06/10/2017
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Boa noite! Após alguns dias para recuperar o fôlego, e muita correria para pôr o serviço em dia (ainda correndo por aqui), Daniel na área para falar um pouco sobre tudo, ou seja, as nossas DICAS para quem quiser fazer o caminho.
Vale lembrar que são dicas baseadas na nossa experiência, então, É ÓBVIO que o que serviu pra mim pode não servir para você, mas é melhor uma dica que ficar no escuro, certo?
Vamos lá então:
EQUIPAMENTO:
- Água: nós levamos cerca de 2,5l de água, divididos em garrafinhas. Poderia ser apenas aquelas de plástico, de água mineral, mas levamos também duas da Tupperware, serviram bem. Não achei necessário ter o Camelback, nem outros equipamentos mais refinados, para esse percurso que fizemos;
- Alimentação: nós levamos muitas barras de cereal e proteína, serviu bem. É interessante levar para fazer um lanche rápido no meio do caminho, nem sempre há um local - barzinho, comércio ou vilarejo - para se comprar, então ter algo para beliscar enquanto não se chega à parada mais próxima é uma boa;
Bolhas: não levei, e graças a Deus o nosso amigo Calixto tinha, a RIFOCINA. Leve, não custa. E leva agulha e linha também, para secar as bolhas de maneira mais natural. NÃO RASGUE A PELE DA BOLHA, NUNCA!
- Cajado: na trilha eu percebi que o peregrino não precisa de um cajado. Precisa de DOIS CAJADOS! Pode não parecer, mas um cajado é uma terceira perna, e alivia peso das costas e pernas no trajeto. Com dois cajados, esse alívio é ainda mais eficiente, e ajuda a manter o ânimo após horas de caminhada. Se não houvesse cajados, eu certamente subiria a Serra da Luminosa engatinhando!
- Calçado: apesar de eu ter um tênis para trilha, nos últimos dias da preparação aqui em Brasília, caminhando com ele, senti que não seria uma boa levá-lo, e acabei indo com meu tênis Asics Gel Nimbus, comprado em 2015. O meu GRANDE, ENORME ERRO foi, apesar de o tênis estar amaciado, havia quase um mês que eu não o calçava. Logo, meu pé não se adaptou a ele no desgaste, e sofri bastante com bolhas no calcanhar. Meu conselho: TÊNIS, pra mim, é o melhor calçado para a época seca do ano, mas treine com o calçado que você vai levar!
Nessa a Carla se deu bem: apenas uma bolha no dedo mínimo do pé direito.
- Descanso: procurem dormir bem. As distâncias devem ser medidas para se chegar em horário hábil na pousada/cidade pretendida, sem desespero ao final do dia, quando se está esgotado. Para efeito de estimativa, nós treinamos sem mochilas, caminhando a uma velocidade média de 6 km/h; com as mochilhas, na trilha, antes da Luminosa, estávamos a cerca de 5,3 km/h, e depois nossa média, comigo já mancando, caiu para cerca de 4 km/h. Assim, saindo cedo (5:30 da manhã é um ótimo horário, está fresco, úmido e o nascer do sol é um espetáculo), pode-se caminhar 25km em cerca de 7 horas, já contando com paradas;
- Farmácia: leve esparadrapos, fita microporo, rifocina, agulha e linha, remédio para dor e/ou antiinflamatório; algo para o estômago, caso passe mal; gelol ou semelhante, além de seus medicamentos de uso comum, se for o caso.
- Higiene: leve seu equipamento de higiene pessoal, lógico! Ouvi dizer que há pessoas que não levam sequer sabonete, então achei que valia a pena citar;
- Mochila: obrigado meus amigos Eliana Numazaki e Gustavo Matte Russomanno por ceder gentilmente suas ótimas mochilas! Foram perfeitas. SEMPRE procurem por mochilas para trilha, por serem desenhadas para serem confortáveis e distribuírem bem o peso na lombar, liberando as costas.
- Pousadas: as que ficamos: Pousada da Praça em Paraisópolis, Dona Inês em Luminosa, Refúgio dos Peregrinos em Campos do Jordão e a Pousada do Carioca, em Aparecida.
(continua...)