andando com as próprias pernas, mantendo salários em dia e com ótimas perspectivas para o futuro.
Perder para o Goiás foi triste? Duro e decepcionante. Não é o onde deveríamos estar? Claro que não, o Guarani é protagonista do futebol brasileiro. Mas o aplauso dos torcedores ao fim do jogo e o quanto os jogadores se emocionaram por terem se entregado em campo, jogado o máximo que podiam, mostra que ainda vamos ter dias muito melhores. E que 2011, 2014 e 2015 fiquem no passado mesmo, só como lições para o futuro.
Avante, avante.