Mestre Brizola

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Apa amigos e convidados.
23/11/2025

Apa amigos e convidados.

08/05/2024
21/11/2023

Virgulino Ferreira da Silva, "Lampião", 1926.
Acervo do Museu do Ceará - Fortaleza, CE, Brasil. O registro fotográfico foi feito em Juazeiro do Norte (CE), no início de março de 1926, por Pedro Maia, que era um misto de motorista e fotógrafo.

"Lampião foi o mais famoso chefe cangaceiro que existiu no país e teve atuação entre 1922 e 1938. Ele era de uma família de posição razoável, mas que se viu despossuída de tudo por uma disputa de terras. Lampião liderou um grupo de homens que aterrorizou o interior do Nordeste com seus saques. Foi morto em uma emboscada, em 1938."
"Virgulino Ferreira da Silva nasceu em Serra Talhada, no estado de Pernambuco, em 4 de junho de 1898, e pertencia a uma família de lavradores que levavam vida dura, mas tinham algumas posses. Conhecido na história brasileira como Lampião, sua data de nascimento é alvo de polêmica, uma vez que suas biografias apresentam diferentes datas.
Já em 1918, Lampião já era cangaceiro e integrava o bando do seu tio Antônio Matilde, assaltando propriedades e fazendo crimes, no Estado de Alagoas, juntamente com o "Bando dos Porcino", um grupo de cangaceiro latrocidas que agia na divisa com Pernambuco.
Em 1921, Virgulino Ferreira aderiu ao bando de Sinhô Pereira, um dos cangaceiros de maior expressão no Nordeste. Nesse bando, ele prosperou como cangaceiro, tornando-se o mais famoso e temido do Brasil. Ficou conhecido como Lampião porque sua capacidade de atirar rapidamente fazia com que ele iluminasse a noite.
Sob a liderança de Sinhô Pereira, Lampião aprendeu muito. Ele foi ensinado a sobreviver no cangaço, a esconder seus rastros, a evitar confrontos abertos com a polícia e a como se comportar nos ataques. Em julho de 1922, Sinhô Pereira abandonou o cangaço, e Lampião assumiu a liderança do grupo.
Lampião então passou a liderar ataques contra propriedades e cidades à procura de riqueza. Ele saqueava o que podia, pedia resgate de determinados itens que saqueava, e, muitas vezes, extorquia determinados locais, exigindo um pagamento para que ele não os atacasse. Ele também soube desenvolver uma rede de coiteiros que o auxiliavam sempre que fosse necessário.
Lampião liderou seu bando de cangaceiros de 1922 até 1938, promovendo inúmeros ataques nesse período. Ele enfrentou por diversas vezes as tropas volantes, isto é, as forças policiais móveis que atuavam no combate aos cangaceiros. Entretanto, ele evitava confrontos muito abertos para não ter perdas de homens e desperdícios de munição.
Durante suas andanças, Lampião conheceu Maria Gomes de Oliveira, mulher que fazia parte de uma família de coiteiros. Ela ficou conhecida como Maria Bonita e apaixonou-se por Lampião, abandonando seu marido para ficar com o chefe cangaceiro. Ela aderiu ao bando de Lampião em 1930, e tornou-se a primeira mulher a fazer parte do cangaço.
Até então, as mulheres não faziam parte do cangaço, mas, devido a Lampião, isso mudou, e os seus homens passaram, em geral, a ser acompanhados por suas mulheres. A chegada de Maria Bonita se deu já na fase decadente do cangaço e contribuiu para que as medidas de segurança dos cangaceiros se afrouxassem porque os períodos de descanso tornaram-se maiores. Juntos, Lampião e Maria Bonita tiveram uma filha, em 1932, chamada Expedita Ferreira Nunes."
"Em 27 de julho de 1938, Lampião e seus homens se estabeleceram para descansar na fazenda Angicos, localizada em Poço Redondo, no estado de Sergipe. Acontece que a posição de Lampião foi denunciada (não se sabe até hoje por quem), e as tropas volantes foram ao encontro do seu bando.
Na madrugada do dia 28 de julho de 1938, o bando de Lampião foi pego de surpresa por um ataque das tropas volantes. Seu líder foi atingido por três tiros e faleceu no local. Seu cadáver foi decapitado e sua cabeça foi levada para diferentes locais em exibição de sua morte. Isso se deu porque ele era um dos homens mais caçados do Nordeste.
Outras teorias surgiram explicando sua morte. Alguns pesquisadores afirmam que ele pode ter sido envenenado um dia antes do ataque, enquanto outros apontam que ele pode ter fugido e se escondido pelo restante de sua vida. Essas hipóteses, entretanto, não são aceitas, e considera-se que ele foi realmente assassinado no ataque surpresa."

Texto: Daniel Neves Silva (Professor de História) com correções feitas por Bismarck Martins de Oliveira

27/09/2023

Á𝐅𝐑𝐈𝐂𝐀 : "𝐂𝐎𝐍𝐓𝐈𝐍𝐄𝐍𝐓𝐄 𝐒𝐄𝐌 "𝐇𝐈𝐒𝐓Ó𝐑𝐈𝐀 "?

Muitas inverdades são impostas ao continente africano, por causa do preconceito que remontam à anos. A África é um continente com uma história rica e diversificada que abrange milênios, diferente do que se conta por aí, este continente é o berço de algumas das civilizações mais antigas e influentes do mundo.

Apesar da ignorância de muitos e do preconceito que o continente sobre , a África tem uma rica história multifacetada. Hoje, a África é um continente dinâmico que desempenha um papel crucial nos assuntos globais. A história africana é uma história de resiliência, diversidade e contribuições significativas para a humanidade.

A contestação do passado científico e tecnológico dos africanos e o exagero das características “fantasiosas” desse povo foi, certamente, uma das principais proezas do eurocentrismo. Observamos, ainda nos dias de hoje, a autoestima da população africana muito frágil, em razão da partilha do continente e do processo de descolonização.

Pesquisadores europeus reproduziram para o resto do mundo que o povo africano não cooperou de forma alguma para a composição do saber universal. O Continente Africano é visto a todo o momento como um lugar aonde o civilizado ainda não chegou, cujos moradores, em geral, apresentam-se como seres selvagens, repugnantes, debilitados, imorais e, por isso, incapacitados de edificar ou propagar qualquer tipo de conhecimento válido.

◾Á𝐟𝐫𝐢𝐜𝐚 𝐝𝐞𝐬𝐜𝐨𝐧𝐡𝐞𝐜𝐢𝐝𝐚

Muitos não sabem que a África é um continente antigo e muito menos o quanto é bem localizado geograficamente e que a população que vivia , e vive , tem história. Grandes reinos africanos nasceram e imperavam com um senso de comando e organização notável; baseando-se em uma ordem de clãs, de linhagem, por classificação de idade e ainda por unidades políticas, sob várias formas. Algumas grandes chefias, consideradas Estados tradicionais, são conhecidas desde o século IV, como o Império do Gana e depois o Império do Mali; Império Ioruba; Império do Benin; Império Songai; Império Kanem-Bornu.

◾𝐈𝐧𝐯𝐞𝐫𝐝𝐚𝐝𝐞𝐬

A dificuldade em desconstruir essas inverdades a respeito dos povos africanos é complexa, pois existe uma visão, sempre de sentido pejorativo, preconceituoso, sobre o continente africano. É como se tudo de ruim estivesse ou se origina-se no continente, (selvagens, escravos, doenças, fome, guerras...).

O fato de a História oficial da humanidade ser baseada nos padrões europeus, ou seja, eurocêntricos, nos distancia de uma visão otimista e impede a identificação dos traços do passado intelectual e científico desses povos em nossa realidade.

Observamos na escrita da história que a maioria dos pesquisadores sobre o tema “África” ainda persistem no modelo da história oficial. O africano é o diferente, e lidar com isso é muito dificil para quem acredita que a cor da pele é o que prevalece em termos de sabedoria, ou melhor, de tudo. A visão do outro, é um fator muito significativo em termos de dominação, ela cria estratégias para tal através do preconceito e da crença de que a brancura é sinal de aptidão e inteligência.

◾𝐌𝐨𝐯𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐫𝐞𝐯𝐢𝐬𝐢𝐨𝐧𝐢𝐬𝐭𝐚

Felizmente, existe um movimento revisionista e de debate dessa “hipotética” história oficial. São cientistas e historiadores, muitos de nacionalidade africana, preocupados em quebrar os paradigmas tradicionais preconceituosos da análise histórica. Através de pesquisas percebeu-se que o continente africano esteve sempre à frente do crescimento da humanidade.

◾𝐀𝐫𝐪𝐮𝐢𝐥𝐨𝐠𝐢𝐚

Foram encontrados, no continente, vários sítios arqueológicos, demonstrando assim a existência dos povos africanos há mais de cem mil anos em várias regiões do continente. Do continente surgiram o que muitos chamam de primeiras civilizações humanas: o Egipto , com todo mistério, fascínio e incredulidade que perpassa os tempos.

Quem teria a capacidade e a inteligência de construir obras tão magníficas como as pirâmides? Quem detinha tanto conhecimento na arquitetura, matemática, astronomia? Dominava as cheias do Rio Nilo, sabendo aproveitar-se delas para uma excelente colheita? Um povo de pele negra? Jamais, eles eram inaptos na visão eurocêntrica, assim o eurocentrismo exibiu a civilização egípcia como sendo a de um povo branco, todavia, historiadores revisionistas já se manifestaram e comprovaram que se tratava de povos de pele negra; certamente constituídos de uma mescla de vários povos africanos existentes ao sul e norte do vale do rio Nilo.

Uma África Desconhecida
"𝕸𝖆𝖎𝖘 Á𝖋𝖗𝖎𝖈𝖆, 𝖒𝖆𝖎𝖘 𝖆𝖒𝖔𝖗 𝖊 𝖒𝖊𝖓𝖔𝖘 ó𝖉𝖎𝖔"

22/09/2023

O QUE NÃO SE SABE NÃO SE RECLAMA

Há pouco mais de 5 séculos, os nativos do México deixaram de sentir orgulho, seus filhos e os filhos de seus filhos nunca descobriram que seus avós construíram uma civilização impressionante... Hoje, 500 anos depois da chegada daqueles homens que tinham uma forma estranha de ver o mundo, os mexicanos começam a descobrir coisas que um sistema deficiente omitiu dos livros didáticos. Hoje se sabe que os olmecas descobriram o processo de vulcanização 3.500 anos antes de Charles Goodyear, que Teotihuacan era maior que a Roma imperial, que Texcoco era uma capital cultural do mundo Nahua, uma cidade semelhante a Atenas para os gregos, sabe-se que Tenochtitlan tinha 700 mil habitantes, ou seja, era 16 vezes maior que Sevilha naquela época. Sabe-se também que a educação entre os Nahuas começava desde a infância e que era obrigatória, pública e universal, ao contrário dos europeus, que só educavam as crianças da nobreza, sabemos hoje que os maias construíram observatórios e que desenharam o único calendário de Vénus nos tempos antigos e que na cidade de Ek Balam fundaram as escolas de pintura mais importantes da sua cultura, sabe que os Wixarika e os Raramuri aprenderam a conectar seus corações e pensamentos com a terra e sua essência graças às plantas de poder e que evitaram doenças físicas curando primeiro a mente.

Sabemos tanto que hoje é possível deixar para trás a crença de que os europeus descobriram um continente e que também o civilizaram, porque como vocês puderam ver, a civilização já existia aqui, mas era algo que os europeus não tinham capacidade de compreender .

Transcrição JALG

19/08/2023

“Eira, beira e tribeira”: a mentira que todo mundo acredita
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É de longe a bobagem que mais recebo para dser desmentida aqui na página. É uma das pseudoetimologias mais populares do Brasil (já caminhando para o primeiro lugar). A origem da expressão “não ter eira nem beira” é contada massivamente por guias de turismo de norte a sul.

Você já deve ter ouvido a história. ‘Eira, beira e tribeira’ seriam três camadas de telhas que mostrariam que ali morava gente rica. As casas simples dos pobres não teriam ‘eira nem beira’ e daí a origem d expressão.

Eira, beira, tribeira: quanta besteira! A palavra ‘tribeira’ NUNCA apareceu nos dicionários – atuais ou antigos – nem em qualquer literatura. Na Arquitetura, só existe ‘beira’. É um ornamento de pequena profundidade na alvenaria no ponto de ligação com o telhado. Agora, reflita comigo: trata-se de um ornamento tão suntuoso que alguém não tão rico não poderia fazê-lo para enfeitar sua casa?

Então, se casa com beira nunca foi símbolo de ostentação, que ‘eira’ e ‘beira’ significam? ‘Eira’ é um terreno plano, lajeado, cimentado ou de terra batida, que algumas casas grandes têm onde se debulha, seca e limpa cereais e legumes. Vem do latim ‘area’, mesma palavra que virou área em português. Antigamente, em Portugal, desejar uma ‘eira má’ para alguém era lhe desejar que morresse de fome (sem comida na eira).

Aí, a lógica é simples. Em casa de pessoas abastadas, comumente, havia eira; em casebres, não. A pessoa sem eira nem beira era tão pobre que não tinha a eira nem uma beira (um pedaço de terra). Podia ser um sem-teto. Hoje, entendemos que alguém sem eira nem beira é uma pessoa que está no miserê, na pindaíba.

‘Beira’ está ali mais para rimar e deixar a expressão engraçadinha do que com importância principal. Os portugueses do Alentejo iam além; há muito tempo, lá diziam ‘sem eira nem beira, nem ramo de figueira’.

Ajude a divulgar o a versão correta. Eu sei que para cada desmentida dessa lorota surgem mais dez páginas a compartilhando e com uma quantidade de curtidas e compartilhamentos na casa do milhar, mas todo esforço vale a pena. A verdade pode não ser tão ‘engraçadinha’, mas ainda é a verdade.

06/07/2023

Seu brasileiro!!
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Brasileiro. Por que não brasilense ou brasiliano?

Está chovendo vídeos no Instagram cujos influenciadores explicam o porquê de o nosso gentílico ‘brasileiro’ não ser formado com sufixos mais comuns como -ense (como o de canadense, nicaraguense, paranaense e maranhense), -ano (australiano, boliviano, pernambucano e sergipano), -ês (chinês, inglês, francês e senegalês), -ino (argentino, filipino, marroquino e palestino) ou -enho (costa-riquenho, salvadorenho, hondurenho e panamenho).

O que dizem é que ‘brasileiro’ surgiu como profissão e que o sufixo -eiro denota isso. Assim como o padeiro trabalha com pão; o sapateiro, com sapato; o leiteiro, com leite; o garimpeiro, com garimpo; ̶o̶ ̶t̶u̶i̶t̶e̶i̶r̶o̶,̶ ̶c̶o̶m̶ ̶t̶u̶í̶t̶e̶;̶ o brasileiro era quem, no Brasil Colônia, trabalhava com a extração do pau-brasil. É isso, Brasil?

É por aí, mas não é tão simples assim, nem exclusividade dos nascidos no Brasil. Vale lembrar que há outros (poucos) gentílicos que também possuem o sufixo -eiro como mineiro (de Minas Gerais), campineiro (de Campinas-SP), pantaneiro (do Pantanal), jacarezeiro (de Jacaré dos Homens-AL), iporangueiro (de Iporanga-SP), redondeiro (da vila Redondo, Portugal) e santiagueiro (de Santiago de Compostela, Espanha).

Bem, mas veja como nossa etimologia é mais maneira! (‘Maneiro’ trabalha com mano?)

Desde o século XIII, os europeus conheciam uma árvore asiática, a ‹Biancaea sappan›, cuja resina vermelha era usada como corante. Vermelha como brasa, seu nome vulgar, em português, era ‘brasil’.

Tão logo os lusitanos por aqui chegaram, em 1500, já descobriram que a ‹Paubrasilia echinata› poderia substituí-la – afinal, são espécies da mesma subfamília. Então, o que os tupis conheciam como ‘imbirapitanga’ (pau vermelho), os portugueses chamaram de pau-brasil (‘brasil’, de ‘brasa’). A extração do pau-brasil se iniciou já em 1501.

Os portugueses até rebatizaram a terra recém-invadida com Terra de Santa Cruz, mas, lá por 1530, nossa região era popularmente conhecida como ‘Terra Brasilis’, a terra dos paus-brasis.

Daí para frente, o povo que aqui viva, especialmente a população indígena, era chamado de “os brasis”. Logo em seguida, assumimos os gentílicos com sufixos clássicos; éramos “os brasílicos”, “os brasilianos”, “os brasilenses” e “os brasilienses” – este último designa hoje os nascidos na cidade de Brasília.

Já no século XVI, o termo ‘brasileiro’ surgiu. Inicialmente, era o nome da função dos portugueses que se ocupavam na extração do pau-brasil. Vemos aí o sufixo -eiro denotando a atividade do sujeito. Tão logo no seu aparecimento, ‘brasileiro’ apareceu já como uma palavra altamente pejorativa, praticamente um xingamento. Os tiradores de pau-brasil eram, geralmente, homens criminosos banidos de Portugal. Ninguém queria ser chamado de ‘brasileiro’.

Esse “insulto” assim permaneceu por décadas e décadas. Numa fala muito curiosa, o próprio Dom Pedro I, antes da independência do Brasil, segundo o relato de seu conselheiro, o padre Belchior Pinheiro de Oliveira, comentou: “As Cortes me perseguem, chamam-me, com desprezo, de Rapazinho e de Brasileiro”. Eita!

Acontece que, muito antes da época da independência, em meados do século XVII, o tráfico de pau-brasil diminuiu (já não era mais tão rentável) e o termo ‘brasileiro’ foi deixando de ser depreciativo. O frei Vicente de Salvador, considerado o primeiro historiador brasileiro, foi também o primeiro a tratar o nascido no Brasil como ‘brasileiro’, na sua obra “História da custódia franciscana do Brasil”, na década de 1600.

Entre 1821 e 1822, o jornalista Joaquim Gonçalves Ledo, no periódico ‘Revérbero constitucional’, que pregava a independência do Brasil, usou e assim popularizou ‘brasileiro’. Esse novo uso para a palavra se consolidava junto a uma gradual formação de identidade nacional. O brasileiro já se via como ‘brasileiro’. Tanto foi que D. Pedro I, no andamento da independência do Brasil, já passara a empregar o gentílico com orgulho: “Brasileiros, a nossa divisa, de hoje em diante, será Independência ou Morte!”

Assim foi, bem resumidamente, o processo de ressignificação da palavra ‘brasileiro’. Bom, mas se você for um daqueles chatos que censuram as palavras por conta de sua origem, deixo a questão do ‘brasileiro’ para lhe ser avaliada. Quem sabe prefira os termos ‘brasilense’ e ‘brasiliano’, que ainda são abonadas pelos dicionários. 🤷‍♂️

📚 Referências: ‘‘Brasileiro’, a palavra, já nasceu pegando no pesado’, por Sérgio Rodrigues, na revista ‘Veja’ (abr. 2013); e ‘Brasil e brasileiro: origens das palavras’, por Laércio Becker, na página ‘Webartigos’ (abr. 2015).
📸 Figura: ‘Terra Brasilis’ (1519), do Instituto Cultural Banco Santos (2000).
🗣️ Sugestão: muitos leitores.

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