30/09/2024
Braga 4 Rio Ave 0
30/09/2024
O dia dos poucos que restam começou bem: almoço com a malta seguido do embalar borbulhado que a água do rio leça nos traz. Excelente tarde apenas com consórcios a falar do presente e futuro da bancada quase que esquecendo o presente (o jogo que teríamos).
Na realidade ninguém esquecia, no entanto frases como “sempre fé no Rio Ave” eram ditas com a entoação de quem não está convicto e sem entoar ou fazer eco nas vozes de outros. A descrença era evidente.
Os mesmos de sempre, dirigiam-se assim à casa que é de todos para pegarmos no nosso Mercedes de 55 lugares, sentados.
Uma das mais calmas viagens que tivemos. Nem uma mini, o que não impediu que se soltasse umas gargalhadas que nos foi distraindo e num ápice, demos de frente com a fan zone do braga. Chegamos com 1 hora e 15 minutos, cerca de 100 Rioavistas, bem passada nas varandas a invejar as condições que são cedidas a outros. Digam o que disserem do Salvador, o tipo soube como equilibrar forças com o seu rival a nível de massa associativa. (Já agora, a cota mensal do braga é igual a do Rio Ave, e o lugar anual se não for igual pouco difere)
O jogo começa e a espaços lá íamos conseguindo aparecer no jogo. Quase conseguimos sacar um penálti, que para mim é ambíguo: o pisão é claro, no entanto não consigo ver o pé do Clayton claramente dentro da grande área.
Depois disso desaparecemos do jogo e quando voltamos eles já levavam 2, 3 e 4 golos de avanço. A indecisão ao meio campo foi notória e passividade defensiva gritante.
No fim do jogo abanaram-se os bilhetes brancos que nos garantiram a entrada (ainda vamos criar nova moda) enquanto um dos diretores bracejava mendigando apoio. Registou-se um record no tempo da flash do, saudoso, Carvalhal que preenchia o espaço televisivo enquanto o produtor procurava o Luís. Por motivo desconhecido, o nosso Luís recusou-se a fazer a flash no relvado e apenas 30 minutos depois, já nos dirigíamos ao Mercedes, alguém desentalou o Luís, que afirmava que a culpa era “do árbitro e da administração que lhe pôs 19 atletas em mão. Aos adeptos disse simplesmente: “paciência”.
E com paciência fizemos a viagem de regresso à casa que é de todos.
Sou um grato defensor do Luís, mas considero que por vezes é mesmo necessário “aquecer as orelhas” dos colaboradores para que de facto colaborem. Há chegada do NOSSO autocarro, foi estranha a presença policial. Quase todos saíram do autocarro de cabisbaixo, ao menos isso.
Houveram alguns apupos ao nosso Luís, dos quais participei, enquanto os pinheiros da equipa técnica e os eucaliptos do corpo diretivo especavam a ver e escutar.
Paciência!
Neste caminho, quantos jogos faltaram para o vocabulário antissemita invadir as nossas bancadas?
Sexta-feira mais uma batalha.
Hoje mais que ontem, Rio Ave sempre!