24/11/2018
Com a chegada do verão e melhores condições para prática da pesca submarina, os acidentes fatais começam a aparecer com frequência. O nosso esporte tem sofrido avanços nas áreas da competição como qualquer outro esporte, atletas correndo mais rápido, nadando mais rápido, saltando mais alto e mergulhando mais fundo e isso acaba se refletindo através das redes sociais e todos os amantes do esporte. Aqui falaremos da pesca submarina, que exige uma noção de segurança e limite de cada um. No mundial de 2016 realizado na Grécia, tivemos marcas jamais imagináveis a 20 anos atrás, atletas pescando abaixo de até 50m e até chegando a 65m. Mesmo com toda preparação se teve apagamentos e casos de doenças descompressivas. Com isso , esses avanços nas profundidades vem atingindo os jovens praticantes do esporte, sendo que se esquecendo que sem a menor noção fisiológicas e de segurança o risco aumenta. Cada um possui sua zona de conforto e limite, onde ele consegue pescar com segurança. Querer atingir super profundidades sem treino específico e condicionamento se torna fatal. A escassez do peixe a profundidades mais rasas também acaba sendo um fator que acaba contribuindo para essas estatísticas fatais. Um pescador submarino tem que se preocupar em ser completo, capaz de pescar raso e fundo, com ou sem maré, agua clara ou escura e principalmente pescar em sua zona de segurança. Forçar mergulhos profundos sem condicionamento, é mergulhar sem saber se vai voltar. O conselho que deixo é que pratique o esporte de forma segura, sem interferência dos outros ou a famosa "pilha", pescar a uma profundidade que você tenha tempo para uma eventual emergência, respeite as condições do mar, correnteza e ondulações, se condicione para o esporte e lembre que o peixe que não capturou hoje estará em sua fieira amanhã. Respeite sua vida e daqueles ficam em casa aguardando sua volta. Grande abraço a todos!
Fininho
Capitão da Equipe do
Clube Náutico de Cabo Frio de pesca submarina.