15/08/2020
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TEREZA DE BENGUELA
RAINHA DO QUILOMBO DO PIOLHO, OU QUILOMBO DO QUARITERÊ
Hoje vamos falar um pouco sobre a raínha Tereza de Benguela. Um exemplo de mulher guerreira, que não se submeteu ao sistema escravista no Brasil. Lutou até o seu último suspiro de vida pela sua tão sonhada liberdade e pela liberdade do seu povo. Uma quilombola que viveu no século XVIII. Sucessora do seu marido Zé Piolho no quilombo do quariterê , nos arredores de Vila Bela da Santíssima Trindade, Mato Grosso.
BRASILEIRA OU AFRICANA?
Não sabemos ao certo se Tereza nasceu no Brasil ou em Benguela. Segundo alguns pesquisadores ela já habitava as terras do Mato Grosso desde a sua infância.
A VIDA
Esposa de Zé do Piolho, rei do quilombo do Quariterê. Tereza sempre esteve ao lado do marido nas decisões políticas. Quando Zé do Piolho morreu em uma das batalhas de tentativa de tomada do quilombo, por parte da Corôa Portugesa. Tereza assumiu o comando da comunidade quilombola.
VINTE ANOS DE LUTAS
O seu reinado durou duas décadas de (1750-1770). Foi uma líder nata. O quilombo do Quariterê cresceu em todos os sentidos no seu governo. Houve organização e preparação no seu exército de guerrilheiros, fortaleceu a estrutura política, cresceu a economia administrativa do Quilombo, reforçou o sistema de defesa com armas de fogo.
SOCIEDADE E ECONOMIA DO QUILOMBOLA DO QUARITERÊ
A estrutura social que havia no quilombo, fazia do mesmo uma fortaleza com direito a parlamento e conselheiro para rainha. A economia do quilombo era baseada no algodão, lá se platavam, colhiam e faziam tecidos que eram comercializados fora dos quilombo, geralmente trocados por alimentos, especiarias e armamentos.
OS HABITANTES DO QUILOMBO
O Quilombo do Quariterê em Cuiabá, ficava próximo à fronteira de Mato Grosso com a Bolívia. Essa localização proporcionou uma migração em massa, tanto de índios brasileiros, quanto índios bolivianos para a comunidade Quilombola. Esse fato proporcionou um aumento expressivo na população, no exército e no número de trabalhadores dentro do quilombo.
O ATAQUE AO QUILOMBO E A DESTRUIÇÃO
No ano de 1770. A Corôa Portuguesa, enviou um poder de fogo ao Quilombo, chefiado por Luiz Pinto de Souza Coutinho que destruiu a comunidade.
A PRISÃO DE TEREZA DE BENGUELA E O SEU SUICÍDIO
A Raínha Tereza foi presa, dizem que haviam constantes torturas com a mesma, e os seus companheiros negros e índios que foram presos junto com ela. A destruição do quilombo, as constantes humilhações com os seus companheiros, foram motivos suficientes para levarem Tereza a se suicidar antes do seu julgamento. Tirar a própria vida foi a forma de alcançar a tão sonhada liberdade. Tereza morreu pelas suas próprias mãos. Não proporcionou em momento algum aos seus inimigos, o gosto da vitória que eles tanto queriam.
TEREZA NA HISTÓRIA
O dia 25 de julho é instituído no Brasil, pela Lei número 12.987, como o Dia Nacional de Tereza de benguela e da mulher negra. Acredita se que a sua morte corresponde ao dia 25 de julho de 1770
Observação;
(A foto capa do texto, foi extraída de um livro sobre a mesma. Não sei se a nossa personagem fato tinha esse perfil a nossa personagem)
FONTES. CREDITOS;
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ANTROPOLOGIA 25ª Reunião Brasileira de Antropologia, Saberes coloniais sobre os indígenas em exame: relatos de viagens, mapas, censos e iconografias Quilombos, Cabixis e Caburés: índios e negros em Mato Grosso no século XVIII. Maria Fátima Roberto Machado Deptoº de Antropologia – UFM