08/02/2019
Dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe ôôôô
Dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe ôôôô
Dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe ôôôô
Mengão do meu coração...
Talvez o refrão mais conhecido de todos os cantos de torcida que faz arrepiar até mesmos os adversários, hoje já não traz em si a mesma emoção, pujança, ou outra qualquer emoção para os que vestem o Manto Sagrado e fazem parte da Nação.
Hoje a Nação amanheceu muito triste, não foi a perda de um campeonato, não foi a saída inesperada de um craque ou até mesmo a contusão de um outro que f**ará fora dos gramados por muito tempo, não, não foi nada disso.
Alguns dos nossos ainda adolescentes, de divisões menores, foram elevados a categoria de anjos, anjos que a partir de hoje também farão parte da mística de ser rubro-negro.
Fundado em 17 de novembro de 1895 para disputa de regatas de remo, o Flamengo teve definido que a data oficial de sua fundação seria o dia 15 de novembro, para, assim, coincidir com o feriado nacional. Sua participação no futebol iniciou-se apenas no final de 1911, após um racha no Fluminense.
123 anos de história com muitas glórias e também tristezas, quantas derrotas amargam em nós apaixonados pelo Flamengo nestes anos todos? Porém, a dor de hoje é muito mais profunda, é uma dor que muito tempo será necessário para que se aquiete em nossos corações.
Hoje pela manhã 10 dos nossos craques do futuro que o Flamengo faz em casa tiveram suas vidas ceifadas por um incêndio cruel, 10 vidas, 10 sonhos desfeitos, 10 famílias tragadas pela dor e pelo sofrimento.
O que dizer?
O que pensar?
O que fazer desta dor atroz?
Difíceis respostas para um tempo de grandes dores em nosso BRASIL, um tempo que requer de nós muito mais do que uma religião, requer uma espiritualidade sólida baseada no amor de DEUS e na sua justiça, ainda que para muitos seja até difícil ver a presença de DEUS em tantas dores pelas quais passa o país, mero equivoco, pois para além do nosso olhar terra-terra existe um olhar maior que sabe de todas as coisas e nos pede apenas para que reencontremos na alma a força de aquietar nossos corações e seguir adiante.
Que os meninos rubro-negros que foram arrancados da vida entre chamas possam encontrar na espiritualidade amiga a acolhida necessária para grandes campeões, cujos, nesta existência não alcançaram os holofotes das mídias e o reconhecimento da enorme nação, mas que mesmo de uma forma dolorida e sofrida fazem a partir de hoje parte da galeria de heróis rubro-negros, ao lado de tantos outros que nos deram glórias e títulos importantes, mas o que isto signif**a diante daqueles que deram a própria vida?
Que as famílias se refaçam no amor de Deus e na sua infinita misericórdia.
Que o Flamengo cresça na dura adversidade e renasça ainda mais forte a partir de uma história trágica e triste, a qual, a nossa capacidade humana de entendimento ainda não consegue mensurar em toda sua dimensão, mas é certo que o tempo senhor dos destinos dará a todos a capacidade de compreensão.
• Athila Paixão - Presente
• Arthur Vinícius de Barros Silva Freitas - Presente
• Bernardo Pisetta - Presente
• Christian Esmério - Presente
• Jorge Eduardo Santos - Presente
• Pablo Henrique da Silva Matos - Presente
• Vitor Isaías - Presente
• Samuel Thomas Rosa - Presente
• Gedson Santos - Presente
• Rykelmo de Souza Vianna – Presente
Voem em direção ao DEUS AMOR que os acolhe com festa, lembrem-se de para sempre honrar o nosso MANTO SAGRADO no Céu.
Aqui continuaremos a cantar:
Mengo, estou sempre contigo
Somos uma nação
Não importa onde estejas
Sempre estarei contigo
Com meu manto sagrado
Minha bandeira na mão
O maraca é nosso
Vai começar a festa!
Dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe ôôôô
Dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe ôôôô
Dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe ôôôô
Mengão do meu coração...
By: Francisco Sena Garcia.