18/05/2020
* ENEM*
O Brasil está entre os países mais afetados pela pandemia do novo coronavírus, sendo o 4° do mundo com maior n° de infectados,tudo por conta de uma política genocida do presidente Jair Bolsonaro que ignora as recomendações da OMS, de cientistas, especialistas e autoridades sanitárias, pondo em risco a vida de milhões de brasileiros. Em meio a todo o caos, o Ministro da Educação, Abraham Weintraub, segue a mesma linha irresponsável e autoritária, ignorando recomendações e solicitações de estudantes, instituições de ensino, ONG’s e Defensoria Pública da União, mantendo o calendário do ENEM 2020, que teria uma expectativa aproximada de 5 milhões de estudantes inscritos, a maioria composta por estudantes de escolas públicas. Os governadores tomaram a iniciativa de adotar medidas sanitárias duras para combater a pandemia garantindo o distanciamento social, decretando fechamento do comércio, serviços não essenciais e escolas. A maioria dos gestores educacionais iniciou uma “corrida” para garantir que as aulas continuassem sendo ministradas, porém via internet, e geralmente no improviso. Isso deixa educadores sobrecarregados por conta da falta de infraestrutura para esse tipo de metodologia. Já na outra ponta a maioria dos educandos são extremamente prejudicados. Cabe ressaltar que de acordo com o IBGE (2019) 70% da população está conectada à internet, mas apenas 43% dos domicílios do país têm acesso a internet banda larga, logo, menos da metade dos estudantes tem condições de assistir a vídeos e aulas ao vivo, disponíveis nas plataformas digitais, comprometendo a participação de estudantes mais pobres. Com os abismos socioeconômicos tão escancarados, adiar o ENEM é a melhor alternativa para não prejudicar tantos brasileiros que depositam no seu ingresso à Universidade uma possível oportunidade para a mudança de vida e de seus familiares. É necessário manter a pressão junto ao MEC, poder Legislativo, Judiciário e Ministério Público para que seja adiado o ENEM, evitando que mais injustiças sejam cometidas nesse país que já é violentamente injusto.