03/09/2020
Já que hoje é dia da saudade, convido você para embarcar nessa história que foi minha experiência conhecendo e imergindo nas práticas em Yoga.
Quando entrei na universidade (UFMG) em 2012, havia uma disciplina optativa disponível para nós, alunos do curso de Teatro. Vindo de uma cidadezinha de cerca de 8,5mil habitantes, sequer tinha ouvido falar a palavra Yoga antes.
Mal sabia eu que anos depois estaria me especializando na área.
Pois bem, a convite de um amigo resolvi frequentar à aula e olha, foi identificação à primeira experimentação. Eu que sempre me interessei muito pelo corpo humano, percebi naquelas posturas a possibilidade de sentir a mim mesmo com mais carinho, expandir minha consciência, minha propriocepção, e de fazer uma verdadeira viagem por dentro do meu próprio ser.
A maneira do Paulo Baeta () falar e conduzir as aulas me fascinavam. Lembro dele contando suas histórias sobre e com o Iyengar (o grande difusor do Yoga no ocidente), suas viagens à Índia... E a maneira como apresentava-nos cada postura; era magnífico! Para além da sua tranquilidade eminente, seu olhar estava sempre atento aos mínimos detalhes: um olhar cuidadoso e generoso.
Pois bem, eis que a disciplina não seria mais ofertada na forma de disciplina optativa. O sucesso foi tanto, atraiu tantos adeptos que acabou tornando-se um curso de extensão. Toda aquela descoberta sobre meu corpo e meu ser não podia parar por ali! Me inscrevi e segui com o Paulo por mais um período... Até que recebi o convite de ser monitor de seu curso de extensão. Eu não cabia em mim de felicidade! Já me dedicava com afinco à prática, conseguia ver a evolução no meu corpo, na minha forma de percebê-lo e no meu cotidiano. Tudo parecia funcionar com mais fluidez. Os pensamentos se mostravam com mais clareza. A vida fluía.
E a partir daí comecei a ver, também, a evolução nos alunos do curso. Em um semestre, era perceptível a mudança que toda aquela bagagem lhes atribuía!
(Continua nos comentários) @ Espaço Paulo Baêta