13/04/2022
Ser mãe é padecer no paraíso. Quem nunca ouviu essa frase que atire a primeira pedra. O que mais vejo hoje são mulheres que tomaram pra si essa verdade e nem deram a oportunidade de correr nesse paraíso e se arriscar para saber. Mal sabem elas que você morre sim, mas pra renascer na plenitude que a mulher foi chamada pra ser.
Quem disse que toda a morte é ruim? A morte de uma semente, por exemplo, é para revelar seu propósito e essência. Na maternidade há morte sim. Morre egocentrismos, necessidade de controle, a adolescente que ainda insiste em existir no corpo da mulher de 30 anos, e a criança que fomos com suas birras, aspectos de personalidade não controlada e faltas ou desejos infantis.
Morre a semente pra existir um pomar.
Os frutos do sorriso da criança, do desejo por nossa presença como se fôssemos tudo pra ela, o primeiro dente e a primeira janelinha, a descobertas do x com som de z, o choro diante de uma frustração e o olhar como se nós fossemos a salvação alimenta a nossa alma de forma tão profunda e verdadeira que, mesmo com espinhos na planta, a polpa deste fruto nos traz cura todos os dias. Isso toda mãe pode afirmar através do pensamento “missão cumprida” que todas nós temos ao final do dia quando entramos no quarto pra ver nossa cria dormindo.
Pode ter certeza, se eu pudesse voltar ao passado eu não mudaria nada do que vivi. COM CERTEZA, sou uma pessoa melhor porque escolhi ser mãe!