Diario de Bordo 1939

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Braga 4 Rio Ave 0 30/09/2024 O dia dos poucos que restam começou bem: almoço com a malta seguido do embalar borbulhado q...
30/09/2024

Braga 4 Rio Ave 0
30/09/2024

O dia dos poucos que restam começou bem: almoço com a malta seguido do embalar borbulhado que a água do rio leça nos traz. Excelente tarde apenas com consórcios a falar do presente e futuro da bancada quase que esquecendo o presente (o jogo que teríamos).
Na realidade ninguém esquecia, no entanto frases como “sempre fé no Rio Ave” eram ditas com a entoação de quem não está convicto e sem entoar ou fazer eco nas vozes de outros. A descrença era evidente.
Os mesmos de sempre, dirigiam-se assim à casa que é de todos para pegarmos no nosso Mercedes de 55 lugares, sentados.
Uma das mais calmas viagens que tivemos. Nem uma mini, o que não impediu que se soltasse umas gargalhadas que nos foi distraindo e num ápice, demos de frente com a fan zone do braga. Chegamos com 1 hora e 15 minutos, cerca de 100 Rioavistas, bem passada nas varandas a invejar as condições que são cedidas a outros. Digam o que disserem do Salvador, o tipo soube como equilibrar forças com o seu rival a nível de massa associativa. (Já agora, a cota mensal do braga é igual a do Rio Ave, e o lugar anual se não for igual pouco difere)
O jogo começa e a espaços lá íamos conseguindo aparecer no jogo. Quase conseguimos sacar um penálti, que para mim é ambíguo: o pisão é claro, no entanto não consigo ver o pé do Clayton claramente dentro da grande área.
Depois disso desaparecemos do jogo e quando voltamos eles já levavam 2, 3 e 4 golos de avanço. A indecisão ao meio campo foi notória e passividade defensiva gritante.
No fim do jogo abanaram-se os bilhetes brancos que nos garantiram a entrada (ainda vamos criar nova moda) enquanto um dos diretores bracejava mendigando apoio. Registou-se um record no tempo da flash do, saudoso, Carvalhal que preenchia o espaço televisivo enquanto o produtor procurava o Luís. Por motivo desconhecido, o nosso Luís recusou-se a fazer a flash no relvado e apenas 30 minutos depois, já nos dirigíamos ao Mercedes, alguém desentalou o Luís, que afirmava que a culpa era “do árbitro e da administração que lhe pôs 19 atletas em mão. Aos adeptos disse simplesmente: “paciência”.
E com paciência fizemos a viagem de regresso à casa que é de todos.
Sou um grato defensor do Luís, mas considero que por vezes é mesmo necessário “aquecer as orelhas” dos colaboradores para que de facto colaborem. Há chegada do NOSSO autocarro, foi estranha a presença policial. Quase todos saíram do autocarro de cabisbaixo, ao menos isso.
Houveram alguns apupos ao nosso Luís, dos quais participei, enquanto os pinheiros da equipa técnica e os eucaliptos do corpo diretivo especavam a ver e escutar.
Paciência!
Neste caminho, quantos jogos faltaram para o vocabulário antissemita invadir as nossas bancadas?

Sexta-feira mais uma batalha.
Hoje mais que ontem, Rio Ave sempre!

16/09/2024

Num momento em que o treinador é questionado por: não obter vitórias fora há longos dias; não praticar um futebol atraente; não fazer a equipa crescer quando recebeu uma "enchorrada" de talento. Surge um alguém, de fora da órbita Rioavista, que nos coloca lado a lado com o campeão nacional:
"Há 2 semanas fomos a casa de uma equipa que não perde em casa, salvo erro, há 1 ano"
"É dificil jogar contra estas equipas"
Obviamente, não estou com isto a dizer que somos equiparáveis ao atual campeão em titulo. O meu destaque vai para o facto de que num momento em que o ruído há volta do treinador é imenso, é curioso que alguém nos tenha em "tão boa consideração".
Continuo a achar que quem quer ver o Freire sair é uma minoria. Embora ruidosa, é minoria.
Fica-me a sensação de que: não importa o restaurante a que vamos, a comida da mesa do lado vai ter sempre melhor aspeto que a que nós pedimos.
Hoje, mais que ontem, e menos que amanhã: Rio Ave Sempre.

AVS 1 Rio Ave 014/09/2024 "-alguém me consegue apanhar junto da cepsa?(Eu)-sem problema, estou a almoçar, quando sair da...
14/09/2024

AVS 1 Rio Ave 0
14/09/2024

"-alguém me consegue apanhar junto da cepsa?
(Eu)-sem problema, estou a almoçar, quando sair daqui aviso."

Assim se inicia mais um dia de Rio Ave, e não fosse a malta no autocarro para me fazer rir, o almoço teria mesmo sido a melhor parte do dia.
Entrei na A28 às 15:15, para ir com tempo, com o compromisso de apanhar um camarada no caminho, no banco do pendura: o boné e a t-shirt. Verde e branco, "hoje é dia de vestir verde e branco" e, por isso, já serei mais feliz. Após uns 18 minutos, já me encontro no nó do outlet, é aqui que a chamada é feita, para que o camarada se dirija à verma. Este não me fez esperar, coisa que qualquer amigo faz (é melhor não dar confiança). Apanho-o, ainda fizemos uma paragem antes de chegarmos ao café onde iriamos atestar. No caminho discutiamos tática: "jogar com 3 centrais e o amine mata a nossa criatividade ao meio campo" e quando ia para estacionar, uma companha de Rioavistas aborda-me: "onde vais? Beber a esta hora? O autocarro sai às 16:00 amigo"
Eish, agora bati. 15:55. Vamos pro estádio.

Lição n° 1- se não queres perder o bus, combiba com os teus amigos ir beber finos uma hora antes da/do saída/jogo.

À entrada para os autocarros esboçavam-se os sorrisos de quem soma 2 vitórias e apenas é derrotado pelos 3. Mal entramos e já se entoavam cânticos pelo nosso simbolo. A alegria deambulava entre os rotos bancos do autocarros, por muito que nos cedam veículos cujo a/c não funciona.
Chegamos à vila eram 17:00 e aí pôde-se brindar... umas 5 ou 6 vezes. O molengador sol assim o obriga.
Ainda animados, entramos no estádio com a vontade certa para empurrar a equipa. Sempre que o nosso vento não o faça, há de fazê-lo o nosso bafo.
Não eramos apenas nós a precisar do a/c, a nossa turma também acusou ensolação.
Não sei se é o sistema em que jogam que não os favorece, mas deixar tudo em campo é o minimo. Ir à luta é o mínimo.
A bancada, bem composta e com vontade, foi adormecendo enquanto os meninos nos embalavam.
Apoio o meu clube incondicionalmente, mas é dificil animar um grupo que come arroz há 600 dias, não falta muito.
O AVS marcou um excelente golo, deverá ser o melhor da jornada, mas também pouco fez oara o merecer. Que dia aborrecido.
No final, o jogadores ouviam palmas de muitos e insultos de outros tantos. Um estádio não é uma arena de batalha, mas os nossos adeptos também tem direito a dar o murro na mesa. Além disso, 2 jogadores nossos foram dar camisolas a adeptos do AVS num jogo em que perdemos (?) Fo***se. Não se aproximam da bancada para dar uma justificação do resultado/exibição e vão entregar um tecido com o nosso simbolo a uma pessoa que provavelmente nem o respeita(?)
Que rico serviço.
Já no regresso: caras trancadas, insatisfação, e só ouvir o mais velho dizer: "oh motorista conduz direito se não ainda vais pagar tu. Vais, vais..." me anima.
Até que chegamos e agora... agora, frustrado, vou trabalhar.
Rio Ave sempre, um bom fim de semana e pqp.

FC Porto 2 Rio Ave FC 024/08/24 Um ano de dificil início: mais um jogo fora, mais um jogo contra um (dito) grande. Acord...
26/08/2024

FC Porto 2 Rio Ave FC 0
24/08/24

Um ano de dificil início: mais um jogo fora, mais um jogo contra um (dito) grande.
Acordo, após uma noite muito bem dormida, são 10:00h e num instante é hora de almoço e aí estamos: uma reserva Monteirinhos e uma de Cistus, como manda a lei! Pipo cheio, ainda lhe ajudei a digerir com um cibinho de Logan.
Sem tabaco, saí de casa a correr pra bomba - agora só fumo cigas em dia de jogo - e mal tive oportunidade: um cigarro na boca, acendendo o seguinte com a ponta deste. Maravilha! Fiz-me à estrada em direcção a Vila do Conde, onde já me esperavam 30 "verdjinhas" (uma por cada minuto de viagem) e uns quantos Rioavistas. Às 15:30h, eu e a comandita já estavamos reunidos e em preparativos para nos dirigirmos ao estádio, onde iriamos apanhar os autocarros, com saída prevista para as 16:15h.
No fim de semana passado, ganhamos 1-0 em casa aos algarvios. Sem convencer, vencemos. Isso trouxe a confiança necessária para que a viagem no autocarro fosse alegre. Enquanto uns bebiam, outros falavam. Enquanto uns falavam outros riam-se. Este é o espirito. Lá no fundo, todos sabiamos que iria ser dificilimo, isso não impediu que acreditassemos na vitória.
Se apoias um clube, rodeia-te de pessoas que o apoiem também. Esquece os teus amigos que são dos grandes em dias de jogo, esses aí não gostam de bola. Esses gostam de ser campeões de vez em quando para, com o ego inflamado, conseguirem ter uma conversa no café. Não me revejo nisso.
Futebol é local.
Chegamos ao ao estádio e procuramos um cantinho. Não chamamos por ninguém. Juntou-se a nós quem assim o desejou, quem se sente bem ao pé de nós.
Poucos mas bons, o nosso lema, o novo lema!
Infelizmente, a nossa motivação esbarrou num golo sofrido aos 18 segundos. Fomos engolidos por um estádio inteiro. 50 000 pessoas a celebrar a nossa tristeza. Qualquer tentativa de suporte à equipa, parecia esbarrar na malha que nos perturba a visão, ainda assim fizemos barulho. Prosseguiamos com a fé de quem acreditava que ainda teríamos algo a levar dali e, mesmo o segundo golo, não havia sido o suficiente para nos calar. Já na expulsão, justa, do Patrick comecei a ver os meus camaradas cabisbaixo. Daí em frente tornou-se difícil animar os Rioavistas.
Assim, aguardamos o fim do jogo, para bater palmas à equipa.
Se em alvalade não vira esforço rigorosamente nenhum, no dragão vi-os correr... mas todo o esforço parecia em vão. Resultando numa exibição que até considerei pior, relativamente à jornada 1.
Aguardamos no setor até que nos fosse possibilitado caminhar até à "camionete".
Meia duzinha de verdjinhas nos esperavam e conseguimos dar cabo da grade numa viagem que parecia curta.
Na viagem de regresso, assim como na chegada, os sorrisos eram poucos e curtos.
Acabei por jantar com mais 3 Rioavistas e, em conversas, ficamos noite dentro até às 3:00h do 25. O Rio Ave perdeu o jogo, mas sempre que se alimenta o bom ambiente entre Rioavistas, o Rio Ave ganha.
Já no Domingo, em conversa conversa com outro Rioavista, fui questionado se me arrependi de ir... Nunca.

Pelo Rio Ave, Presente.
Pelo Rio Ave, Sempre.

Sporting 3 Rio Ave 19/8/2024 Este ano abrimos as hostes na frente do campeão em título, na casa deles.Não sei como refer...
10/08/2024

Sporting 3 Rio Ave 1
9/8/2024

Este ano abrimos as hostes na frente do campeão em título, na casa deles.
Não sei como referir-me, se hoje ou ontem, mas acordei às 11:30 após 2 horas de sono, por ainda não conseguir conjugar o meu trabalho com o meu amor.
Adiante.
Dirigi-me ao take away e comprei comida para um almoço a 4, onde se iniciou a deslocação a Lisboa.
Enchi-me de carne à alentejana e reguei-a com dois príncipes, desforrando-me do jantar que saltei por não saber conjugar o meu trabalho com horários para refeições.
Terminado o almoço, entramos no meu “local” de trabalho e fomos em direção aos autocarros, chegando lá em cima da hora de partida. Todos partidos nos esperavam, e dada a adesão não houve espaço que me permitisse recuperar as 6 horas de sono em dívida no caminho. Assim fomos. Como se não chegasse o calor humano, fruto das 55 pessoas que lotavam o meu autocarro, o ar condicionado mostrava-se incapaz de combater a temperatura, quente, evidenciada pelos chorões suvacos de toda gente.
Cinco horas a rolar nos esperavam, com 2 pausas em estações de serviço para um xixi e cigarro. Desta vez, ninguém foi obrigado a conviver com a névoa causada pelo imenso fumo dos ci****os.
A viagem decorreu como previsto: Umas flechas na direção dos miúdos para nos rirmos, outras na direção da velha guarda e a grade de água do rio leça ia molhando as palavras.
O calor foi sempre doentio.
Arrivamos nas imediações do estádio as 19:15, que permitiu beber umas super na bomba laranja, adjacente ao recinto do evento, poupando assim a escassa grade que residia no autocarro.
Já dentro do estádio, cerca de 150 Rioavistas temiam o que se viria a confirmar: uma vitória folgada do visitado. Pior: fomos inexistentes no relvado durante 90% do jogo e quando demos sinais de vitalidade, já era tarde.
Assim, com a alegria de quem come um soco no baço, assisti ao final do jogo. Como se não bastasse, os parolos que se aproveitam da excursão e dos recursos do nosso clube exibiam sorrisos, aplaudiam e tiravam fotos no estádio deles, na casa deles. Escusado será dizer que por baixo das roupas formais, se escondia uma pele que, ali, contrastava com a minha.
30 minutos volvidos e estávamos autorizados a regressar ao calorento autocarro com o qual partilharíamos mais 300 kms.
As primeiras 2 horas foram sufocantes.
Digerida a derrota, miúdos e graúdos voltavam a partilhar a palavra, e alguns jogos que ajudavam a queimar o tempo que nos afastava do destino.
Chegaríamos à nossa casa às 3 da manhã, dividindo o estacionamento com o autocarro que carregou aqueles que não personificaram a raça que nos caracteriza.
Enfim, colocando de parte a gestão do treinador, este jogo define muito do que se passa no futebol de hoje: equipas com jogadores que se penteiam mais do que correm, e adeptos que se esforçam para acompanhar as equipas em qualquer estádio, independentemente da hora, local ou condições que lhes apresentem. Há! Também os intrujas da companhia não faltaram, gostaria eu de ver os seus cartões de sócio…

PS: 2 erros grosseiros do Jonathan, não retiram a confiança que deposito nele.

Endereço

Estadio Dos Arcos
Vila Do Conde

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