UBC.angra capoeira

26/04/2016

✍CONSELHO
DE HOJE:

Não permita que ninguém limite seu espaço, diminua seu valor, roube seus sonhos, atrapalhe seu sorriso, estreite seu caminho nem te impeça de avançar.
Não permita que o barulho ao seu redor seja mais alto que a voz de Deus ao seu coração. Os outros só acham, mas Deus tem certeza de quem você é, e isso já basta. Conserve o bem que você tem. Esqueça o que dói. Perdoe os que te feriram. Desfrute dos que te amam. Uma pessoa feliz não tem tudo de melhor, ela torna tudo melhor.

26/04/2016
25/04/2016

UM POUCO DE CONHECIMENTO NUNCA E DEMAIS

SISNANDO

e o começo da Capoeira Regional

Muitos foram os mestres e praticantes de forma geral que através de seus esforços serviram de ponte para a capoeira ser o que é hoje. Alguns ganharam notoriedade nesse universo e se tornaram a personificação da história dessa arte. Já outros, trabalharam quase que anonimamente mas não de forma menos importante para o desenvolvimento da capoeira.
Sempre que a questão abordada é a Capoeira Regional, sem o menor esforço lembramos imediatamente de Manoel dos Reis Machado o genial Mestre Bimba. Bimba com habilidade impar fez uma série de manobras para inserir a capoeira, ou em um primeiro momento a luta regional baiana no cenário sociocultural da época.

Um personagem chave nesse processo foi José Sisnando Lima conhecido na capoeiragem pelo sobrenome de Sisnando.
Sisnando nasceu em Crato no Ceará, e em decorrência das dificuldades locais somadas ao clima difícil da região, foi o único sobrevivente de cinco irmãos. Forte por destino, aos 14 anos já era considerado o homem mais forte da sua cidade. Tinha duas coisas em mente, estudar medicina e trabalhar com agricultura.
Em suas andanças foi praticante de jiu-jitsu, e ao chegar a Bahia para estudar medicina se interessou pela capoeira que já se ouvia falar em outros cantos do Brasil. Muito procurou aquela capoeira que lhe foi relatada, onde o sujeito capoeirista enfrentava outro armado de faca e ainda levava vantagem. Não achou!
Falando de sua procura ao cozinheiro da pensão onde morava, o mesmo lhe disse que sabia o que estava procurando e o levou para conhecer um tal de Bimba, negro alto e forte que trabalhava como carvoeiro. Bimba ainda não era afamado, e a princípio relutou em ensinar capoeira a Sisnando dizendo que aquilo era coisa de preto e não de branco. Sisnando insistiu, e Bimba propôs um teste, o lendário desafio do colar de força. Sinando então submeteu seu pescoço ao apertar do braço de Bimba por três minutos... Resistiu... ai não teve jeito, Bimba teve eu lhe ensinar a capoeira.
Sisnando então passa a ser um expoente da capoeira em outras camadas sociais, principalmente a de universitários estudantes de medicina. Conjuntamente a essa maior aceitação, Bimba com a influência direta de Sisnando insere outros golpes na tradicional capoeira, cria um método de ensino, introduz a formatura, a festa do batizado, e ainda muda o nome de capoeira para Luta Regional Baiana. Tudo isso não pensando descaracterizá-la ou em transformar a capoeira em outro algo como muitos dizem, e sim para fugir dos termos da lei que proibiam a capoeira.
Em um segundo momento, Sisnando por identificação política ou geográfica passa a fazer militâncias fervorosas para o então interventor do governo da Bahia Juracy Magalhães, que também tinha as suas raízes no estado do Ceará. Em certa passagem em uma manifestação contra o interventor, Sisnando sobe em um palanque portando um punhal e coloca manifestantes avessos a Juracy para correr. Ah segundo o próprio Sisnando, o punhal foi presente de Lampião antes que ele deixa-se o Ceará.
Juracy Magalhães sabendo do empenho desse jovem manda que o localizem e daí nasce uma grande amizade. Pouco tempo depois Sisnando assessora algumas atividades do interventor e vai morar no palácio do governo.
Essa proximidade de Juracy e Sisnando abre as portas para Bimba levar a capoeira ao palácio do governo. A partir daí, a capoeira ganha autorização legal para sua prática em lugares fechados. Bimba recebe o título de Instrutor de Educação Física e ainda a autorização para o funcionamento de sua academia sob o nome de Centro de Cultura Física e Capoeira Regional.
Além disso, Sisnando também provou o seu valor como capoeira, em diversas rodas era testado por ser o homem branco de Bimba e nunca decepcionou. Em certo feito, visitou uma academia de judô e karatê na Bahia, afirmou que a capoeira era a mais eficiente das lutas e foi prontamente contrariado pelo mestre do local. Então desafiou o mestre dizendo que enfrentaria os seus 3 melhores alunos ao mesmo tempo, e que depois de derrubar o terceiro, o primeiro ainda não haveria se levantado. Dito e feito!
Sem dúvida nenhuma o lugar de destaque e a aceitação da capoeira em diversas camadas sociais se deve a habilidade, originalidade, conhecimento e liderança de Mestre Bimba. Isso é inquestionável.
Mas não devemos nos esquecer de muitos que trabalharam arduamente para a ascensão e perpetuação da capoeira em nosso cenário sociocultural.
José Sisnando Lima é um desses, um dos mais importantes!
Como dizia Mestre Ângelo Decânio “ A Pedra Fundamental”

25/04/2016

UM POUCO DE CONHECIMENTO NUNCA E DEMAIS

Mestre Pastinha

Vicente Joaquim Ferreira Pastinha (Salvador, 5 de abril de 1889 — Salvador, 13 de novembro de 1981), foi um dos principais mestres de Capoeira da história.[1]

Mais conhecido por Mestre Pastinha, nascido em 1889 dizia não ter aprendido a Capoeira em escola, mas "com a sorte". Afinal, foi o destino o responsável pela iniciação do pequeno Pastinha no jogo, ainda garoto. Em depoimento prestado no ano de 1967, no 'Museu da Imagem e do Som', Mestre Pastinha relatou a história da sua vida: "Quando eu tinha uns dez anos - eu era franzininho - um outro menino mais taludo do que eu tornou-se meu rival. Era só eu sair para a rua - ir na venda fazer compra, por exemplo - e a gente se pegava em briga. Só sei que acabava apanhando dele, sempre. Então eu ia chorar escondido de vergonha e de tristeza." A vida iria dar ao moleque Pastinha a oportunidade de um aprendizado que marcaria todos os anos da sua longa existência.[1]

"Um dia, da janela de sua casa, um velho africano assistiu a uma briga da gente. Vem cá, meu filho, ele me disse, vendo que eu chorava de raiva depois de apanhar. Você não pode com ele, sabe, porque ele é maior e tem mais idade. O tempo que você perde empinando raia vem aqui no meu cazuá que vou lhe ensinar coisa de muita valia. Foi isso que o velho me disse e eu fui". Começou então a formação do mestre que dedicaria sua vida à transferência do legado da Cultura Africana a muitas gerações. Segundo ele, a partir deste momento, o aprendizado se dava a cada dia, até que aprendeu tudo. Além das técnicas, muito mais lhe foi ensinado por Benedito, o africano seu professor. "Ele costumava dizer: não provoque, menino, vai botando devagarinho ele sabedor do que você sabe (…). Na última vez que o menino me atacou fiz ele sabedor com um só golpe do que eu era capaz. E acabou-se meu rival, o menino ficou até meu amigo de admiração e respeito.

25/04/2016

UM POUCO DE CONHECIMENTO NUNCA E DE MAIS

MESTRE BIMBA
Ao perceber que a capoeira estava perdendo seu valor cultural e enfraquecendo enquanto luta, Mestre Bimba misturou elementos da Capoeira Tradicional com o batuque[2] (luta do Nordeste Brasileiro extinta com o passar do tempo) criando assim um novo estilo de luta com praticidade na vida, com movimentos mais rápidos e acompanhada de música.[2] Assim conquistou todas as classes da sociedade. Foi um exímio lutador e acima de tudo um grande educador, foi o responsável por tirar a capoeira da marginalidade. Praticantes dessa arte se denominam "capoeira", pois, para eles, a capoeira é um estilo de vida – ser, pensar, agir como um capoeira.

Bimba empunhava regras para os praticantes da capoeira regional, sendo elas:

– Não beber, e não fumar. Pois os mesmos alteravam o desempenho e a consciência da capoeira.

– Evitar demonstrações de todas as técnicas, pois a surpresa é a principal arma dessa arte.

– Praticar os fundamentos todos os dias.

– Não dispersar durante as aulas.

– Manter o corpo relaxado e o mais próximo do seu adversário possível, pois dessa forma o capoeira desenvolveria mais.

No vídeo "Relíquias da Capoeira: Depoimento do Mestre Bimba", um documento audiovisual em VHS produzido por Bruno Farias, o próprio Manoel comenta sobre os motivos que o fizeram se mudar para Goiânia, onde ele conseguiu mais apoio financeiro.[2] Posteriormente, em uma reunião de especialistas em capoeira no Rio de Janeiro, explica-se mais sobre o nome do esporte, sobre a criação da capoeira regional e sobre esse lendário personagem chamado Mestre Bimba.

A versão original do vídeo, veiculada em 2006 pela extinta PAM TV Florianópolis (Antigo canal 17 da TVA), acabou se extraviando. Porém, recentemente, o jornalista Bruno Farias encontrou no antigo acervo da emissora uma amostra de 2 minutos do "Relíquias da Capoeira: Depoimento do Mestre Bimba" e escreveu uma matéria sobre o assunto, publicada no site da Revista de História da Biblioteca Nacional, junto à referida amostra

25/04/2016

muitos vão querer oque vc conquistou
e muitos vão desistir ao saber o preço que vc pagou
e vamos que vamos

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