28/10/2020
Nossa experiência aquática começa na vida intrauterina onde passamos nove meses em um ambiente seguro e totalmente cercado por água.
Flutuando no útero, nossas experiencias são agradáveis, sentimos apoio, conforto. Nos primeiros meses o bebê tem a capacidade de lidar com a água, buscando vivenciar essas experiências intrauterinas que foram prazerosas e muita das vezes os pais por algum receio ou até mesmo insegurança deixa de explorar esse momento aquático com o bebê, o tomando um momento somente para higiene.
Mas o que isso afeta quando a criança vêm para as aulas de natação?
Essa barreira criada faz com que a criança perca aquelas experiências agradáveis que tinha e sinta um grande incomodo em relação à água na região da face, em consequência terá muito medo de realizar a submersão da cabeça, que é o centro nervoso do corpo e também gerará tensão quando posicionado de costas devido a água passando pelo ouvido. Engana-se quem acha que usar óculos de natação resolverá o problema, pelo ao contrário, a adaptação polissensorial é feita sem a utilização dos óculos, com respingos e 'chuveirões até a criança voltar a se familiarizar com a água e sentir novamente a experiência quando estava na vida intrauterina. Esse processo é muito importante e é a primeira estratégia a ser utiliza pelo professor de natação, antes de iniciar as respirações e submersões.
Então tarefa de casa para os papais: vocês devem dar continuidade e fazer a adaptação polissensorial - deixar a água escorrer pelo rosto, passando pela cabeça, pela testa, olhos, nariz e boca... nada de usar toalha para limpar a água do rosto ou aqueles chapéus de proteção. O banho é sim um momento de limpeza, mas também de prazer, onde é possível relaxar e o mais importante, ajudará o professor de natação dar continuidade no trabalho com mais consistência.