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Dicas das novas regras.
29/06/2018

Dicas das novas regras.

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09/08/2016
ASPECTOS PSICOLÓGICOS DO VOO            O Parapente é um esporte radical que difere dos demais por utilizar pouca força ...
16/06/2016

ASPECTOS PSICOLÓGICOS DO VOO

O Parapente é um esporte radical que difere dos demais por utilizar pouca força física e demandar um grande esforço cognitivo. Nesse sentido faz-se necessário uma análise psicológica, visando sua maior compreensão dos processos envolvidos, para se obter um maior rendimento no voo.
O fato de decolarmos para o voo gera automaticamente uma tensão, que por consequência dependendo do seu nível, pode afetar a nossa atenção.
Em aspectos gerais, a pré-decolagem favorece um nível de tensão acentuada, que pode variar, dependendo da intimidade e prática do piloto com o seu equipamento. Essa tensão se faz necessária, uma vez que, o estado de alerta ativa importantes sistemas imunológicos do nosso corpo aumentando o grau de seguraça. Mas cuidado! Estar atento é diferente de estar tenso. Um nível muito alto de tensão gera uma diminuição na atenção, a tensão exacerbada advém da insegurança. Como sempre coloco aqui, existe a necessidade de conhecer o seu equipamento, fazer uma correta leitura meteorológica e conhecer o relevo da região do seu voo, esses aspectos reduzem consideravelmente o nível de tensão, deixando apenas o processo saudável desenvolver-se.
O praticante de cross deve sempre voar com o pensamento positivo, ou seja, deve estar focado em atingir o seu objetivo planejado. Dessa forma ressalto a importância do planejamento para o cross, o planejamento da rota, meteorologia, pousos alternativos e conhecimento prévio da região onde se deseja voar.
Devemos voar com foco, muitos pilotos com o sonho de voar os 50 Km planejam o seu voo até esse ponto, entretanto num dia clássico de voo onde seria possível voar 100 Km, esses pilotos perdem o seu foco ao final dos 50 Km voados. Com isso perdem a oportunidade de voar os 100 Km possíveis. Uma boa dica é planejar um passo à frente, se o objetivo é voar 50 Km planeje 100 Km de voo, se o objetivo é voar 100 Km planeje 200 km. Verifique sempre a rota e a distância do record local de cross, esse procedimento dá uma boa ideia do potencial da região.
Ao decolarmos é comum apresentarmos um nível maior de tensão, no entanto, após alguns minutos de voo essa tensão vai diminuindo dando lugar a atenção. Começamos assim a fazer parte do novo sistema que se apresenta, percebendo urubus, térmicas, gatilhos, o efeito e a direção do vento, o mais importante é estarmos conectados com a natureza e sensíveis as suas mudanças.
O voo livre é sempre uma competição com sigo mesmo, uma busca pessoal, um desenvolvimento singular. Dessa maneira, a maturidade no julgamento de cada decisão determinará, de forma significativa o sucesso do seu voo.

Bons Voos !!!

Alexandre Malcher

01/05/2016

A etapa do Campeonato Brasileiro de ASA DELTA mais concorrida da temporada, espera a sua visita para acompanhar um verdadeiro show no céu da região.

Serão 8 dias de competições, reunindo os melhores pilotos do Brasil.

De 30 de Abril a 7 de Maio no Pico do Gavião
Participe, traga sua família
Decolagens entre 11:30 e 14:30 hrs

Entrada para visitantes a R$ 10,00
(crianças de até 12 anos e idosos, entrada franca)

O Pico do Gavião está localizado na Serra da Mantiqueira, divisa de estado, entre Andradas MG e Águas da Prata SP

Para assistir a competição ao vivo basta acessar o link da nossa câmera
https://www.facebook.com/picodogaviaoesporteseaventura/app/386517378148421/?ref=page_internal

28/04/2016

Alados,
últimos dias para participação na pesquisa!

Por favor responda ao questionário clicando no link abaixo, ele é breve, sua participação é muito importante para nosso esporte.

http://goo.gl/forms/Erzxgt5mTJ

14/04/2016
12/03/2016
12/03/2016
Voando Térmicas com Eficiência (Herik)Dicas para alcançar os céus - vôo livreDa mesma forma que o vôo de ascendente orog...
11/03/2016

Voando Térmicas com Eficiência (Herik)

Dicas para alcançar os céus - vôo livreDa mesma forma que o vôo de ascendente orográfica, o popular LIFT, voar as térmicas eh um processo de 3 etapas. Primeiro você tem que escolher um horário apropriado para decolar. Então, você deve procurar uma térmica adequada.Finalmente, você precisa fazer o melhor uso possível da ascendente que esta térmica proporciona.

ESCOLHENDO A MELHOR HORA PRA DECOLAR: Também como no vôo de lift, acertar o melhor horário pra se decolar começa observando-se o movimento da vegetação a medida que a térmica sobe o morro. Quando decolando para o vôo de térmica, não se deve esperar que a térmica atinja a decolagem para se decolar. Ao contrario, quando localizar uma térmica aparentemente adequada, decole ligeiramente antes que ela o alcance. Esteja preparado para ser forcado pra fora da mesma quando adentra-la. Cronometrar os ciclos térmicos que passam pela decolagem ajudam-no a decolar no horário apropriado.

Existe um método ainda mais simples pra se decolar em vôo de térmicas. Infelizmente este método só pode ser utilizado em circunstâncias limitadas. Se um piloto estiver voando à frente da decolagem e abaixo, e se ele estiver subindo e também se você calcula que pode chegar até ele, chegando por cima, garantindo a pegar aquela térmica. Naturalmente você deve calcular o quão o piloto esta subindo pra evitar chegar por baixo e talvez por baixo da térmica.

LOCALIZANDO TÉRMICAS ADEQUADAS: Utilize seu conhecimento de térmicas, poderes mentais, enfim, toda evidencia disponível para localizar as térmicas que irão te ajudar a atingir seus objetivos ascensionais.

DEDUÇÃO LÓGICA: Através de seus conhecimentos e experiência conclua onde achar as térmicas utilizáveis. Entenda o máximo do processo de formação das térmicas, como são estruturadas, o que causa seu desprendimento, e como elas se transformam à medida que sobem e quando morrem. Analise o melhor possível uma situação encontrada e deduza onde existe maior probabilidade de encontrar sustentação. Pergunte-se: Onde estão os pontos de desprendimento? Onde existe ar quente sendo acumulado? ( Lembre-se, pontos de desprendimento são tão importantes quanto fontes de aquecimento, especialmente em dias de vento forte) Quão úmido esta o ar? Esta movendo-se? Em que direção e a que velocidade? Suas respostas e alguma lógica te levarão às proximidades das térmicas. Quando quer que esteja numa térmica, procure focalizar o ponto de desprendimento que a produziu. Se for capaz de localizar a fonte note sua posição relativa à ela, desta maneira será mais fácil localizar térmicas futuras partindo de pontos de desprendimento. Continue verificando o quanto a térmica está sendo arrastada à medida que sobe, desta maneira também poderá checar para as futuras o quanto a térmica deriva com a altitude. Sempre tenha em mente que os fatores que controlam a deriva também podem variar com o tempo, e térmicas mais fortes derivam menos que as mais fracas.

INDICADORES VISUAIS: Às vezes você vera sinais que confirmam ou centralizem suas deduções lógicas. Alguns sinais indicam térmicas se desprendendo. Por exemplo se você vê poeira, bandeiras, fumaça de fontes diferentes, convergindo para um mesmo lugar ao invés de derivarem com o vento, será muito provável que o ar esteja subindo neste ponto. (Analogamente, se divergirem do ponto a probabilidade será que o ar acima esteja afundando). Em áreas com vegetação, você poderá ver capim alto ou árvores movendo-se independentemente do vento, tal movimento deve indicar uma térmica desprendendo-se. Infelizmente apenas percebemos esta movimentação a baixa altura.

ABOBADAS DE POEIRAS: Protuberâncias arredondadas no topo de camadas de inversão são provocadas por térmicas desprendendo-se. Estas protuberâncias desaparecem rapidamente após o cessar da térmica, portanto eles são sinais virtuais de uma térmica existente. Você identificara estas protuberâncias ou mesmo colunas térmicas mais facilmente através de óculos solares, tipo ( Eagle Eyes). Lentes verdes ou azuis dificultam esta visão.

NUVENS: As fontes mais férteis para indicação de térmicas são as nuvens. Elas são como grandes postes sinalizadores nos céus, assinalando sustentação muito confiável nos seus estágios de formação, um pouco menos quando amadurecem.

(Lembre-se existe um intervalo significante entre o desenvolvimento da térmica e da que ela produz). Se estiver a alguma distancia de um grupo de nuvens, escolha a melhor com a base mais bem definida. Se você não identificar o estágio em que uma térmica está, use o tempo que gasta enroscando para determinar se ela esta formando-se ou desmanchando-se. Se você estiver alto o suficiente escolha a nuvem com as bordas mais agudas e bem formadas dentre aquelas com a base muito grande em relação à abobada. Em alturas mais baixas escolha a nuvem com base mais escura e curvada pra cima. Se quando aproximar-se da nuvem constatar que sua base esta convexa, a nuvem esta se desfazendo e você devera escolher outra. Nuvens de tempestade com sua turbulência violenta, sucções poderosas e afundamentos fortíssimos devem ser evitados sempre. Nuvens de alto nível indicam escassez ou térmicas fracas. Procure térmicas a barlavento, sempre, num buraco azul em uma camada de estrato.

SINAIS: Alguns sinais eliminam a necessidade de dedução lógica porque eles dão a evidencia concreta de onde a sustentação está, não onde ela deveria.

Térmicas fortes algumas vezes carregam folhas, poeira, pedaços de papel e outros fragmentos e tornam-se visíveis.

Em áreas que contem areia seca ou pó, formações fortes e turbulências assemelhando-se a pequenos tornados e comumente chamados Dust Devils, freqüentemente carregam partículas quando sobem, criando uma sustentação visível. Dust Devils são achados mais comumente perto do chão, embora tenha-se conhecimento de atingirem mais de 3000 mts do solo e sua ascendente prolonga-se consideravelmente mais alta. A pressão do ar se reduz consideravelmente no centro de um Dust e uma turbulência extremamente forte pode existir ao longo da parede deste centro, principalmente perto do chão. A ação de Dust Devils implicam numa montagem de asas muito seguras no chão. Muitos pilotos aprenderam esta lição da maneira mais dura: assistindo um Dust destruir sua asa. Pilotos de planadores acreditam que a sustentação mais forte num Dust encontra-se fora do centro de poeira do Dust. Um outro indicador visual é a fumaça, assinalando uma térmica fabricada pelo homem que pode ou não ser usada. Fumaça também pode ser um indicador de térmicas se você ver uma fumaça repentinamente virando para barlavento uma térmica provavelmente passou nesta direção.

Finalmente se avistar outros usuários de térmicas (planadores, asas deltas, pássaros que não estejam batendo asas) circulando e ganhando altura, não existe duvida de onde esta a térmica. Qualquer térmica usada por um planador é adequada para asas deltas, com rara excessão. Um planador pode ganhar altura em térmicas marginais que são muito grandes e lentas para serem usadas por nos. Entretanto, planadores raramente usam estas térmicas: com sua performance eles podem facilmente escolher melhores. Pássaros em contraste podem usar térmicas que são muito pequenas para nos. Com sua capacidade para encontrar térmicas os pássaros são sempre ótimos guias.

TENDO ACESSO AO TAMANHO E A FORÇA DA TÉRMICA: Suponha que você localizou uma térmica provavelmente perfeita, mas não tem idéia do quão grande ou forte ela pode ser. Ou, imagine que você esteja voando e uma de suas asas repentinamente elevou-se, continue a voar reto e fique atento ao vario, conte ate 3 vagarosamente, se o vario continuar indicando ascendente, a térmica será suficiente para acomodá-lo. (Contar ate três é um método bom pra quem esta iniciando-se no vôo, pilotos de competição usam a metade do tempo pra sentir uma térmica. Com pratica, pilotos são capazes de reconhecer térmicas adequadas sem qualquer contagem), se o vario registra pelo menos a mínima quanto de ascendente que você decidiu utilizar, a térmica será suficientemente forte pra você.

ENTRANDO NA TÉRMICA: Assuma que você tenha altura suficiente para circular, o próximo passo será entrar no ar ascendente oferecido pela térmica. Esteja preparado para descendente ao redor da térmica e alguma turbulência nas bordas, voe nestas áreas o mais rápido possível. Esteja preparado também para a levantada repentina do nariz da asa quando entrar na termal. O método mais comum é o de virar 90 graus para o lado que a asa esta forçando. Se possível, entre na termal acima de pássaros, asas ou planadores. Entrando por baixo você poderá se achar numa descendente sob uma térmica tipo bolha. É uma boa idéia praticar enroscar para os dois lados, nem sempre temos a opção de escolher um.

DICAS PARA ENTRAR EM UM DUST DEVIL: Devido a freqüente e severa turbulência no desprendimento, Dusts devem ser evitados perto do solo. Se você resolver entrar em um, certifique-se que tem altura suficiente para escapar da turbulência, se necessário, pelo menos 200 metros. Dirija-se para um Dust como se fosse uma térmica. Determine seu sentido de rotação e entre no sentido contrario. Prepare-se para as "pauladas".

VOANDO NA TÉRMICA: Depois de entrar na térmica ou Dust Devil, concentre-se ao Maximo, para aproveitar toda a sustentação disponível. Centre a ascendente.Logo que entrar na ascendente (e continuamente depois), procure posicionar-se de forma que o centro fique no meio de seus círculos. Num Dust, circule contra a sua rotação. Quando o seu vario não mais registrar variações em um circulo completo, você centrou perfeitamente (isto ocorre raramente).

Existe inúmeros métodos para se centrar térmicas. Eles todos parecem excelentes na teoria, mas são difíceis de serem colocados em pratica. Meu método... é o de continuar circulando simplesmente, variando o centro dos meus círculos, inclinando mais ou menos a asa sempre que eu suspeito que existem melhores sustentações. Na pratica é mais ou menos assim: Incline a asa quando a ascendente decresce e nivele sempre que a ascendente cresce.

Se estiver voando em sustentação inclinada pelo vento, você precisara variar os círculos, aumentando a perna com vento de frente à medida em que sobe. De outra forma, o vento e sua razão de afundamento combinar-se-ão, fazendo com que você saia atrás da termal. Se perder... Perder uma termal é uma experiência comum. Se você não puder achar a termal depois de perdê-la, pode ser aquela já comentada térmica bolha que "subiu" acima de você. Ou pode ter derivado com o vento, procure-a novamente.

VOE NA VELOCIDADE CORRETA E ÂNGULO DE INCLINAÇÃO CORRETOS: A melhor velocidade para se voar quando se enrosca uma termal, é a velocidade mínima da asa. O melhor ângulo de inclinação é o Máximo horizontal. O centro da termal é onde existe a sustentação mais forte, portanto parece lógico voar nos círculos mais fechados para se manter o máximo dentro do centro. Entretanto, círculos mais apertados implicam em inclinações mais verticais, que por sua vez, implicam em afundamentos maiores. Se o centro for significativamente mais forte que o resto da termal, círculos mais apertados são justificados apesar da ineficiência; se a diferença nas razoes de subida dentro da termal for menos drástica, voe em círculos mais largos para obter um melhor afundamento. Existe um ângulo de inclinação para cada térmica.

VERIFIQUE O GANHO ACUMULADO DE ALTURA: Periodicamente cheque seu altímetro para ver o ganho acumulado de altura. Em condições marginais, é inteiramente possível perder altura e não perceber, principalmente quando se esta longe de uma referencia visual.

SEMPRE TENHA UM POUCO EM MENTE: Sempre que estiver no ar, certifique-se de que exista um pouso dentro de uma razão de planeio 2/1.

ABANDONANDO A TÉRMICA: Antes de deixar a termal, tenha um plano para seu próximo passo. Nunca espere chegar na base da nuvem para decidir para onde ir. Use o tempo perdido enrroscando, para ir analisando quais nuvens estão sendo formadas ou desmanchando-se . Como regra geral deixe a termal quando sua razão de subida equivaler-se á razão de subida estimada para a próxima térmica.

Esteja sempre preparado para aumentar a velocidade quando for sair da térmica, pois devera atravessar a região da descendente o mais rápido possível, também prepare-se para a turbulência associada geralmente á saída da térmica.

RUAS DE TÉRMICAS ( CLOUD STREETS): Se você localizar uma rua de térmica e julgar conveniente voar na direção que ela segue, você só necessitara enroscar em sustentação, ocasionalmente se necessitar. Ao invés de enroscar, use a técnica do golfinho (dolphin flight). Vôo direto com aplicação de velocidades corretas, conforme a teoria das velocidades de vôo.

Se precisar voar diretamente através de uma serie de ruas de térmicas, circule nas ascendentes providas pelas térmicas e voe rapidamente através da descendente entre as ruas. Se for atravessar de uma rua pra outra, é mais eficiente cruzar num ângulo reto.

Herik Mauerberg

Parapente-Goias

YARIS-AZUL

http://hmauer.vilabol.uol.com.br/jaragua.html

FONTE: http://www.guia4ventos.com.br/artigos-e-colunas/artigos-instrutivos/383-voando-termicas-com-eficiencia-herik

07/03/2016

Conceitos para voos em térmicas. Por Asas da Amazônia.

PDF Com 55 paginas de conteúdo geral para auxiliar no voo planado.

http://www.asasdaamazonia.com.br/downloads/sabedoria_para_voar_em_termicas.pdf

FONTE: http://www.asasdaamazonia.com.br

http://www.asasdaamazonia.com.br/downloads/sabedoria_para_voar_em_termicas.pdf

A teoria Mc Cready, recebe o nome do Sr. Paul Mc. Craedy, que foi quem criou uma tabela de cálculos para ser utilizada e...
29/02/2016

A teoria Mc Cready, recebe o nome do Sr. Paul Mc. Craedy, que foi quem criou uma tabela de cálculos para ser utilizada em planadores há décadas atrás. Nos Planadores é utilizado um anel colocado sobre o variometro analógicos, que permitem ao piloto otimizar a velocidade dos vôos de distância e de competição, em função dos valores médios das térmicas do dia. Em outras palavras, se o dia não tinha nenhuma ascendente, o valor médio das térmicas seria "0".
Então o anel era ajustado em "0" sobre o variometro. Se o dia tinha um valor médio de +2 m/s, então se rodava o anel até coincidir com o +2 do variometro. E assim por diante para qualquer valor estimado para as térmicas do dia, ou da parte do dia em que se está voando.

Qual a vantagem disso?
Imagine 3 pilotos que estejam na mesma altura e ao mesmo tempo dirigem-se a uma mesma térmica. O valor médio das térmicas do dia está em +2 m/s.
O primeiro piloto voa sobre o seu conceito de melhor planeio, ajustando o mesmo de acordo com a curva polar de velocidades de sua asa. Isso será o mesmo que voar em Mc Cready "0".
O segundo piloto estima que a térmica a qual se dirige, terá um valor médio em toda sua extensão de +2 m/s e ajusta o anel de Mc Cready em + 2 m/s. Isto indicará a este piloto de que ele deve voar mais rápido em velocidade do que o primeiro piloto que está em Mc Cready "0". Este segundo piloto que voou em maior velocidade, chegará antes na primeira térmica, logicamente mais baixo do que o primeiro irá chegar. Porém quando o primeiro piloto chegar, o segundo já estará mais alto, porque o tempo que leva para ganhar altura em uma térmica de +2 é menor do que o tempo que primeiro piloto em menor velocidade levará para chegar à térmica.
O terceiro piloto decide voar muito mais rápido entre as térmicas, ignorando qualquer tipo de cálculo, voando em um valor Mc Cready, muito mais alto do que o indicado para o dia. Chegará antes do que todos, porém tão baixo, que o segundo piloto, mesmo mais lento, chegará mais alto do que ele. O terceiro piloto estará ganhando altura em baixo dele, porém o tempo para se subir em uma térmica de +2 m/s era maior do que a diferença entre a chegada do piloto 2 na térmica. Enfim o melhor piloto nesta transição, será o que estime com maior precisão qual será a média da próxima térmica e saiba voar a velocidade apropriada de sua polar com a correção do anel de Mc Cready.
O que Mc Cready não te diz, é onde estão as térmicas, como centrá-las e em que altura elas estão melhores.

Isto pode parecer simples e de baixo nível teórico, porém na prática, temos alguns problemas! A atmosfera baixa se divide em camadas, onde as ascendentes térmicas tem valores médios diferentes. Se o piloto 2 chega na térmica antes, porém em uma altura onde a térmica sobe lenta, +1,5 m/s, e o piloto 1 que voou em Mc Cready "0", chega mais alto na térmica com +4 m/s (o valor médio em toda extensão da térmica continua sendo +2), porém o piloto 1 terá se saído melhor. Quem sabe o piloto 3 que arriscou tudo em velocidade, encontre uma térmica recém saída do solo tão forte quanto os esperados +2, que lhe compense ter arriscado e corrido tanto!
Porque então falamos de valores médios das térmicas, sendo que nem todas as térmicas do dia possuem o mesmo valor médio! E muito menos elas possuem o mesmo valor médio em toda sua extensão?! Sempre haverá um fator sorte aleatório. Porém, aplicando a técnica em muitas térmicas e em um vôo longo, terá vantagem quem melhor aplicar a teoria Mc. Cready.

o conceito Mc Cready está baseado sobre o conceito "Speed to Fly", onde buscamos voar na velocidade ideal da polar da asa, este deveria ser o primeiro desafio de um piloto que deseja otimizar sua velocidade de vôo em transições. Depois de integrado, o piloto pode pensar em ir mais longe, aplicando a teoria Mc. Cready. A cada dia, aplicando a teoria, sempre aparecerão novos desafios, como por exemplo, os cálculos de planeio final!

Poderíamos completar uma prova no melhor planeio em função da polar da asa, ou seja, na velocidade de melhor planeio. Ou então subirmos o mais alto possível e ir logo com a maior velocidade em direção ao Goal! O que seria melhor?
Isto depende do valor médio da última térmica que está girando! Novamente usaremos o Mc. Cready, não para estimar a velocidade até a térmica seguinte, mas para ir ao Goal o mais rápido possível em função do valor médio da última térmica que estamos girando!

O piloto 1, sai da térmica no exato momento em que percebe que já pode chegar ao Goal em seu melhor planeio.
O piloto 2, utiliza o cálculo Mc. Craedy e decide subir mais na térmica de +2 m/s, para depois sair mais alto e atrazado, porém com maior velocidade até o Goal.
Parecerá inicialmente que o piloto 1 já ganhou a prova, porém logo o piloto 2 o alcançará e o passará.
O piloto 3 sai juntamente com o piloto 1, acelerando tanto que acaba não chegando ao Goal, pousando antes.

Tudo isto são técnicas básicas, baseadas no conceito Speed to Fly (otimização das velocidades em função da polar) e na teoria Mc. Cready. Em aprimoramento, teríamos que utilizar também um cálculo com os ventos que estão incidindo durante o vôo e que veem a afetar os resultados!



Tudo isto foi simplificado com os novos aparelhos integrados ao GPS! Eles fazem todos os cálculos, adicionando velocidade de vento e de solo, transmitindo tudo em sinais visuais e sonoros para o piloto saber quando deve correr e quando deve ir devagar. E até quando deve sair da última térmica para completar a prova!
É genial e transformou a forma dos pilotos voarem, lenvando-os muito depressa para um vôo otimizado, que até agora era uma arte, uma questão de sensibilidade de cada piloto.

Porém, tudo irá por água abaixo se o altímetro não estiver bem calibrado, se a polar introduzida no aparelho não estiver correta ou se a carga alar não foi corretamente configurada! Porque o piloto acabará obedecendo instruções erradas geradas pelo aparelho e quem sabe, voará pior do que aquele piloto que seguiu simplesmente seus instintos básicos!

Temos também que reconhecer que os parapentes tem polares bem mais curtas e inclinadas, qualquer erro com os valores não alterará tanto os resultados. Um erro de 10% voando a 40 Km/h, não produz o mesmo efeito do que voando a 200 Km/h!

Então, para usar bem estas inovações, você deve calibrar muito bem seu equipamento. Para deixá-lo bem preciso, é necessário uma boa quantidade de planeios em ar super calmo e sem vento (algo quase impossível na prática), também podemos inserir a polar de nossa asa, de forma aproximada, mediando todos os valores e eliminando os valores extremos e ilógicos. Esta polar deverá ser estimada com a carga alar com a qual você está acostumado a voar. E terá que alterá-la quando utilizar lastro. Também terão que ser consideradas a temperatura, altitude e a pressão do dia!

O que para os planadores é imprescindível, para as asas delta são úteis e para os parapentes quem sabe são excessivos! Para aproveitar ao máximo os cálculos de Mc. Cready em sua forma convencional, o vario tem que funcionar com energia total compensada, de modo que o vario marque "0" quando a atmosfera não tem nem ascendentes nem descendentes. Porém você estará baixando a taxa real de descida em sua polar para esta velocidade. E quando a térmica estiver subindo a +1 m/s, mesmo que estiver acelerando ao máximo e afundando, o vário terá que marcar +1 m/s (a energia total, revela, não o seu afundamento ou sustentação, mas sim a energia atmosférica sem a ação da asa). Enfim, indicará a real massa de ar em ascendente ou descendente ao seu redor. Muitos poucos pilotos voam com os varios configurados assim, alguns usam meio compensados e a grande maioria voam com variometros normais que indicam somente se a asa está subindo ou descendo mediante ao vôo. Mesmo utilizando estes novos equipamentos com o vario em modo normal, os cálculos realizados por ele são compensados. Desta maneira você não se sente tão estranho com a sua leitura!

Antes de se aprofundar e dedicar muito tempo para aproveitar todas as qualidades do seu novo vário, deve-se perguntar se você quer mesmo voar melhor, seguindo como um robô os instrumentos para ter ótimas vantagens sobre os outros pilotos!? Para voar melhor de verdade, estude a teoria de otimização de velocidades pela polar (speed to fly) e a teoria de cálculos de Mc. Cready, estabeleça suas polares e pratique tudo o que pode em vôos com condições distintas, estimando os valores médios, comprovando logo as taxas de acertos e aproveitando a presença dos outros companheiros, que de acordo com você, possam voar as mesmas transições em valores de Mc. Cready diferentes, para ver o que acontece! Enfim, aplique a teoria de forma prática sem prestar demasiada atenção para as flechas do vario, a não ser para a gulha do vario e para as condições do dia. Se prefere algo mais cômodo e deseja voar por "instrumento", então, deixe que as flechas decidam por você!

O que mais desfrutamos na aparição do GPS e sua integração com o variometro moderno, é a informação que eles dão referente a direção e intensidade do vento, com sua ajuda, entendemos melhor o que está acontecendo com o vento durante o vôo.

Você pode se aprofundar mais na teoría de Mc. Cready, lendo livros avançados de vôo a vela.


FONTE: http://www.dustdevil.com.br/tecnica/mcready.htm

http://www.dustdevil.com.br/tecnica/mcready.htm

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