02/11/2025
𝐂𝐎𝐌 𝐀𝐑𝐁𝐈𝐓𝐑𝐀𝐆𝐄𝐍𝐒 𝐃𝐄𝐒𝐓𝐀𝐒, 𝐎 𝐍𝐎𝐒𝐒𝐎 𝐅𝐔𝐓𝐄𝐁𝐎𝐋 𝐍𝐀̃𝐎 𝐒𝐄 𝐕𝐄𝐍𝐃𝐄!
A arbitragem do jogo entre o Vitória SC e o SL Benfica voltou a deixar muito a desejar e a levantar sérias dúvidas sobre a coerência e a qualidade da arbitragem em Portugal. João Pinheiro, e o VAR que o acompanhou, voltaram a demonstrar uma dualidade de critérios que simplesmente não é aceitável num campeonato que se quer competitivo e credível.
Logo antes do intervalo, Sudakov entra de forma perigosa, pisando o jogador Samu, num lance que em qualquer campeonato sério — Premier League, Bundesliga ou até na Liga Espanhola — valeria expulsão direta. Em Guimarães, foi apenas amarelo. Um erro que não é apenas técnico — é simbólico. Transmite a ideia de que há jogadores e clubes que jogam com regras diferentes dos outros.
Depois, na segunda parte, Fábio Blanco, jogador do Vitória, é expulso diretamente por uma entrada discutível — imprudente, sim, mas longe da violência ou da intencionalidade que justificam o vermelho. E é aqui que tudo desaba. No mesmo jogo, lances parecidos, pesos diferentes. Um amarelo poupado para o lado do costume, um vermelho exagerado para o outro. Critério? Nenhum.
É este o retrato do futebol português: um campeonato onde o erro não é exceção, é hábito; onde as decisões duvidosas aparecem sempre nas mesmas direções; e onde o VAR, em vez de esclarecer, parece servir para confirmar o que convém.
Enquanto isto continuar assim, é inútil falar em “vender o produto” lá para fora. Nenhum investidor sério vai apostar num campeonato em que as regras mudam conforme a camisola. Nenhum adepto estrangeiro vai seguir um futebol onde a justiça desportiva é uma roleta. E nenhuma equipa portuguesa poderá crescer internacionalmente se a própria competição interna vive manchada por arbitragens de fraca qualidade e critério desigual.
O futebol português precisa, urgentemente, de transparência e coragem. Sem isso, por muito que se fale em modernização, fair play e competitividade, o resultado será sempre o mesmo: descrédito, desinteresse e desvalorização.
Porque a verdade é simples — com arbitragens destas, o nosso futebol não se vende.