20/03/2016
A BICICLETA E A SUSTENTABILIDADE
Ela desfila na passarela da sustentabilidade como veículo de menor custo, tanto de aquisição quanto de manutenção, o que representa economia na renda doméstica. Segundo André Geraldo Soares, da ViaCiclo, “quanto mais humanizado for o trânsito, menos o poder público gastará com hospitais, reabilitação e seguro social. Além disso, diminuindo o uso do automóvel, a sociedade também gastará menos em mitigação e adaptação ao aquecimento global”, o que destaca a economia referente aos custos sociais.
A bicicleta foi, lentamente, sendo expulsa das vias urbanas, e agora os governos se vêem diante da necessidade de construir ciclovias e ciclofaixas para sua circulação. Fora das ruas, e na situação de intrusas no tráfego, as bicicletas foram relegadas ao uso do lazer, aos finais de semana, exceto aos ciclistas entregadores de pequenas mercadorias. No início dos anos 1970, em razão das duas crises de petróleo, e também dos apelos das entidades ambientais, a bicicleta ressurgiu como opção de meio de transporte. Hoje, a bicicleta é considerada, pela ONU, o veículo mais sustentável do mundo. Porém toda a estrutura viária existente prioriza os veículos automotores, e agora precisa ser adequada para as bicicletas. Mesmo esse investimento em redes cicloviárias, além de exigir menos verbas do que vias expressas e viadutos, tende a diminuir os gastos sociais por ir contra as “deseconomias” antes discutidas. Conforme estudos, 20% do custo de um carro é pago pelo seu proprietário; o restante (efeitos da poluição, perda de tempo no trânsito, acidentes, obras rodoviárias) é pago por toda a sociedade.
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