15/02/2021
Não há novidade para os povos orientais que o sistema neurovegetativo é intimamente ligado à atividade respiratória, mas nos últimos anos o ocidente se abriu para investigação científica dessa relação existente, principalmente diante das experiências emocionais.
Quando vivenciamos experiências emocionais como ansiedade, estresse e depressão ocorre uma resposta do nosso sistema neurovegetativo através da atividade simpática (presente em situações de medo, fuga, excitação), devido a uma despolarização generalizada nos potenciais de membrana por todo cérebro e corpo.
Entretanto, quando é realizada uma respiração lenta e profunda, utilizada em exercícios terapêuticos e meditação, nosso sistema responde com uma ativação do sistema parassimpático (presente em situações de calma, repouso, saciedade), devido a uma hiperpolarização generalizada.
Em vários casos existe a recomendação que é necessária da utilização de fármacos como os ansiolíticos. Mas é preciso esclarecer que esse tipo de fármaco possui eficácia limitada a longo prazo, podendo desenvolver efeitos colaterais graves (reações, dependência) e atuam exclusivamente em neurotransmissores cerebrais.
Já a prática da respiração lenta e profunda, não há contraindicação e atua de tanto no cérebro quanto no corpo como um todo. Essa prática não substitui o uso do fármaco, mas pode ser uma excelente ferramenta associada ao tratamento para que não seja necessário aumento do uso medicamentoso ou agir de forma preventiva.
Assim, é proposto pela comunidade científica que a prática da respiração lenta e profunda faça parte do programa de tratamento primário da ansiedade.
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Centro Médico Jardins, sala 701.
Referência
Jerath R et al. Self-regulation of breathing as a primary treatment for anxiety. Appl Psychophysiol Biofeedback. 2015
— em Centro Médico Jardins