30/10/2013
Eu escolhi o Bodybuilding ou o Bodybuilding me escolheu?
Dentre todos esses anos nesse fantástico esporte, eu me pergunto: O que aconteceu para que eu fosse tão viciado nisso? O que aconteceu comigo para que isso fizesse parte da minha vida de forma incontrolável? Será que eu escolhi viver isso tudo, ou será que faz parte de um plano maior?
Lembro da primeira vez que entrei em uma academia. O cheiro do ferro, o bater das anilhas e o ambiente inclausurado. Aquilo me dominou como uma hipnose ou um vírus que tomou meu corpo e alma por completo. Não pensava em nada mais. Comecei a ler sem parar. Como melhorar meu físico e como levantar mais peso.
Toda a dor, toda a disciplina, toda a dedicação... Isso nunca tem um fim. Teve um começo sim. E dele me lembro com ternura. Todos os momentos que o ferro foi uma terapia pra mim, todos os momentos que ele me impondo tanta dor me livrou de sofrer tanto pela dor. É quase contraditório. Uns entram nesse esporte porque não se sentiam bem com o corpo. Caras magros, caras gordos, caras inseguros. Outros entram para serem mais fortes para o mundo, para serem mais fortes para si mesmos.
Com tanto preconceito que quem vive esse esporte já viveu, continuar nele já é uma batalha vencida. Vencer a cada dia uma jornada de treino intenso, de boa alimentação e de bom descanso tendo todos os afazeres e rotinas de uma vida normal... Isso é a vida de um verdadeiro guerreiro e construtor de corpo - bodybuilder. Construir um corpo a vida inteira, construir uma boa base, construir uma família e construir uma vida. Isso tudo é igual. Tudo tem os mesmos sacrifícios.
Não somos médicos, não somos advogados, não somos pais de família, não somos jovens sedentos pela vida... Não somos mulheres, não somos aquele menino gordo que foi zoado no colégio... Ou aquele garoto que não gostava do próprio corpo. Aquela garota introvertida... NÓS SOMOS TUDO ISSO, E SOMOS FISICULTURISTAS!
Hoje não comi batata-doce, hoje não fui a academia. Hoje pensei olhando a chuva o que me tocou nesse esporte. Se foi a superação, se foi uma fuga, uma válvula de escape. Hoje o que importa é que isso salvou minha vida. Saber que eu posso construí-la e que SÓ DEPENDE DE MIM.
Obrigado a todos os amigos que me acompanham nessa jornada, e quem não está nela... Vamos comigo! Você pode não querer competir, mas o ferro molda o caráter, molda a alma, traz saúde e longevidade. E o mais importante...
O ferro diz quem você é.