28/03/2026
A Academia Cabofriense de Letras fez da ###V Semana Teixeira e Sousa, neste 27 de março, mais do que um encontro: fez dela um território de palavras vivas, onde o tempo não apenas passou, demorou-se. Ali, a memória respirou literatura, e o legado de Antônio Gonçalves Teixeira e Sousa não foi apenas lembrado, mas revivido como presença pulsante, como raiz que ainda sustenta e floresce.
Teixeira e Sousa, pioneiro, homem de letras que ousou escrever quando o Brasil ainda aprendia a se narrar, ergueu com sua obra não apenas histórias, mas possibilidades. Em sua escrita, há o gesto inaugural de quem abre caminhos em solo ainda inexplorado, e é esse gesto que, ainda hoje, ecoa. Celebrá-lo é reconhecer não só o passado, mas a permanência de uma voz que resiste ao esquecimento, que insiste em dizer que a literatura brasileira nasceu também das margens, da coragem e da invenção.
Nossos acadêmicos abrilhantaram o evento. Foram presença que ilumina, verbo que ecoa, sensibilidade que atravessa. Cada um, à sua maneira, teceu fios de cultura no tecido já rico dessa celebração, transformando encontros em permanência e instantes em memória.
Andrea Rezende trouxe a delicadeza que traduz o sentir; Eloise Gomes fez da palavra um espelho de alma e intensidade; Leo Do Blimp imprimiu personalidade e vigor às expressões; Paulo Orlando Dos Santos carregou consigo a solidez de quem constrói pontes entre o passado e o presente, como quem entende que tradição não é peso, mas continuidade; Rosana Andreia DA Soares bordou sensibilidade em cada participação; Rosana Silva fez florescer a escuta e o afeto; Vinicius Figueira deu ritmo e presença ao movimento literário, pulsando como verso em voz alta; Zuleika Crespo envolveu o público com sua força e elegância; e Luciane Quintanilha somou sua presença com a firmeza serena de quem cultiva a palavra como quem cuida de um jardim, com paciência, entrega e luz.
À frente, conduzindo com firmeza e dedicação, a presidente Rose Fernandes reafirmou, com sua atuação, o compromisso da Academia com a arte, com a história e com o futuro da literatura, como guardiã de um legado que não se encerra, apenas se reinventa.
Assim, em Cabo Frio, entre vozes, páginas e encontros, a Academia não apenas esteve presente, fez-se inesquecível. Porque onde a palavra encontra abrigo, o tempo se curva, e a memória se eterniza.
Seguimos, porque a palavra não se encerra: ela permanece, ecoa e floresce. 📚✨