06/12/2024
A FEPAFA vem, por meio desta nota oficial, expressar seu mais profundo repúdio à publicação realizada por intermédio das redes sociais oficiais da CBFA, em 05/12/2024 acerca do processo eleitoral da confederação que ocorrerá em 15 de dezembro de 2024.
Repudiamos veementemente a alteração arbitraria da modalidade de votação, que passou de virtual para presencial, sendo eleita, sem apresentação de nenhum parâmetro plausível para tanto, a cidade de São Paulo/SP, como único polo de votação.
Em que pese em nota oficial a junta eleitoral tentar de maneira rasa, falha e aparentemente baseada em diretrizes fantasiosas e desconexas à realidade logística de um país com as dimensões brasileiras, sem, ademais, levar em consideração as disparidades de fomento ao esporte nas diversas regiões do Brasil, a argumentação é inepta.
A junta eleitoral alega que a forma de garantir que todos os interessados acompanhem a integralidade do processo eleitoral é tornando a votação presencial, todavia, escolhe um local único para um pleito a nível nacional. A junta se valeu de cinismos para alegar que a igualdade foi seu foco quando da alteração e escolha da modalidade e local de votação, mesmo diante da noção inequívoca dos dispêndios que determinados votantes teriam em detrimento de outros, além da cristalina exclusão de número vultoso de eleitores.
Outrossim, não obstante a alteração ter sido realizada dentro dos limites definidos no regulamento, é ultrajante alegar que tamanha mudança se deu em tempo hábil à todos os votantes, em especial àqueles que precisarão custear seu deslocamento à sede da votação.
A junta eleitoral aparenta ignorar os princípios de democracia, isonomia e igualdade, além de estabelecer explicita disparidade de armas entre as duas chapas concorrentes, dado evidente favorecimento geográfico de uma em relação à outra.
A FEFAPA, enquanto federação nortista, que luta bravamente pela similitude de oportunidades e custas entre todos os praticantes das modalidades organizadas por si e pela CBFA, deixa explicita sua revolta com os últimos ocorridos, exigindo que a junta se retrate e reveja os atuais desígnios para as eleições de 2024.