09/09/2024
Obrigada todos pelas mensagens de carinho.
Hoje, dia 9 de setembro, 1 semana após a partida do nosso Bibbo.
As palavras de sempre: O tempo curo, dar tempo ao tempo, o temo faz milagres…
Não sei por onde começar. mas os “conselhos” são: é importante desabafar, colocar para fora, etc., e tal, e que a forma escrita pode ser uma dessas maneiras.
Dizem que as dores podem ser sentidas de várias formas, mais intensas, mais viscerais, mais depressivas, ou mesmo de formas amenizadas, curtas ou longas. A minha é uma montanha russa, negação, raiva, depressão, após vários meses barganhando com veterinários e minha consciência. Uma dor que vem do estômago trancado, que sobe a garganta e se cala ou se lança para fora de forma aguda.
Entendo que muitas pessoas achem exageros, principalmente as que não tem animais de estimação, no entanto, para mim é assim: ele foi um bebê, uma criança, um filho adolescente, adulto e que virou vovô. Isso tudo no curto/longo prazo de 13 anos. Era também o nosso anjinho da guarda, aquele especial que se junta ao espiritual. Ironia da estória é que os três últimos bichinhos que tivemos eram de cores preta, marron e branca. Acho que vou chamar a Pims de marron, a primeira que nos deixou por causa de um câncer na bexiga, e com problemas de rins no finalzinho. Depois vou chamar a branca a Pina (coelha) que nos deixou também e que por coincidência (ou não) tinha pedra nos rins, mas teve uma convulsão generalizada. E agora, vou chamar o Bibbo de pretinho, até porque nos últimos momentos de vida ficou apaixonado pela cadela Flo da vizinha, totalmente pretinha. Ele estava com uma doença crônica e degenerativa que atacou principalmente os rins.
Quando visitamos um dos vários veterinários – esse mais do gênero alternativo e homeopata – eu mencionei que tinha vários cálculos renais, e já tinha sido operada diversas vezes. Até agora fico arrepiada com o que ele disse – “os animais vêm a nós para nos proteger, inclusive das nossas próprias doenças e para nos conservar saudáveis”. Eu acredito!
Temos agora várias estrelas no céu desde cinza (nosso primeiro cachorro na Bélgica - Bucky) passando pela branquinha pequenina, a Maristela, Hamster. Depois, a Pims, a cadela adotada, nossa marronzinha de pinta preta na língua que vinha nos dar um beijo ao chegarmos em casa e depois ia embora, só tínhamos direito a um beijinho. Já em Portugal perdemos a Pina (coelha de 8 anos) e o nosso Bibbo dia 2 de setembro de 2024. Comemoramos o aniversário dele dia 1 de agosto com a família reunida, inclusive filha, companheiro e netinhas. Assim ele teve a sua despedida digna.
Para muitos, dizer que o cachorro faz parte da família é um exagero, mas para nós é até mais do que isso, portanto, o grande sofrimento. Quero guardar os bons momentos na mente, mas é difícil porque “eutanásia” parece um crime, mas deixar sofrer também pode parecer um crime, ainda mais quando não há retorno de uma doença degenerativa.
Agora estou tentando encontrar minha paz interior, não é fácil visto que sou muito ligada a animais. Vou me contentando com os dois cachorros de rua abandonados. Todos os dias levo comida para eles e agora já se acostumam e reconhecem o carro e já aceitam que dê um ossinho na boca. Vou ganhando a confiança deles e assim amenizo meu coração.
Obrigada a todos pelas mensagens de carinho e compreensão. Todas estão bem guardadas no meu coração.