24/08/2026
A gente protege o que custa caro.
Seguro no carro, alarme na casa, garantia no celular.
Cuidamos bem de tudo que pode ser roubado, quebrado ou trocado.
Só que nada disso acompanha você até o fim. O emprego muda. O carro enferruja. A casa passa pra frente. Tudo que você junta é, mais cedo ou mais tarde, substituível.
O corpo não. É o único bem que você não vende, não troca, não devolve. Você começa e termina a vida no mesmo — e mesmo assim ele costuma ser o último da fila a receber atenção.
E o custo desse descuido não aparece na hora. Vem devagar, em silêncio: um pouco de fôlego, um pouco de força, uma articulação que reclama. Ninguém acorda dependente de um dia pro outro. Isso se constrói em anos que pareciam inofensivos.
Por isso saúde não é gasto. É a manutenção do único ativo que carrega todos os outros. De que serve patrimônio pra quem não tem autonomia de usar?
Você pode juntar tudo, mas vai viver dentro de um corpo só - esse.