13/11/2019
Alimentação, saúde e exercícios: "Dize-me o que comes e te direi quem és", esta famosa frase é atribuída a Jean Anthelme Brillat-Savarin - advogado, político e gastrônomo francês, que publicou o livro "A fisiologia do paladar" em 1825.
Apesar da conveniência e praticidade, alimentos industrializados normalmente são ricos em corantes e conservantes, muitos possuem baixo teor de fibras e níveis elevados de carboidratos ou de sódio. Seu consumo em excesso pode estar associado à obesidade. Segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) e a OPAS (Organização Pan-Americana de Saúde), o sobrepeso já atinge mais da metade da população brasileira e mais de 20% dos adultos tem obesidade. E, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), o sobrepeso e a obesidade atingem 1/3 das crianças brasileiras. A correção destes problemas passa pela alimentação saudável e prática de exercícios.
Por alimentação saudável entende-se balanceada, isto é, composta por diversos tipos de nutrientes, além de estar dimensionada às necessidades individuais. Não à toa, algumas frases e expressões se tornaram conhecidas: "você é o que você come", "comida de verdade" ou "descascar mais e desembalar menos".
Seguem algumas dicas e informações para compreender melhor o impacto dos alimentos:
Água: equilíbrio corporal, elimina inchaços, regula a temperatura corporal, desintoxica e melhora a absorção de nutrientes. Vamos endereçar os benefícios da água futuramente.
Carboidratos: principal fonte de energia. Podem ser obtidos em frutas e cereais. Deve-se evitar os açúcares, especialmente o refinado, e derivados do trigo refinado. Quanto mais refinado, mais fácil a absorção e maior nível glicêmico. A ingestão de fontes de carboidratos deve ser acompanhada de fibras, proteínas ou fontes de lipídeos (gordura).
Fibras: regulam o funcionamento do intestino. Podem ser obtidas em frutas; leguminosas (feijão, ervilha, lentilha, grão de bico e soja); grãos, farelos e farinhas integrais. Atenção: muitos pães integrais tem pouco valor nutricional.
Lipídeos: fonte de energia secundária, de origem animal ou vegetal, ajuda a mantém a temperatura corporal e auxilia na absorção de vitaminas (A, D, E e K).
Proteínas: responsáveis pela construção de novos tecidos, favorecem à produção de hormônios, enzimas e anticorpos. Ajudam a repor os gastos energéticos das células e processos de cicatrização. Podem ser encontrados em peixes, aves e carnes vermelhas, ovos e diversos alimentos de origem vegetal, como a soja. Dê preferência a peixes e frango, evite carnes vermelhas em função da produção de radicais livres e toxinas.
Evite alimentos processados (conservas em salmoura; compotas de frutas; carnes salgadas e defumadas; sardinha e atum em lata) e ultraprocessados (salsichas, biscoitos, geleias, sorvetes, chocolates, molhos, misturas para bolo, “barras energéticas”, sopas, macarrão e temperos “instantâneos”, “chips”, refrigerantes, produtos congelados e prontos para aquecimento como massas, pizzas, hambúrgueres e nuggets) - são vilões da saúde.
Com a colaboração do prof. Roberto Façanha, cientista da computação e membro do BiCiCati.
Fontes consultadas:
https://www20.opovo.com.br/app/opovo/opiniao/2013/05/09/noticiasjornalopiniao,3053068/dize-me-o-que-comes-e-te-direi-quem-es.shtml
https://www.hospitalsiriolibanes.org.br/sua-saude/Paginas/alimentos-ricos-fibras-ajudam-normalizar-funcao-intestinal.aspx
https://www.revistaplaneta.com.br/voce-e-o-que-voce-come/
http://autossustentavel.com/2017/04/voce-sabe-o-que-esta-comendo.html
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/alimentacao_saudavel.pdf