27/02/2023
・・・
Os profissionais reclamam da falta de transparência e de justificativas para os desligamentos que estão acontecendo desde janeiro deste ano. Em janeiro deste ano, Cristiano Reis – que entrou no grupo como bailarino em 2000 e assumiu o cargo de diretor artístico em 2015 – e outros funcionários comissionados foram exonerados.
Cristiano Reis acredita tratar-se de algo que se relaciona diretamente com o mais recente espetáculo da companhia, “m.a.n.i.f.e.s.t.a.”, que encerrou as celebrações do cinquentenário com apresentações em 5 e 6 de novembro do ano passado.
"No dia 16 de janeiro, fui chamado pela direção da Fundação Clóvis Salgado e tive a notícia de que o espetáculo, que tinha reestreia programada para o dia 15 de março, seria engavetado. ‘Vamos ter que dar um passo atrás’ foi a frase que ouvi. No dia 23 de janeiro, fui demitido por chamada de vídeo, com a alegação de que o governo não tinha aprovado meu currículo”, relata.
Uma das diretoras do espetáculo, Marise Dinis, que atua como colaboradora da Cia. de Dança do Palácio das Artes desde 2004, ocupando cargos temporários, diz que já tinha assinado contrato para retomar os trabalhos com vistas à reestreia de “m.a.n.i.f.e.s.t.a.”. Ela ressalva, no entanto, que chamou a sua atenção o fato de que, durante esse processo de assinatura de contrato, Cristiano Reis não estava copiado nos e-mails.
Bailarina da Cia. de Dança do Palácio das Artes há 35 anos, Mariângela Caramati, afirma: “Estamos sem diretor artístico, numa situação de vulnerabilidade. Sucateamento e desmonte são as palavras que encontro para descrever o momento”.
A nota oficial da FCS emitida a respeito de tais mudanças diz ainda que “em 2023, a Cia. de Dança Palácio das Artes está completa, e todos os bailarinos estão trabalhando em prol da nova programação da Fundação Clóvis Salgado”.
Com informações de Estado de Minas.