08/07/2023
Me diga:quantos vazios você tem tentado preencher na vida?
Geralmente esses vazios são alheios, não seriam sua carga de vida e ajudar ao próximo muitas vezes interrompemos o sofrimento necessário para seu despertar, são estes os sinais de sofrimento para lhe tirar da zona de conforto do seu processo de auto sabotagem.
Muitas vezes aos olhos nus, não enxergamos o chamado de Deus, isso vem como aprendizagem desde a sua geração, o sofrimento vem desde o despertar para vida. O amor, o ódio, o sofrer. Sempre tentamos amenizar a dor, gerar o conforto.
Termos empatia, mas até aonde podemos ir?
Então vamos ao berço materno.
Saiba que o primeiro sentimento de um bebê é o ódio pela mãe, depois o amor.
Descordam? Até por ser muito forte a palavra, mas experimente então demorar 3 minutos sem dar o leite materno ou demorar a responder ao seu chamado por uma troca de fralda.
Nosso instinto psíquico ele é um emaranhado entre ódio e amor em sua conjuntura, isso porque ele é o incapaz de se suprir sozinho. Enquanto estava na bolsa gestacional a sua satisfação era suprida automaticamente sem o temor de ter você como necessário.
Enquanto a mãe é só amor, dedicação, bajulação a tentar o convencer com palavras: “eu já estou indo, calma”, “eu já ouvi, já sei o que quer” ela terá que escutar somente seus gritos aos quatro cantos, o seu ódio. O despertar do desespero, que a deixa noites muitas vezes em claro, com um sono abreviado, com seus mamilos doloridos, ela só passará amor. No primeiro dia, até a respiração mais forte lhe acorda. Quando o bebê poder entender que você é a cordão umbilical fora da bolsa, a partir deste momento, nascerão os sorrisos frouxos e lá o amor materno será recíproco, maiúsculo, seus churros serão uma sinfonia de Beethoven. O amor e o ódio é só uma pequena abreviação de tempo!
Paulo Freire